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Política de lançamento de jogos indies da Microsoft volta a ser discutida

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Fonte: Reprodução/CVG

A política da Microsoft sobre a publicação de produções que pede para os desenvolvedores independentes lançarem seus games simultaneamente no Xbox One e no PlayStation 4 voltou a ser discutida nesta semana. Chamado de ID@Xbox, o programa foi lançado no último mês de agosto e desagradou praticamente a toda a comunidade de produtores indies, que não se mostraram muito favoráveis à paridade de lançamentos.

Como parte do contrato de publicação própria no Xbox One, a Microsoft diz que requer sim que os dias em que os jogos desembarquem nas redes de cada console sejam os mesmos. E foi justamente essa cláusula que causou um estimulo tão grande na Vlambeer (empresa responsável por produções incríveis para iOS e Android) a procurar um acordo temporário de exclusividade com a Sony.

“Quando a Microsoft estava fazendo uma ampla pesquisa com os desenvolvedores independentes, para o início do ID@Xbox, nós discutimos seriamente a possibilidade de trazer Nuclear Throne para o Xbox One com eles”, diz Rami Ismail, cofundador da desenvolvedora holandesa. “Havia algumas menções no contrato, afirmando que a paridade de lançamentos não se aplicava a games que já estariam comprometidos com outras plataformas, durante a época de seus anúncios”, continua o produtor.

Ambas as partes estão interessadas, mas...

“Portanto, antes de assinar o contrato com a Microsoft, nós conversamos com a Sony, buscando um acordo de um mês de exclusividade para o game”, revela Ismail. No entanto, o desenvolvedor afirma que essa maneira de burlar essa cláusula não é muito saudável e que ela deveria ser abolida das exigências da Microsoft. Dessa maneira as companhias podem ser focar na produção primeiramente para uma plataforma, para depois fazer as adaptações necessárias para transpor a obra para a outra.

Mesmo com todas as críticas, o pessoal da Vlambeer afirma que todas as empresas indies têm muito interesse em manter a parceria com a Microsoft. Enfim, por enquanto temos que aguardar o andamento do mercado de independentes para saber como essa situação deve proceder. Vale adiantar que, mesmo com as reclamações, essa cláusula de paridade de data dificilmente será cortada.

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