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“Não olhamos a concorrência, e sim os jogadores”, diz Nintendo ao TCG

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Fonte da imagem: BJ

A Nintendo começa a colocar suas cartas na mesa, e o baralho da nova geração vai ficando cada vez mais embolado. Para marcar o lançamento do Wii U no país, agendado para o dia 26 de novembro, a “Big N” está realizando, nos dias 22 e 23 de novembro, o Brasil Nintendo Showcase, evento voltado exclusivamente aos fãs de Mario para mostrar os produtos da companhia com várias estações de jogos e um “personagem” especial: Charles Martinet, dublador do mascote da Nintendo há 23 anos.

O BJ esteve lá e, antes de conversar com o carismático (e talentoso) artista, falamos com Bernardo Guzmán-Blanco, subgerente de relações públicas e eventos da Nintendo para a América Latina. O executivo delineou os planos da Big N para o país e discorreu sobre vários tópicos que ainda norteiam nossas dúvidas: quais os planos da empresa para o Brasil no longo prazo? Como vai ficar o eShop do Wii U por aqui? E, acima de tudo, como encarar a concorrência?

Essas e outras questões foram debatidas na entrevista exclusiva que o BJ realizou com Bernardo. Parece que, enfim, os ares estão ficando favoráveis para a Nintendo, que pouco a pouco vai esboçando reações no mercado. Confira o bate-papo na íntegra!

Fonte da imagem: BJ

A Nintendo está, enfim, com grandes planos aqui para o Brasil. Quais são as estratégias da empresa para o futuro aqui no país?

Nosso foco agora é o Wii U. Ele será lançado aqui no dia 26 de novembro por R$ 1,899 e estamos muito empolgados com isso. Uma forte linha de jogos estará disponível logo de cara: Pikmin 3, New Super Mario Bros. U, New Super Luigi U, The Wonderful 101 e mais. Todos os exclusivos estarão nas prateleiras junto com o console no dia 26, inclusive Super Mario 3D World.

Reggie Fils-Aime disse, no começo deste ano, que o Brasil não estava preparado para fabricar o Wii U. Se observarmos a concorrência, como a empresa se posiciona por aqui agora nesse sentido?

Quando fomos perguntados sobre o Wii U no Brasil, sabíamos que era uma questão de valor. Existem alguns problemas: o preço e a maneira como trazer o console aos brasileiros. Perguntamos a nós mesmos: “Como trazer o console a um preço acessível e agregar valor ao produto?”, e isso foi um desafio. Sabemos como as tributações são complicadas no Brasil e, por isso, precisávamos encontrar o momento certo.

Queríamos nos certificar de que, quando o console fosse lançado no país, a chegada fosse digna e oferecesse aos consumidores uma experiência completa. É por isso que estamos vendendo o bundle. Pelo valor do console, o jogador leva dois jogos: New Super Mario Bros. U e New Super Luigi U. E são bem viciantes!

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Cada mundo reserva uma surpresa, um desafio diferente. Super Mario 3D World é incrível. Cada personagem tem uma característica diferente. Há as fantasias, os momentos de plataforma e pulos, os chefes, as mecânicas clássicas. Todos vão gostar, ainda mais se jogarem cooperativamente. Há os puzzles em fases que te dão opções para você pensar como sair dali, e tudo de uma forma caricata e divertida. O uso do GamePad é bem interessante também, é possível usar a touchscreen e realizar diversas outras ações.

Em outras palavras, o console é importado e distribuído por aqui, correto? Sem a montagem, eu quero dizer. O mesmo se aplica aos jogos?

Sim, eles são importados e distribuídos aqui em caráter oficial pela Nintendo. Sabemos como esse processo de importação, tributação e distribuição é burocrático e temos grandes parceiros para realizar esse trabalho colaborativo.

Existem planos para realizar a montagem dos aparelhos ou a prensagem de mídias por aqui?

Não tenho informações precisas sobre esse tópico neste momento, mas o que posso dizer é que o Brasil está definitivamente no nosso cronograma. Há muito potencial aqui, muitos fãs da Nintendo, uma base de consumo muito forte. Devemos pensar no que fazer e como fazer para agradar os jogadores e trazer a melhor experiência possível, mas sempre existe a necessidade do planejamento e do foco prioritário.

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A questão do eShop para os brasileiros: como fica? Utilização da nossa moeda, uso de cartões em cadastro internacional...

Como sabemos, houve uma mudança nas regras bancárias para utilização de cartões e compras internacionais aplicáveis em vários sistemas. Com o eShop, isso é um pouquinho complicado agora porque significa que muitas transações podem receber taxas adicionais que não queremos impor aos jogadores. Portanto, existem vários fatores envolvidos que estão sendo trabalhados nesse sentido.

Queremos que o eShop seja o mais acessível possível a todos. Não tenho agora um prazo para te cravar de quando tudo isso estará acertado, mas posso garantir que estamos trabalhando forte para que o eShop no Wii U seja tão bom quanto o do 3DS, que hoje funciona muito bem. Quando oficializarmos e lançarmos o mercado digital do Wii U no Brasil, queremos que ele esteja completo e ofereça a experiência completa aos fãs.

Falando um pouco agora sobre o PlayStation 4 e o Xbox One, como a Nintendo pretende competir com esses dois consoles, inclusive aqui no Brasil? É claro, sabemos que o Wii U tem outro direcionamento e outros propósitos, mas qual será a reação do video game?

A forma mais objetiva de responder a essa pergunta é que não necessariamente observamos a concorrência pensando no que fazer ou como agir. Olhamos os nossos fãs, os jogadores. “O que eles vão querer? Como surpreendê-los?”, é isso que nós nos perguntamos.

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Um gamer hardcore ou casual pensa naquilo que vai encontrar no console. E é isso que fazemos: não olhamos a concorrência, e sim esses jogadores. O que será que ele vai querer? É isso que nos impulsiona, que nos desafia.

Fazemos jogos. Independentemente de hardware, que também é importante, queremos uma biblioteca forte. São os jogos que fazem um console, não apenas a casca. Queremos entregar experiências diferentes.

Não é o hardware que faz um video game vender, e sim os títulos disponíveis para ele.

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Obrigado por seu tempo, Bernardo. Alguma mensagem especial aos fãs brasileiros?

Eu é que agradeço por vocês estarem aqui. Este é um evento para os fãs da Nintendo, para vocês, jogadores.

Aos brasileiros: muito obrigado. Estamos felizes por estar aqui e ver as pessoas sorrindo ao jogar nossos consoles lá embaixo, há muitos títulos para o público curtir e conhecer os produtos. É por isso que estamos fazendo este evento: para agradecer o suporte dos jogadores.

E meu recado é esse: divirtam-se! Venham, joguem, conheçam. Podem ter certeza de que, assim que qualquer novidade surgir para o Brasil, divulgaremos correndo. Muito obrigado!

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