Match Point: o que esperar de Paragon?

Match Point: o que esperar de Paragon?

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Paragon é um caso à parte entre os MOBAs atuais. Digo isso porque não vi, desde o anúncio do jogo, muitas pessoas reclamando deste ser “mais um título nesse gênero saturado”. E, pessoalmente, eu imaginei que esta seria a reclamação majoritária entre todos os jogadores, especialmente os de console.

Uma parte que explica esse estranho fenômeno é que o público do PlayStation ainda não teve a oportunidade de saborear um jogo agradável nessa proposta — e eu digo isso exatamente porque Guardians of Middle Earth não cumpriu esse papel. Mas outra parte é que, ao contrário dos demais títulos, há um encaixe muito maior de ação em Paragon do que a estratégia lenta e calculada.

Inlcusive, eu mesmo fui surpreendido no anúncio do jogo: se não fossem os soldadinhos correndo automaticamente pelas rotas, eu nem teria imaginado que esse seria um MOBA.

Apesar de tudo, a Epic Games não trouxe muitos detalhes sobre o título. E, levando em conta o rápido gameplay apresentado na PlayStation Experience, não dá pra tirar muitas conclusões a respeito desse jogo. Mas a gente pode tentar, não é mesmo?

O primeiro ponto interessante é o objetivo clássico do MOBA: destrua a base do inimigo para vencer. O cristal que aparece no gameplay é alvejado com frequência pelos personagens e soldados, mostrando que, aparentemente, este será um dos focos para a vitória.

A movimentação é mais livre. Por ser em primeira pessoa, não há a típica sensação de gameplay lento como em League of Legends. Diria que é uma experiência mais parecida com Smite, embora sem uma interface e com uma presença menor dos ataques automáticos, ou os famosos "auto attacks".

Os controles deverão ser simples e devem se adaptar facilmente ao gamepad. Ao final do gameplay, um dos personagens ativa uma habilidade em área, e o círculo de efeito aparece rapidamente na tela. É possível esperar que magias semelhantes possam ser controladas pelo jogador por meio do analógico do controle.

Ou, em caso contrário, as áreas serão sempre pré-definidas levando em conta o posicionamento do personagem.

Não dá pra comentar muito sobre os heróis levando em conta as rápidas aparições até o momento. O conjunto básico de habilidades ofensivas e defensivas está presente, trazendo escudos, magias de movimentação e dano em área. A criatividade da equipe de design deve aparecer com os meses, quando teremos mais informações sobre o jogo e seus detalhes.

Na área das suposições, eu pessoalmente espero encontrar opções de customização para aprofundar e diversificar cada um dos heróis. Não é nada confirmado, mas seria interessante para ampliar as possibilidades e criar uma experiência única a cada um dos heróis.

Para os eSports e as competições, Paragon pode se encaixar com um estilo único. E parece que a própria Epic Games quer cultivar o aprimoramento contínuo com a adição de um modo de replay. Além disso, o gameplay mais frenético, com movimentação rápida na ativação das magias, pode trazer partidas mais emocionantes e interessantes para o público casual acompanhar.

Em uma análise rápida, confesso que o jogo ganhou a minha atenção nos últimos dias. Ainda mais porque, desde que entrei na redação, o carinhoso apelido de “MOBA Boy” se alastrou rapidamente por aqui... Então não duvido nada que o título apareça em minha mesa para ser testado a qualquer dia de 2016. Mas, se Paragon trouxer um conjunto de novidades interessantes e inéditas no gênero, será um prazer experimentar essa nova e bela proposta.

O Match Point é um espaço no TecMundo Games dedicado para discutir o eSport e os games competitivos diariamente, trazendo estratégias, curiosidades, campeonatos e jogadas inesquecíveis dos mais diversos títulos. 

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