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Novo ou reciclado? Infinity Ward comenta sobre motor gráfico de novo COD

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O primeiro trailer de jogabilidade de Call of Duty: Ghosts empolgou muita gente. Para estrear na nova geração, a Infinity Ward decidiu abandonar as sequências e criou uma história inédita e fora do contexto dos títulos anteriores. E para isso, nada melhor do que trazer um motor gráfico renovado.

Quer dizer, quase isso. Por mais que a apresentação do game durante o evento da Microsoft tenha sido bastante focada no potencial desta nova engine, ela não é tão nova assim. Em entrevista à Official PlayStation Magazine, o chefe de animação do estúdio, Zach Volker, comentou que não se trata de uma tecnologia reinventada do zero, mas uma melhoria daquilo que já vinha sido feito anteriormente.

Segundo ele, há uma linha tênue que separa a criação total de uma engine e o aprimoramento daquilo que já é usado. A cada atualização, recursos e possibilidades são adicionados e isso faz com que aquilo também seja novo, mas de uma maneira diferente.


Volker explica que, para que um motor gráfico seja considerado novo, você não precisa pegar tudo o que já existe e descartar para produzir a partir do nada. Para ele, trazer uma tecnologia inédita é algo que exige um exército de engenheiros e programadores, algo que o ciclo de desenvolvimento atual — que gira em torno de dois anos — não é capaz de manter.

Tanto que o chefe de animação explicou que a engine usada em seus Call of Duty é uma variação do motor de Quake. No entanto, ele conta que a ferramenta já foi tão alterada que praticamente nada do material original existe, fazendo com que eles tenham algo “novo” nas mãos.

No caso da Infinity Ward, o estúdio optou por atualizar algo que eles tinham para deixar Ghosts mais bonito e com mais possibilidades de uso. Segundo Volker, a produtora evolui aquilo que é necessário para atingir a experiência desejada, enquanto o restante ainda permanece com aquela cara de “jogo passado”, uma vez que esse elemento em questão não precisa ser alterado.

Além disso, a desenvolvedora liberou o vídeo apresentado durante o evento da Microsoft, comparando os visuais de Modern Warfare 3 com Ghosts. E por mais que muita gente critique a “reciclagem” do estúdio com sua tecnologia, não podemos ignorar o fato de que o jogo está realmente bonito.

Quando o segundo sol chegar.
Eu só não entendi por que tem um feixe de luz aleatório surgindo no meio da floresta.

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