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“Não espere um modo com zumbis em Killzone”, diz Guerrilla ao TCG

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Killzone: Shadow Fall é um dos títulos do pelotão inicial de lançamentos exclusivos para o PS4. O shooter da Guerrilla Games agrada por ter uma temática futurista aliada a boas mecânicas de tiro e enredo satisfatório para o gênero ao qual o jogo pertence.

Combinar todos esses elementos com harmonia – ainda mais num console da próxima geração – não é tarefa fácil. Para fazer um panorama do desenvolvimento do shooter, o BJ conversou, a convite da Sony, com Hermen Hulst, co-fundador e diretor de gerenciamento da Guerrilla Games, numa conferência remota que atendeu a veículos do Brasil, da Argentina e do Chile (nessa ordem).

Hulst participou diretamente das perspectivas de criação e da parte comercial de Shadow Fall, tendo sido responsável, junto a outras equipes de desenvolvimento, por todos os aspectos que cobrem a jogabilidade, as funcionalidades do novo DualShock e, é claro, o lançamento do game em si.

O executivo falou sobre os entraves enfrentados ao longo do processo, os desafios de se trabalhar com um novo hardware, um joystick remodelado – ainda mais com o peso de ter que tirar do forno um título de lançamento de console – e outros detalhes. E ah, não espere por zumbis na ambientação de Killzone. Confira o que rolou no bate-papo!

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O novo DualShock está com uma anatomia muito mais agradável para quem curte shooters, com analógicos espaçados e melhor ergonomia. Quais foram os desafios na hora de desenvolver o jogo pensando num novo controle, num acessório inédito que não existia até então no mercado?

Tivemos muitos feedbacks ao longo do processo de desenvolvimento para o novo DualShock. O controle ficou mais confortável e muito melhor para shooters, isso facilitou o nosso trabalho.

Tínhamos alguns pontos muito importantes para considerar na hora do desenvolvimento: a precisão, a responsividade dos comandos, a ergonomia do controle. Vemos o DualShock como uma extensão para o jogador. É uma ponte entre o jogador e o jogo. É preciso ter essa precisão e essa alta responsividade.

Temos também novas funções no controle, como o touchpad. Como usar esse novo recurso no jogo? Como arrancar o melhor dele? Essas perguntas rondavam nossas cabeças e tarefas todos os dias.

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Nos jogos anteriores, pudemos trabalhar bem com os comandos. O sistema de mira foi aprimorado, e tivemos muita tarefa pela frente. Acredito que tenhamos alcançado um resultado satisfatório!

O que os jogadores podem esperar de Killzone: Shadow Fall em comparação com shooters como Call of Duty: Ghosts e Battlefield 4, seus competidores oficiais? Claro que eles têm outra filosofia e uma pegada não tão futurista quanto a de Killzone, mas é possível Shadow Fall chamar a atenção de outra forma, principalmente dos mais céticos?

Acho que optamos por criar algo sem necessariamente pensar em competir com esses jogos. Temos nossa própria jogabilidade, a campanha single player tem uma história específica e cheia de reviravoltas em toda aquela ambientação futurista sci-fi cheia de conflitos.

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Contamos uma história diferente. Ela se passa no espaço, onde criamos uma plataforma que permite aos jogadores elaborarem suas próprias arenas, as “War Zones”.

Acho que tanto no single quanto no multiplayer adotamos uma abordagem diferente em comparação com os jogos anteriores e estou feliz com isso.

Vocês já chegaram a pensar em levar a franquia para outras ambientações que não necessariamente as futuristas? Algum outro contexto de guerra, quem sabe, ou um cenário diferente qualquer?

Essa é a parte engraçada de um DLC: você pode fazer o que quiser com ele! Mas, bem, não aposte suas fichas em um modo com zumbis ou algo do tipo aqui. Acho que isso responde boa parte da sua pergunta, não é mesmo?

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Mas assim, há muitos cenários diferentes a serem explorados em Shadow Fall. Acho que essa é uma característica muito legal do universo sci-fi: você vai ao espaço, tem diversas opções, tem planetas, há muita coisa. Acho que pudemos criar muito conteúdo e trazer variações em cima disso.

Talvez seja um pouquinho cedo para perguntar, mas lá vai: existem planos de um novo Killzone por aí? Outra coisa, mas não sei se você é a pessoa certa para responder: nós aqui do Brasil podemos esperar por games localizados da franquia daqui para frente? A exemplo do que já ocorreu com Shadow Fall?

Acho que não sou a pessoa certa para responder a essa pergunta. A decisão referente à localização acontece em outros departamentos, mas acredito que, para a América Latina, isso vai acontecer sim. Vamos redirecionar sua pergunta e podemos dar uma resposta definitiva em breve.

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Está certo. Muito obrigado pelo tempo de vocês!

Muito obrigado, Brasil, obrigado pelas perguntas!

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