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Microsoft ainda não quer apostar no 3D. Sony investe em mais aplicativos compatíveis com a tecnologia

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Televisão 3D sem a necessidade de óculos? Não tão cedo assim. É o que pensa Mick Hocking, um dos supervisores da Sony, no departamento da tecnologia 3D dos estúdios globais. Em entrevista ao site VG247, durante a gamescom, Hocking observou que as tecnologias autoestereoscópicas (como as vistas no 3DS, da Nintendo) são excelentes para portáteis, mas não para telas maiores.

A principal razão para isso, segundo Hocking, está na limitação do campo de visão, uma vez que os jogadores têm que ficar de frente para a tela, de modo a conseguirem a máxima qualidade. Outro motivo apontado foi a perda na sensação de profundidade. Mick ainda complementou sua ideia, afirmando que não há nenhuma tecnologia deste tipo (para televisões) até o momento e que ela custará muito caro, mesmo que alguém consiga criá-la.

Ao ser indagado a respeito da possibilidade do novo PSP ter uma tela autoestereoscópica, Hocking respondeu apenas que não pode fazer nenhum comentário. Finalizando a entrevista, o chefe da divisão 3D deixou claro que novos aplicativos com suporte para a tecnologia serão desenvolvidos na medida em que mais pessoas adquirirem equipamentos compatíveis. Isso inclui a PlayStation Home.

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Surpresa, meu nome é Toshiba!

A Sony pode estar relutante quanto ao lançamento de televisões 3D sem óculos especiais. No entanto, a rival Toshiba já está se preparando para o anúncio. É o que reportou a agência AFP, no dia 24 de agosto. As fontes ouvidas afirmaram que o lançamento deve ocorrer até o Natal, havendo três modelos distintos.

A tecnologia empregada pela companhia faz com que os raios de luz sejam emitidos de vários ângulos, a partir da tela, permitindo que as pessoas assistam a programas em 3D de diversas posições e sem o stress provocado pelas lentes ativas dos óculos. Ao menos Hocking, da Sony, acertou na questão do preço, já que as televisões 3D da Toshiba deverão custar muitos milhares de dólares.

Ainda é cedo...

Enquanto a maior parte das fabricantes tenta solidificar a importância do 3D, a Microsoft assiste de fora, aguardando pelo momento certo. Falando à rede Bloomberg no dia 23 de agosto, Chris Lewis — vice-presidente da divisão europeia de negócios e entretenimento da Microsoft — disse que o momento só vai chegar daqui a dois ou três anos, quando os custos baixarem e a experiência se tornar verdadeiramente social.

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