Afinal, a Nintendo lançar jogos mobile é uma coisa boa ou ruim?

Afinal, a Nintendo lançar jogos mobile é uma coisa boa ou ruim?

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A notícia de que a Nintendo resolveu adentrar o mercado mobile pegou todos de surpresa na última terça-feira (17). O presidente da companhia, Satoru Iwata, confirmou que a gigante japonesa estabeleceu uma parceria com a desenvolvera DeNA para levar as tão populares franquias a tablets e smartphones.

Baixada a poeira da revelação, é hora de refletir: será que esse é um negócio tão bom assim? Para começar, até pouco tempo atrás, a própria Nintendo não queria lançar jogos mobile, mais precisamente após notar uma nova alta nas vendas.

Ou seja, ela mesma ainda não está segura desse passo, que é capaz de levar pequenas companhias ao topo e grandes à beira da falência. Com isso em mente, é preciso levar em conta três preocupações que surgiram — e tentar tranquilizar quem já pensa no pior para a companhia.

Segura a empolgação!

Antes de tudo, é preciso levar em conta que a Nintendo não vai invadir o mercado mobile e lançar títulos na velocidade de uma franquia como Angry Birds, por exemplo. É importante que a companhia estreie nessa área com (novos) jogos selecionados com critério.

É bem possível que você não veja algo assim tão cedo no celular

Por isso, não podemos nem confirmar se Mario, Link e companhia serão os astros, ou se a empresa tentará primeiro estabelecer algo original. A certeza é que você não verá dezenas de títulos de uma só vez na Google Play ou na App Store. Especialmente por conta do motivo abaixo, também não se assuste ao ver um Bejeweled de Mario ou um card game de Pokémon surgir no lugar de uma plataforma horizontal envolvendo Donkey Kong, por exemplo. Mas, pensando bem, a ideia não tão é ruim, não é mesmo?

DeNA: dá pra confiar?

Outro perigo apontado por análises como a do Games Industry é a parceira selecionada pela Nintendo para ser a "intermediária" entre ela e o mercado. Logo quando foi anunciada, a DeNA causou calafrios em quem já é familizarizado com a indústria.

Isso porque a empresa é bem sucedida no mercado mobile, mas só a partir de card games free-to-play — dois gêneros adorados por vários donos de tablets e smartphones, mas abominados por uma grande parcela do mercado. Ela é a empresa por trás do Mobage, uma plataforma online de jogatina e compartilhamento, além de títulos como o ótimo tower defense Star Wars: Galactic Defense (veja a imagem abaixo) e Transformers: Age of Extinction. Além de pagar por itens e poderes, esses títulos têm em comum aquela incômoda "barrinha de energia" de games sociais que se esgotam com o tempo e obrigam você a esperar para voltar a aproveitar o app.

Talvez a Nintendo seja o sopro de inspiração que falte à parceira — ou o contrário, pois a DeNA pode ser um pequeno obstáculo.

Perder o foco? Muito pelo contrário

Logo que a parceria foi anunciada, um setor do público estremeceu: os fãs mais ardorosos da própria Nintendo. Pessimistas acreditavam que a empresa ficaria deslumbrada com o mercado mobile e deixaria de lado aquela "pureza" da companhia, fazendo com que ela perca o foco e a identidade nos hardwares próprios.

O anúncio do desenvolvimento do console Nintendo NX acaba com essa preocupação. Ter a DeNA como intermediária também, já que ela pode fazer boa parte do trabalho enquanto a Nintendo se preocupa com outras coisas. Além disso, as vendas do Nintendo 3DS, por exemplo, continuam altas e o portátil não será esquecido pela companhia.

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