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Natal e Move são os únicos upgrades possíveis para um console, afirma analista

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Um analista com pretensas capacidades mediúnicas baseadas em óbvios gritantes? Não poderia ser outro senão o Sr. Michael Pachter, é claro. O analista da Wedbush Morgan falou recentemente ao site GameTrailers sobre as possibilidades de se fazerem, futuramente, upgrades nos consoles caseiros. Pachter afirma, entre outras coisas, que Natal e Move serão, provavelmente, o mais próximo que os consoles chegarão de um upgrade — imagine só...

Segundo o analista, “nós vamos ver um upgrade com o [Project] Natal e com o [PlayStation] Move, já que os desenvolvedores estão abertos a isso, mas eu não acho que eles estejam prontos para um upgrade de placas de vídeo”. Para Pachter, esta seria a única forma sensata, já que nenhuma empresa gostaria de ver seus consoles escancarados para upgrades internos.

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Em outras palavras, “eu penso que se as companhias permitirem upgrades em seus consoles no futuro, esses upgrades serão sempre externos”, afirma Pachter. Por quê? Simples: “eu digo isso não por ser tecnologicamente impossível [upgrades internos], mas por que os consoles são à prova de adulterações”.

Quer dizer, se alguém pudesse abrir, nada mais garantiria a integridade dos direitos sobre o produto. “Se você pudesse abrir o console para instalar upgrades, então você poderia encontrar uma forma de burlar os direitos digitais, colocando um ‘mod chip’ e copiar descaradamente todos os softwares e todos os softwares dos seus amigos,  utilizando-os todos no seu console”. O profético Pachter então conclui: “Os fabricantes de consoles não têm interesse em permitir que isso aconteça”. Bravo!

Carlos Eduardo

Computador ou video game?

Não obstante as obviedades que sempre ocupam as previsões do Sr. Pachter, parece mesmo razoável acreditar que nenhum fabricante de consoles que se preze permitiria adulterações internas no hardware original do seu aparelho. Sim, o argumento “anti-adulteração” parece perfeitamente válido, mas não deve ser o único.

Senão, basta pensar: a impossibilidade de se modificar internamente os consoles evitou, em algum momento, que a pirataria corresse com rédeas soltas? De forma alguma. Por outro lado, há que se pensar no motivo que leva um jogador a comprar um console em detrimento de uma supermáquina — um PC com o que há de mais moderno em processamento áudio, vídeo, etc.

O apelo dos consoles, a única coisa que ainda os distingue de PCs com um gamepad na bagagem, parece ser o indiscutível caráter “plug-and-play” dos sistemas. Não é necessário se preocupar com instalações, incompatibilidades entre jogos e sistemas operacionais, ou qualquer outro percalço que normalmente aparece para quem joga em PCs. Ou seja: qualquer um pode ligar um Xbox 360 ou um PS3 e sair jogando; o aparelho foi feito para isso, e precisamente isso que ele vai fazer — na maioria das vezes, pelo menos...

Dessa forma, se é bem verdade que os fabricantes conhecem os riscos para os direitos digitais de se permitir upgrades internos, também é bem verdade que esses mesmos fabricantes sabem que produzem “video games”, e não computadores. Quem busca consoles normalmente não quer se preocupar em atualizar constantemente a sua “máquina” para rodar o que há de mais novo no mercado. Quer ligar e jogar. Ponto.

Ademais, parece existir outra variante que deveria ser levada em consideração: a uniformidade do sistema. Parece ser interessante para desenvolvedores de jogos, fabricantes de console e consumidores que exista um mínimo de homogeneidade entre os sistemas.

Em outras palavras, qualquer jogo de PS3 deve rodar em qualquer PS3, e o mesmo se pode dizer do Xbox 360. Atualizações de hardware interno, que alterassem dramaticamente as configurações, simplesmente derrubariam essa homogeneidade, criando divisores que poderiam alterar as concepções originais dos produtos.

Enfim, não parece ser arriscado argumentar que, enquanto um console de video game for um console de video game, é bastante improvável que se possa simplesmente arrancar a tampa de um aparelho e enfiar uma nova placa de vídeo ou de som. Quer dizer... Aí ele não seria mais um video game, mas um computador, certo? Muito mais aprazível ter um “upgrade” na forma de um novo aparelho, de fácil instalação, e com uma função bastante clara. É aí que surgem o PlayStation Move e o Project Natal.

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