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Para criador de Ninja Gaiden, novos consoles precisam sair do mais do mesmo

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Como não respeitar o Itagaki? (Fonte da imagem: Reproduçãao/CVG)
Embora todos os jogadores estejam contando nos dedos o tempo que falta para o lançamento da nova geração, parece que nem todo mundo compartilha a mesma empolgação com os próximos consoles. O criador das franquias Dead or Alive e Ninja Gaiden, Tomonobu Itagaki, por exemplo, revelou estar um pouco cético em relação às mudanças que esses sistemas oferecem.

Em entrevista à revista japonesa Famitsu, o desenvolvedor afirmou que os consoles precisam trazer mudanças ainda mais impactantes para que eles sejam tão relevantes quanto foram no passado. Segundo ele, as novidades apresentadas pela Sony e Microsoft com suas plataformas não são o suficiente para atrair os jogadores e tirar sua atenção das demais alternativas de entretenimento.

Itagaki explica que, em um mundo em que os consumidores podem optar por PCs, smartphones e tablets, não faz sentido um console que simplesmente dê continuidade àquilo que ele já fazia no passado. Para ele, não basta mais ter um aparelho que reconheça um controle e transmita imagens em uma TV. Para que o formato sobreviva, ele acredita que é preciso ir além.

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E a opinião do pai de Ryu Hayabusa vai além do hardware e envolve até mesmo a produção de jogos. De acordo com ele, os desenvolvedores precisam se focar naquilo que torna os consoles únicos na hora de produzir um novo título. Ele acredita que os games first-party já perceberam isso e que as demais produtoras devem seguir o mesmo caminho caso queiram sobreviver no mercado.

O futuro que nos espera

É muito bom que personalidades como Itagaki joguem esse balde de água fria sobre as expectativas da nova geração para nos fazer pensar sobre o rumo que o mercado está tomando. Por mais empolgante que essa evolução tecnológica pareça ser, ela de nada serve se não acrescentar algo de novo à experiência. Afinal, se for pra fazer um mais do mesmo, por que mudar?

Insistir em um formato — e, consequentemente, em um único público — é abrir espaço para que PCs e smartphones dominem o mercado, principalmente por conta da acessibilidade que eles oferecem.

E mais do que criar um video game com novos recursos, é interessante fazer isso de modo que os estúdios possam aproveitar em seus títulos. O sucesso do Wii se deu basicamente por conta disso: ele não era uma máquina potente, mas criou uma experiência diferenciada que atraiu diferentes perfis de consumidor. O resultado pôde ser visto no total de vendas do aparelho.

Resta saber como as fabricantes vão lidar com isso daqui para frente.

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