"Não gosta de GTA? Então não compre", diz CEO da Take-Two

"Não gosta de GTA? Então não compre", diz CEO da Take-Two

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Até que demorou, mas Grand Theft Auto V finalmente foi alvo de uma petição na Austrália para impedir a venda do jogo. Desta vez, a iniciativa partiu de um grupo de mulheres que já foram vítimas de violência sexual. Elas alegam que o título faz referências a esse tipo de comportamento violento e naturaliza práticas como matar e torturar o público feminino.

Como resultado das 50 mil assinaturas obtidas, duas lojas retiraram o game das prateleiras — e isso provocou a fúria da Take-Two, que publica o game. O CEO da empresa, Karl Slatoff, falou sobre o caso em uma conferência de investidores de tecnologia e mídia digital.

A fala polêmica

"Uma coisa é alguém não querer comprar algum conteúdo, o que é totalmente compreensível. E essa é realmente a solução. Se você não gosta e é ofensivo para você, então não compre", afirma. O executivo gerou polêmica com a declaração, já que por trás dela há toda a história de classificação indicativa e influência de games no comportamento das pessoas.

"Para uma pessoa ou grupo tentar tomar essa decisão por milhões de pessoas... Nós temos 34 milhões que compraram o GTA, e, se esse pessoal conseguir o que quer, ninguém mais poderá comprar o jogo. E isso simplesmente joga fora tudo em que a sociedade livre se baseia. É a liberdade de expressão. Tentar esmagar isso é perigoso e um passo escorregadio para baixo".

De qualquer forma, Slatoff esnobou a decisão das lojas e disse que "os negócios não serão afetados em nada" pela proibição. Ainda assim, não é algo desejável, pois se trata de "uma decisão pobre de liderança".

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