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Para a Nintendo, petições da internet não mudam os planos da empresa

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"Foi mal, galera"

Volta e meia surge na internet uma petição para exigir que alguma empresa ou órgão governamental mude alguma coisa para satisfazer a massa. São abaixo assinados para baixar o valor de impostos de consoles (como se isso fosse simples assim) ou que companhias lancem produtos em países que não estavam nos seus planos.

Algumas vezes, esses abaixo assinados funcionam, mas, na maioria dos casos, eles ficam apenas na tentativa. Uma das empresas que parecem não levar muito essas petições em consideração é a Nintendo.

Em entrevista ao site Siliconera, Reggie Fils-Amie, COO da Nintendo, foi questionado sobre os abaixo assinados para que a empresa realize lançamentos ou mudanças nos seus produtos e como eles são vistos pela diretoria. Reggie fala que a companhia tem conhecimento dessas petições, porém, elas não afetam os planos da Nintendo.

De acordo com Fils-Amie, quando a empresa tenta trazer um game previamente lançado apenas no Japão para outro território, vários elementos devem ser analisados. Basicamente, será que vale a pena localizar um jogo ou produto em um território? Será que ele vai trazer lucro para a empresa?

Reggie fala que em alguns casos, executivos como ele mesmo têm interesse em trazer para o ocidente algum jogo japonês, mas, tentando levar a empresa para o futuro e fazê-la prosperar, devem pensar no lucro que tais games poderiam gerar, considerando os custos de seu lançamento.

Para finalizar, Fils-Aime é direto sobre o assunto: “O que nós sabemos é que 100 mil assinaturas não significam 100 mil cópias vendidas”.

A frase pode parecer rude, porém, se levarmos em consideração que a Nintendo, assim como Sony, Microsoft e qualquer produtora que queira prosperar no mercado, são companhias que trabalham para terem lucro, ela faz muito sentido. Planos que trariam prejuízo e a alegria de uma parcela ínfima do público não são interessantes quando se tem diversos funcionários e contas para se pagar.

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