PaiN desbanca favorita e se classifica para a final do CBLoL
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PaiN desbanca favorita e se classifica para a final do CBLoL

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Não tem como falar em CBLoL e não se lembrar da INTZ. Desde que a instituição foi criada, eles participaram de quase todas as finais do campeonato e sempre estavam entre os favoritos ao título. Nas semifinais desse split, não foi diferente. Jogadores e analistas consideravam os Intrépidos como o melhor time do Brasil, e Revolta chegou até a falar que eles seriam os melhores representantes do país no exterior.

Porém, a paiN Gaming não tinha nada a ver com isso. Durante todo o segundo semestre de 2017, eles foram comendo pelas beiradas, agarrando todas as oportunidades que viam para evoluir. Enquanto a INTZ foi a primeira da fase de grupos e se classificou com algumas rodadas de antecedência, a paiN teve que esperar até o último jogo para saber se permaneceria viva no torneio.

Quando falamos de semifinais e séries melhor de cinco, o passado fica para trás. Como os narradores brasileiros Toboco e Schaeppi adoram falar: toda melhor de cinco constrói sua própria história. Mesmo terminando em primeiro, a INTZ mostrou na última semana da fase de grupos que não tinha se adaptado ao novo patch, onde os tanks dominavam as escolhas no jogo. Porém, era esperado que depois de um mês de treinos eles estivessem adaptados ao novo meta.

O primeiro jogo da semifinal foi um verdadeiro stomp. Com uma composição de hard engage, a INTZ anulou as forças da paiN e conseguiu quase um jogo perfeito, que acabou em 32 minutos. Depois do atropelo, era esperado que os intrépidos continuassem na boa fase e não tivessem grande dificuldades para terminar a série. Mas não foi o que aconteceu.

A partir do segundo jogo, a paiN Gaming mostrou que conseguiu ler muito bem quais eram as melhores escolhas nesse novo meta de tanks e team fights. Ao construir composições com muita defesa e proteção ao atirador, Matsukaze cresceu nos jogos, dizimou os adversários e conseguiu até um penta kill. Enquanto isso, a INTZ via suas tentativas de engage serem frustradas e suas chances de ir para o Campeonato Mundial de LoL 2017 escaparem pelos seus dedos.

Saiba como foram os jogos:

Jogo 1

Com uma composição de Renekton, Jarvan IV, Galio e Taric, a INTZ tinha muito potencial de engage e uma team fight forte. Contra um time que ia demorar para ficar forte no jogo, Shini (Jarvan IV) foi logo no começo atrapalhar o farm de Kami (Corki) e de Tay (Gragas), o que atrasou ainda mais o crescimento dos jogadores da paiN.

Inspirados pelo time chileno Isurus, os intrépidos levaram os cinco jogadores para o top, aos 9 minutos, abateram dois adversários e derrubaram a primeira torre e o Arauto. Foi aí que começou a bola de neve. Com Jarvan IV, Galio e Taric, a INTZ não tinha problemas em forçar as torres inimigas e dar dives.

Com quase 5 mil de ouro atrás, em apenas 22 minutos, a paiN não conseguia responder às investidas inimigas. Com o placar de 6/0, esse só não foi um jogo perfeito para a INTZ porque eles perderam duas torres na partida.

Jogo 2

Depois do atropelo que foi o primeiro jogo, Shini estava confortável para escolher Kayn – que é um campeão que tem que crescer muito em cima do adversário para fazer diferença no jogo. Só que, dessa vez, foi a paiN que começou criando e conseguiu o first blood em Envy (Taliyah). Diferente da primeira partida, as iniciações da INTZ não davam resultados e deram tempo para a composição da equipe de Kami crescer.

Enquanto os intrépidos escolheram novamente uma composição com hard engage com poucos tanks de ofício, a paiN tinha muito mais proteção e condições de vitória mais fáceis com Cho’Gat, Sejuani e Galio. Por isso, na primeira luta em equipe, aos 19 minutos, Matsukaze e companhia se saíram melhor, conquistaram três abates e a primeira torre do mid.

A INTZ precisava de pick offs para voltar ao jogo. E conseguiram. Em uma péssima decisão da paiN de dar reengage em uma luta ganha, os intrépidos responderam e conseguiram quatro abates e o Barão. Com a vantagem, eles levaram a segunda torre do mid, mas, sem tanks, a paiN iniciou uma luta, matou três intrépidos e freou o avanço inimigo.

A essa altura, a paiN já estava gigante e, para consagrar o ótimo desempenho de Matsukaze, o atirador fez um penta kill aos 40 minutos e fechou a partida.

Jogo 3

O terceiro jogo da série foi o mais movimentado. A paiN abriu o placar em apenas 2 minutos, após um gank de Tay (Jarvan IV), que estava level 2. Quem terminou o early game na frente, porém, foi a INTZ, que, em uma ótima jogada no bot, conseguiu três abates e o Dragão Infernal.

Esse foi um jogo em que as team fights não tinham fim e cada hora uma equipe saía na frente. Enquanto isso, a INTZ conseguia a vantagem de Dragões Infernais que iam fazer muita diferença no decorrer do jogo. Aos 38 minutos, a paiN conseguiu um pick off em Jockster (Rakan) e, após uma série de lutas favoráveis, garantiu o combo de bônus Barão + Dragão Ancião. Com a vantagem de buffs, a equipe de Matsukaze forçou mais uma luta na bot lane, venceu e foi só correr para o GG.

Jogo 4

Era a última chance da INTZ. Eles finalmente trouxeram Turtle (Gragas), que tinha um estilo de jogo mais parecido com o que estava forte no meta. Mas, quando a fase é ruim, nada salva. Jockster e MicaO tentaram solar os adversários e gastaram até o flash, porém tomaram uma outplay, e o atirador acabou morrendo.

O foco dos intrépidos então foi para Ayel (Camile), que conseguiu abates sozinhos, mesmo jogando contra dois adversários. A INTZ começou a focar no split push do top laner. A paiN, porém, tinha feito a lição de casa, conseguiu punir os adversários pela desvantagem numérica e não deixou a Camile fazer tanta diferença no jogo.

A INTZ estava perdida no jogo, com decisões ruins e que não resultavam em nada. Até que, aos 31 minutos, a paiN fez um Barão e tomou as rédeas da partida. Minutos depois, conseguiu mais uma boa luta e garantiu o combo de buffs Barão + Dragão Ancião. Quando Turtle foi pego fora de posição, a INTZ viu o sonho de vencer o 2º split indo embora.

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