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Presidente da Electronic Arts comenta mudanças sofridas pela empresa

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Fonte da imagem: University of California
Em um discurso na escola de negócios Haas, da Universidade da Califórnia, o presidente da Electronic Arts, John Riccitiello, falou sobre as alterações pelas quais a empresa passou para manter sua fatia do mercado frente a uma indústria de jogos que se transformou quase completamente. “[Tivemos] de passar por mudanças radicais ou aceitar um pedaço cada vez menor de uma torta cada vez menor, e eventualmente morrer.”

De acordo com ele, as modificações trazidas pelo mercado de smartphones, redes sociais e pela popularização dos tablets motivou uma redução no portfólio da empresa, que passou a se focar apenas nos títulos que apresentavam “oportunidades melhores”. Além disso, a Electronic Arts melhorou seu controle de qualidade, entrou no mundo da distribuição digital e realizou cortes de funcionários, para reduzir custos.

“Sabíamos que seria difícil, mas não fazíamos ideia de quanto”, afirmou Riccitiello. Ele se lembra de analistas de mercado afirmando que a transição digital não era um movimento acertado. “Perdi alguns amigos nesse processo: pessoas criativas que não suportaram a transição.”

Na análise de Riccitiello, a EA está mais forte do que nunca e isso, em grande parte, se deve à alta qualidade de títulos como Battlefield, Mass Effect, Dead Space e Need for Speed. Segundo ele, porém, o trabalho ainda não chegou ao fim e que, apesar de comemorarem as vitórias, são as derrotas que direcionam a empresa na direção certa. Para ele, a companhia não foi bem sucedida, e sim “falhou bem”.

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