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Prejuízos devem acabar com a indústria de consoles, diz analista

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Fonte da imagem: iStock
Muito se fala sobre o fato de Nintendo, Sony e Microsoft perderem dinheiro a cada venda de seus consoles, na expectativa de reverterem esse prejuízo no longo prazo. Mas você sabe o que exatamente isso significa? O veterano Ben Cousins, que já passou por estúdios como Electronic Arts e Lionhead, elucidou essa questão em números: US$ 8 bilhões em perdas desde o lançamento do Xbox 360 e PlayStation 3.

Segundo ele, Sony e Microsoft gastaram, até hoje, muito mais dinheiro do que obtiveram com as vendas de seus dois principais aparelhos. Mesmo com mais de 70 milhões de video games vendidos em todo o mundo, a estratégia de esperar que o investimento em desenvolvimento e distribuição seja revertido em vendas de jogos, acessórios e dispositivos pode colocar em cheque o futuro dos consoles de mesa como os conhecemos.

Gráficos da Microsoft revelam dificuldades para fechar o ano fiscal com lucros. (Fonte da imagem: Reprodução/Kotaku)
A principal fonte de retorno das empresas são os licenciamentos, contratos realizados entre as fabricantes e desenvolvedoras para o lançamento de games nos consoles e cobrados a cada unidade vendida. Para que o investimento fosse reposto, uma insana quantidade de jogos, nas palavras de Cousion, teriam que ser comercializados.

De acordo com o artigo de Cousins, a Microsoft gastou cerca de US$ 2,9 bilhões no desenvolvimento, produção, distribuição e oferta de conteúdo para o Xbox 360. Já a Sony investiu US$ 4,9 bilhões no PlayStation 3. Só que desde 2003, escolhido por Cousins para iniciar suas análises, ambas tem tido dificuldade para fechar o ano no azul, acumulando prejuízos sucessivos.

Os números da Sony não são tão diferentes. (Fonte da imagem: Reprodução/Kotaku)Cortes de preço, cortes de lucro

As recentes reduções nos preços de consoles, apesar de serem vistas por muitos como uma das salvações da indústria, pode ser justamente o que está acabando com ela. Segundo Cousins, dados internos apontam que cerca de 40% da base atual do PlayStation 3 e Xbox 360 foram adquiridos após cortes de preço. O que significa uma margem ainda maior para ser reposta por meio de softwares.

Para o futuro, o especialista vê uma divisão clara do mercado. De um lado, estarão os jogadores casuais e seus dispositivos móveis, como tablets e smartphones, jogando títulos mais simples. De outro, os hardcores e seus PCs turbinados, uma fatia que será menor mas com crescimento constante devido à distribuição digital e jogos gratuitos ou independentes.

E os consoles, nesse ensejo, passarão a ser uma mera relíquia do passado. Um mundo com uma única plataforma, o PC. É isso que Ben Cousins espera para o futuro. Você concorda com essa visão?

Fontes: Kotaku, MCV

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