Voxel

Michael Patcher acredita que jogos de estratégia saem-se melhor no PC

Último Vídeo

Espere. Antes que você comece a questionar o óbvio ululante da afirmação acima, fique sabendo que a argumentação do inconfundível analista Michael Patcher é um tanto diferente do que se vê normalmente — argumentos que atribuem o parco sucesso dos RTS em consoles aos controles não muito propícios para o gênero.

Em seu programa no site Gametrailers.com, Patcher afirmou que há tempos tentava imaginar uma razão para o fraco funcionamento dos RTS em consoles. “Acho que isso se deve em parte à natureza do gênero, que é apenas para um jogador e baseado em turnos”, afirma o analista.

RTS: sucesso nos PCs se apoia na cultura do ócio corporativo, afirma analista
Mas não para por aí. A “Mãe Dinah” da Wedbuch Morgan, após atestar que joga muito RTS no PC do trabalho, justifica o fato: “...acredito que jogos como esses provavelmente se popularizaram entre pessoas preguiçosas, como eu, que gostam de jogar no trabalho sem que os patrões percebam”. Por fim, o analista conclui que RTS são mais populares entre “jogadores de PC mais hardcore”.

Capitão Óbvio ataca novamente!

Michael Patcher é provavelmente um dos poucos profissionais do mercado capazes de dar uma explicação excêntrica a um óbvio ululante: RTS não fazem tanto sucesso em consoles... porque fundamentam-se em uma cultura de preguiça corporativa. Afinal, o que seria melhor que um RTS para matar serviço? Enfim...

Quer dizer, que RTS fazem mais sucesso em PCs, isso qualquer um sabe. Só que atribuir esse fato a qualquer outro motivo que não os controles pouco familiares ao gênero parece um tanto excêntrico demais — para não dizer completamente inútil.

Mas, enfim, vai para aquele amplo e empoeirado baú que abarca hoje teorias como aquela que justifica a ascensão dos modos “single player” à baixa capacidade de socialização dos “nerds” nos anos 80. De qualquer forma, colocar um mouse e um teclado parece perfeitamente capaz de trazer o gênero para os consoles. Espere, daí não seriam mais consoles, certo? E por aí vai...

Perfil do editor: Carlos Eduardo Dias Ferreira

Você sabia que o Voxel está no Facebook, Instagram e Twitter? Siga-nos por lá.