Miyamoto é entrevistado e faz algumas declarações um tanto polêmicas

Miyamoto é entrevistado e faz algumas declarações um tanto polêmicas

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Shigeru Miyamoto, um dos designers e produtores de alguns dos jogos mais famosos do mundo, responsável por títulos renomados como The Legend of Zelda, Mario, Pikmin, Donkey Kong e muitos outros, recentemente foi entrevistado pelo jornal inglês The Telegraph e deu algumas declarações muito interessantes – e que foram consideradas relativamente polêmicas por algumas pessoas.

Vários assuntos foram abordados rapidamente pelo produtor, como as relações de filmes com os jogos, o estilo atual do mercado de games, novos produtores de jogos e o uso de realidade virtual nos produtos da Nintendo. Ele também conversou com o The Telegraph para promover os três curtas-metragens de Pikmin, que são focados em tarefas diferentes dos pequenos personagens criados por ele mesmo.

Apesar de ter desenvolvido esses curtas, o designer de jogos não está interessado em mudar de segmento, só quis realizar um trabalho complementar em relação à série Pikmin – ele vê nos jogos o melhor caminho para transmitir ao público as experiências que quer proporcionar.

“Eu jamais pensei em jogos como um modo de storytelling [contar histórias]. Embora muitas pessoas tenham se aproximado de mim no passado e dito ‘Por que você não faz um filme?’, eu jamais estive interessado”, comentou. Voltando ao território de seu domínio principal, o mundo dos jogos, Miyamoto deu mais algumas declarações categóricas em relação aos modelos de produção de games.

Jogos repetidos em várias plataformas

O designer e produtor chamou o estilo de comercialização adotado pelas empresas de jogos de “chato” ao dizer que o que elas fazem pode fazer sentido para o mercado mundial de games, porém que existe muito mais que pode ser abordado. Ele falou de preocupações de que as ideias que os desenvolvedores têm em suas salas de reuniões não são as coisas que tornam um jogo especial.

“O que as outras empresas [de jogos] estão fazendo faz sentido para os negócios. Mas é chato. Os mesmos títulos aparecem em todos os sistemas. Na Nintendo, nós queremos criar um ambiente em que os criadores de jogos possam colaborar e pensar em ideias para games que não poderiam ter acontecido anteriormente”, comentou Miyamoto. A afirmação realmente parece funcionar no caso da Nintendo, já que grande parte dos títulos da Big N só pode ser encontrada em seus produtos.

Prioridade nos tipos de experiências proporcionadas

Quanto aos novos jogos, ele também se posicionou: “Os novos criadores de games querem ser reconhecidos. Eles querem contar histórias que toquem os corações das pessoas. E, apesar de eu entender isso, essas tendências me preocupam. A experiência do jogo é que deve ser tocante. O que eu luto para fazer é que as pessoas se sintam os diretores dos jogos. Tudo o que eu faço é fazer as pessoas sentirem isso ao jogar; elas estão criando algo que só elas poderiam criar”.

“Quando você está jogando um título, em um momento você está o controlando e de repente você já se sente parte desse mundo. Isso é algo que não pode ser experimentado através de filmes ou de livros. É uma experiência completamente única”, disse ele.

Quanto ao futuro da realidade virtual nos produtos da Nintendo, Miyamoto se esquivou de declarações precisas. Quando o Oculus Rift foi mencionado, o produtor disse que um pouco da tecnologia já foi experimentada pela Nintendo através do lançamento do Virtual Boy, em 1995 (claro, com bem menos avanços do que hoje). Naquele período, o produtor afirmou que o acessório não o agradou muito. Hoje, ele se limitou a dizer o seguinte:

“Eu não tenho nada para dizer a vocês sobre o envolvimento da Nintendo com os acessórios de realidade virtual. Nós não temos nada para anunciar até o momento”, confirmou o produtor. E você, leitor, o que achou das declarações de um dos membros mais importantes da Big N sobre todas essas questões?

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