Match Point: o que muda para a próxima temporada de League of Legends?

Match Point: o que muda para a próxima temporada de League of Legends?

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Desde a primeira publicação aqui no Match Point, fiquei pensando se valeria a pena falar mais uma vez sobre League of Legends com tantos assuntos de MOBAs circulando por aí. Claro que o DotA 2 está fervendo com a Frankfurt Major, mas com certeza este será um assunto que também será muito divulgado durante os próximos dias. Hoje eu tive que reservar o espaço para as mudanças da nova temporada da Riot Games. Eu tenho meus motivos, e talvez você entenda melhor eles logo abaixo. Então calma, muita calma nessa hora.

Não entenda isso como um favoritismo — estou, inclusive, com uma pauta nostálgica para os fãs do DotA nacional planejada para a próxima sexta-feira. Mas a escolha de hoje foi feita simplesmente porque fazia muito tempo que uma novidade da empresa não remexia com toda a estrutura do jogo. Pra começar, a página com as notas da última atualização é enorme. Não, você não está entendendo. É enorme mesmo.

A Riot Games reservou dúzias e mais dúzias de mudanças para balancear a função dos famosos atiradores — ou AD carrys, como você preferir. Antigamente, os responsáveis pelo dano da equipe eram muito vulneráveis do começo ao fim do jogo, encontrando dificuldades para encaixar um posicionamento seguro em meio às várias ameaças do time inimigo. Sem mobilidade ou uma distância segura, os atiradores podiam ser facilmente focados e neutralizados sem cumprir o seu papel na briga.

Agora, muitos campeões foram mudados nessa função. E isso surpreendeu até mesmo os profissionais do game, como você pode ver — e rir — logo abaixo.

Uma das maiores preocupações da Riot Games foi em trabalhar melhor com a fragilidade dos personagens que desempenhavam essa posição na equipe. Muitos ganharam um dano inicial maior em troca de uma progressão mais lenta no decorrer da partida, representando uma ameaça significativa aos constantes ganks dos caçadores. Os atiradores também ganharam itens novos ou mecânicas inéditas que trabalham melhor com o seu dano, principalmente à longa distância.

Uma Caitlyn agora está mortal com as suas armadilhas, enquanto que uma Vayne consegue atacar de forma segura com o item Canhão Fumegante, este que aumenta a distância de tiros carregados com o tempo. Corki está destruidor e Graves mais brutal. Kog’Maw está uma metralhadora rotatória de ataques ácidos, alcançando até cinco tiros por segundo.

A classe de suporte, eterna companheira do atirador, também ganhou algumas mudanças interessantes nos itens para acompanhar uma dinâmica mais segura de movimentação. As sentinelas agora foram alteradas e podem ser armazenadas, enquanto que poções são recuperadas ao voltar na base. Os itens mais comuns da função podem ser combinados para tornar os suportes mais resistentes e ainda manter os benefícios de sentinelas, principalmente com a Pedra da Visão.

As demais classes, embora apresentam menos alterações que as duas anteriores, também ganharam modificações interessantes. O caçador tem um novo item inicial para dinamizar a aventura pela selva, ganhando também opções para colocar sentinelas e ganhar presença no mapa. Os mid laners tem novos itens que dão benefícios ao andar pelo rio, incentivando a rotação constante pelo cenário.

Novos atiradores (re)aparecendo no competitivo? De olhos neles, Valor!

Depois de acompanhar tantas temporadas, finalmente posso dizer que League of Legends está pronto para um 2016 repleto de novidades no campo estratégico e dos eSports. Seu metagame, até então, vivia na mesma esfera de heróis, itens e estratégias, dificilmente sofrendo alguma alteração no decorrer dos campeonatos de alto nível.

Dos 126 heróis presentes no game, só 74 apareceram durante as finais mundiais da Season 5. E, destes, 35 tiveram menos de 10% de participação em todas as partidas. Isso significa que, durante um mês inteiro, praticamente só vimos os mesmos 40 campeões rodando por Summoners Rift. Praticamente três quartos do elenco total não era viável. Tínhamos um problema aí, não é mesmo?

Havia muita resistência às novidades por conta da fragilidade dos atiradores. Composições mais ousadas, como a de completa proteção aos carregadores (“Protect the Kog, team!”) geralmente eram deixadas de lado pela segurança de campeões utilitários. Os reais carregadores ficavam na rota do topo por misturar mobilidade, resistência e capacidade “média” de dano — ou vai dizer que não cansou de ver Darius no Campeonato Mundial?

Estou apostando muito em um 2016 menos estagnado nas estratégias e combinações de League of Legends. Mais inovações e menos fixações. Estou apostando em um 2016 com muita ousadia e alegria. E que venham os próximos campeonatos!

O Match Point é um espaço no TecMundo Games dedicado para discutir o eSport e os games competitivos diariamente, trazendo estratégias, curiosidades, campeonatos e jogadas inesquecíveis dos mais diversos títulos. 

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