Match Point: speedrun, correndo em direção aos eSports?

Match Point: speedrun, correndo em direção aos eSports?

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A arte dos speedruns até hoje me surpreende. Eu me enrolei por dias para fechar Bioshock Infinite, e recentemente pude acompanhar alguém terminando esse jogo em duas horas. Essa comunidade de corredores contra o tempo me fascina pelos truques, macetes e caminhos específicos que executam para fechar um jogo no menor número de segundos possíveis.

O eSport, lá na década de 90, nasceu dependendo de speedruns. Não tínhamos muitos games multiplayer naquela época, não é mesmo? Quem assistiu ao clássico “O gênio do videogame”, que volta e meia reprisava na Sessão da Tarde, deve se lembrar desta época. As primeiras Nintendo World Championships, promovidas pela própria empresa, trazia garotos que buscavam os tempos mais recordistas em games como Super Mario World, Donkey Kong Country e muitos outros.

Mas a tradição de competir contra o tempo foi substituída por partidas locais ou multiplayer. Vieram os shooters, os games de estratégia e os jogos de luta. Embora ainda enraizado nos princípios das competições, os speedruns ficaram restritos a grupos devotos de jogadores que, de tão apaixonados por algum jogo, revisitaram ele apenas pelo prazer de fechá-lo no menor tempo possível.

O Games Done Quick, realizado várias vezes durante o ano, é o exemplo máximo dessa paixão dos jogadores. Dark Souls 2 em uma hora e meia? Castlevania: Symphony of the Night em seis minutos? Pokémon Blue em menos de meia hora? Fallout em oito minutos? Tudo é possível durante este festival contra o relógio.

No entanto, é justamente a diversidade que acaba prejudicando uma competição organizada de speedruns. O mesmo jogo, por exemplo, pode ter diferentes formas de ser fechado. Você pode considerar ou desconsiderar determinados finais, banir a existência de bugs e declarar que ele precisa ter 100% de elementos no final. Isso é só uma das modalidades.

Confesso que seria interessante ter uma grande competição contra o relógio valendo prêmios saborosos. Você não consegue imaginar o show de perfeição e habilidade que poderia sair disso? O problema é que, atualmente, não há empresas interessadas em financiar isso no meio de tanto sucesso de MOBAs, shooters e outras modalidades.

A exceção, no caso, fica para a Nintendo. Ela realizou, depois de muito tempo, uma edição da Nintendo World Championship durante a E3 2015. E, devo confessar: foi divertido acompanhar o clima eufórico e mais descontraído dessa competição.

Apesar de todos os contratempos e “contra tempos”, é possível que vejamos mais os speedruns determinando os campeões de um campeonato de games. Seria divertido e recheado de habilidade, não é mesmo?

Quem sabe até eu tente fechar Fatal Frame no menor tempo possível. Mas, por enquanto, meu speedrun é para fechar a coluna do Match Point até às 20h30. Ufa, deu certo! “Time!”

O Match Point é um espaço no TecMundo Games dedicado para discutir o eSport e os games competitivos diariamente, trazendo estratégias, curiosidades, campeonatos e jogadas inesquecíveis dos mais diversos títulos.

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