Omega Force: Hyrule Warriors e uma ponte para o Ocidente
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Omega Force: Hyrule Warriors e uma ponte para o Ocidente

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Talvez você ainda não tenha associado os nomes do criador e das criaturas, mas Omega Force é uma subsidiária da Tecmo Koei responsável por algumas das franquias mais bem colocadas no mercado oriental. E o mais curioso: são também algumas das franquias nipônicas que mais agradam jogadores no Ocidente.

De fato, a desenvolvedora é responsável por aproximadamente 40% dos títulos que conseguem transpor o espaço e as divergências culturais entre as duas porções do globo. De fato, basta considerar o bom desempenho do recente Hyrule Warriors e também de títulos mais tradicionais, como Samurai Warriors e Dynasty Warriors.

Isso faz supor certa intencionalidade, certo? Digamos, um foco em projetar títulos típicos do mercado oriental de tal forma que também caia nas boas graças do pessoal deste lado — algo que deve ocorrer também com o esperado Dragon Quest. Ledo engano. “O nosso foco é o mercado japonês”, disse o presidente da Tecmo Koei, Hisashi Koinuma, em entrevista ao site VG24/7 por ocasião da última edição da feira TGS (Tokyo Game Show).

Ele continua: “Dito isso, nós certamente efetuamos algumas colaborações, como Hyrule Warriors, o qual é baseado em Legendo f Zelda, no caso — e talvez seja por isso que nós nos direcionamos mais para o mercado ocidental. Mas o nosso foco é o mercado japonês, com possível expansão para mercados internacionais”.

Tradição do “um contra 1.000”

Conforme apontou o VG24/7, embora os números deixem claro o sucesso de longa data dos jogos “Warriors”, fato é que não necessariamente esses games servem como bastiões da tecnologia de ponta. De fato, há quem confunda ainda alguns dos primeiros jogos lançados para o PlayStation 2 com os mais recentes, desembarcados nas novas gerações de consoles (PlayStation 4 e Xbox One).

“Como vocês sabem, o conceito central dos nossos jogos é ‘um contra 1.000’”, disse Koinuma. “O aspecto crucial dos gráficos é a possibilidade de que você possa visualizar todos os exércitos contra os quais está combatendo.” Dessa forma, certa degradação gráfica seria o preço a pagar para que todos aqueles sujeitos armados até os dentes possam dividir um mesmo cenário com o seu protagonista.

Entretanto, essa tradição teve um sutil deslocamento com os últimos lançamentos da desenvolvedora. “Os títulos colaborativos nos quais temos trabalhado — como Hyrule Warriors e Dragon Quest: Heroes — tem um foco centrado nos personagens individuais, em vez do cenário de ‘um contra 1.000’. Dessa forma, nós esperamos nos focar mais nos gráficos, a fim de atender às expectativas dos jogadores.”

Samurai Warriors Chronicles 3?

O último lançamento da Omega Force foi Samurai Warriors 4, o fez a travessia do Oriente para cá neste mês — com lançamentos para PlayStation 4, PlayStation 3 e PlayStation Vita. Além da boa recepção do título por estas bandas, também surpreende o período relativamente curto transcorrido entre o lançamento original do game, no Japão, e sua localização por estas bandas.

Afinal, Samurai Warriors 4 teve sua versão para PlayStation 4 lançada no último mês de setembro. Surge então uma pergunta bastante natural: e Samurai Warriors Chronicles? O título fez bastante barulho no stand da Koei durante a TGS 2014.

“Todos nos perguntam isso”, revelou Koinuma ao referido site. “Nós temos recebido muitas perguntas dos ocidentais acerca de quando será feita a localização. Nós acreditamos que isso se deva ao fato de nós não termos lançado Samurai Warriors Chronicles 2 [no Ocidente].”

Entretanto, ele continua. “Mas, desta vez, nós estamos trabalhando com o 3DS e com o Vita, então sentimos que há uma oportunidade mais considerável para trazê-lo para o Ocidente.” De qualquer forma, ele deixa o pedido: “Nesse meio tempo, fãs, por favor, nos mostrem que há demanda, para que nós possamos convencer a nossa gestão”. Enfim, a quem interessa, portanto, o negócio é fazer bastante barulho.

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