Match Point: Heroes of the Stats e o metagame do MOBA da Blizzard

Match Point: Heroes of the Stats e o metagame do MOBA da Blizzard

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Acompanhar o cenário competitivo de um MOBA requer um trabalho muito delicado com números e estatísticas. Eu mesmo já detalhei, em alguns momentos do Match Point, o quanto eles revelaram que League of Legends trouxe poucas inovações às partidas profissionais de eSport nos últimos meses — chegando até a “congelar” o game em um conjunto fixo de estratégias e composições.

Mas o assunto de hoje é outro. A DreamHack Winter 2015 terminou no último final de semana, e o campeonato de Heroes of the Storm do evento trouxe oito dos melhores times do MOBA para disputar um prêmio de US$ 25 mil. E, no meio de tudo isso, os fãs puderam acompanhar também o caminho da fnatic até a vitória, garantindo uma final de três partidas a uma contra a Team Liquid.

No entanto, a parte curiosa aos fãs do jogo não está no resultado, mas sim na trajetória. A G2 eSports produziu um infográfico para ressaltar os dados mais relevantes do torneio até a sua conclusão, revelando quais foram os heróis mais efetivos e contestados, além dos mapas mais disputados na DreamHack.

Tudo isso tá aí embaixo, detalhadinho.

Eu sei que temos aqui muita informação, mas vamos para as partes mais importantes.

Suportes utilitários e assassinos mostraram um grande centro de disputa entre as escolhas das equipes. Tyrande foi a mais banida, enquanto Tassadar seguiu logo atrás. Thrall conquistou a maior taxa de vitórias. E.T.C., que no início do competitivo tinha dificuldade para se estabelecer nas composições, seguiu logo em seguida com surpreendentes 64,2 % de vitórias em 28 jogos.

Para contrariar isso, suportes de cura tiveram uma presença baixa. Entre os quatro grandes "healers", dois deles — Lili e Rehgar — ficaram de fora de todo o torneio. O metagame está mais voltado à explosão e a contestação rápida de objetivos, visto a altíssima presença de assassinos mágicos como Kael’Thas, Jaina e Falstad.

Vale a pena lembrar também que Murquinho, o subestimado herói que apareceu durante a grande final da BlizzCon 2015, e Cho’Gall, revelado no mesmo evento, não apareceram nesta competição. Embora o ogro controlado por dois jogadores pareça trazer um conceito interessante para o game, sua proposta parece diminuir a presença do time pelo mapa, afetando dessa forma as composições que visam controlar todo os objetivos.

Entre os mapas, também destaca-se a grande preferência pela Tumba da Rainha e pelo Condado do Dragão. Ambos trazem objetivos pouco parecidos entre si, exigindo rotações constantes pelo cenário. Para contrariar, campos de batalha mais aberto e com disputas menos frequentes são os menos escolhidos. Sim, estamos falando de você, Jardins do Terror.

Em termos gerais, podemos dizer que Heroes of the Storm anda satisfazendo um equilíbrio interessante para os fãs competitivos. Durante o campeonato da BlizzCon 2015, me surpreendi com a quantia de partidas em que ambos os times estavam com pouquíssimas diferenças de experiência, neutralizando em muitas partes o efeito “snowball” que acontece frequentemente nas partidas de MOBA.

Resta saber se, com o desenvolvimento do metagame a partir dos próximos mapas e heróis, ainda teremos novidades cativando os jogadores e espectadores do jogo. Independente disso, hoje eu já não tenho dúvidas: Heroes of the Storm veio mesmo para ficar por muito tempo nos eSports.

O Match Point é um espaço no TecMundo Games dedicado para discutir o eSport e os games competitivos diariamente, trazendo estratégias, curiosidades, campeonatos e jogadas inesquecíveis dos mais diversos títulos.

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