Voxel

O futuro dos consoles são jogos gratuitos, afirma CEO da Crytek

Último Vídeo

Fonte da imagem: Reprodução/CVG
Conhecida pelo desenvolvimento de motores gráficos que resultaram em games como Crysis, ultimamente a Crytek vem investindo muitos de seus esforços na criação de jogos gratuitos com conteúdos opcionais pagos (sistema conhecido como free-to-play). Segundo o CEO da companhia, Cevat Yeli, é esse tipo de conteúdo que vai moldar o futuro do mercado, e não há razões para que jogos AAA não possam se aproveitar desse modelo de negócios.

Em entrevista ao site CVG, Yeli afirmou que o principal obstáculo que empresas como a Sony, Microsoft e Nintendo têm que enfrentar nesse sentido é a competição entre as vendas online e aquelas realizadas de maneira tradicional. Segundo ele, empresas como a Apple conseguem aproveitar bem o modelo de negócios digital por não dependerem de lojistas terceirizados.

“Eles não têm que enfrentar o problema de vendedores dizendo ‘não vou vender seu hardware se você não me oferecer games em caixa também’. Esse é o culpado pelo problema”. Segundo ele, a principal razão para alguém vender um console é o lucro gerado pelos jogos vendidos no modelo tradicional, já que os lojistas nada ganham com conteúdos comercializados e baixados exclusivamente através da internet.

Apostando nos tablets

Yeli afirma que esse é um problema enfrentado pela indústria como um todo, e que não vai ser resolvido até que alguma empresa tome uma medida drástica. Para o CEO da Crytek, somente quando alguém decidir se arriscar a destruir alguns relacionamentos estabelecidos é que o mundo realmente vai mudar para melhor.

Ele acredita que a nova geração de tablets vai ter hardware bastante próximo aos dos consoles atuais, tendo o potencial de acabar de vez com os produtos da Sony, Nintendo e Microsoft. “Estamos investindo muito nesse mercado, e garantimos que você vai ver tanto títulos hardcore quanto casuais sendo produzidos por nós”, finaliza.

Fonte: CVG

Você sabia que o Voxel está no Facebook, Instagram e Twitter? Siga-nos por lá.