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Por dentro do Kinect: conheça o funcionamento do periférico mais comentado do momento

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Desde que foi demonstrado pela primeira vez durante a E3 (Electronic Entertainment Expo) de 2009, o Kinect (outrora Project Natal) tem sido um dos periféricos mais comentados de que se tem conhecimento. Ceticismo de um lado, ansiedade de outro, mas ninguém deixa de se manifestar em relação ao aparato que deve mudar a forma de se jogar video games. Mas, afinal, como a badalada câmera de captura de movimentos da Microsoft funciona?

Foi exatamente para descobrir isso que o site T3.com visitou as instalações da companhia em Redmond, Seatle. De lá voltaram várias imagens do interior do aparelho e também a resposta sobre como, afinal, funciona a caixa de pandora da Microsoft. Confira abaixo.

A captura de movimentos

 O Kinect utiliza uma estrutura ótica para fazer a leitura dos seus movimentos em tempo real. Trata-se de uma tecnologia que, embora não exatamente revolucionária, tinha utilizações restritas e também extremamente caras até pouco tempo atrás.


O sistema de captura é composto de duas partes: um projetor e uma câmera IR VGA. O projetor emite um conjunto de lasers que faz a leitura do seu ambiente, permitindo que a câmera diferencie jogadores de mobílias no que é chamado de “profundidade de campo”. Essencialmente, o sistema fará uma leitura dos corpos dos jogadores em tons de vermelho, verde, etc., enquanto tudo o que estiver além será encarado como cinza.

Depois disso, as imagens são enviada para diversos filtros do Kinect, de forma que o aparelho possa diferenciar o que são e o que não são pessoas. Esse sistema utilizará parâmetros como a altura do jogador e o número de braços e pernas para diferenciá-lo de uma cafeteira ou de um cão. Além disso, o algoritmo é suficientemente preciso para perceber uma roupa desalinhada ou cabelos sobre os ombros.

Os dados coletados sobre o seu corpo são então convertidos para um esqueleto virtual com juntas móveis. O Kinect ainda traz em seu banco de dados 200 poses comuns, de forma que o aparelho possa completar facilmente espaços vazios deixados por partes que, eventualmente, fiquem fora do campo visual da câmera. Um inconveniente? A leitura não se estende para os dedos das mãos individualmente.

O reconhecimento de voz

Um dos maiores problemas enfrentados pela Microsoft no desenvolvimento da captura de voz do Kinect era o fato de o sistema de microfones ter que captar sons a até três metros de distância enquanto, simultaneamente, evita toda uma série de ruídos do ambiente. Para resolver o problema, a Microsoft visitou 250 casas com 16 microfones, a fim de determinar qual seria a melhor posição para o microfone.

O resultado colocou quatro microfones, um na esquerda e três na direita — a propósito, a distribuição de microfones é o único motivo para que o aparato seja tão largo. O sistema também foi “educado” para evitar ruídos vindos de home theaters, enquanto que um software chamado “Beam Forming” se encarrega de criar um “envelope de som” à sua volta — focando-se na sua voz enquanto ignora, por exemplo, familiares tagarelando em volta.

No mais, o microfone sempre ativo do Kinect vem preparado para reconhecer diversas línguas e dialetos — conseguido através de centenas de horas de diálogos com atores de diversas nacionalidades.

O motor

Para conceber a captura de movimentos do Kinect, a Microsoft gastou um bom tempo encontrando as diferenças entre as salas de estar americanas, europeias e asiáticas. Ao final, foi decidido que sim, a câmera deveria ser móvel (ter um motor) a fim de calibrar-se conforme o ambiente — que é um dos motivos para o peso considerável do aparelho.


O motor é capaz de deslocar a câmera em até 30 graus positivos ou negativos, produzindo um ruído mínimo para isso — em torno de 24 decibéis, enquanto que uma típica sala de estar fica na ordem dos 40. O motor ainda controlará o efeito de zoom da câmera, de forma que o Kinect possa ampliar o enquadramento de acordo com o posicionamento de outros usuários (em chats, por exemplo).

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