The Crew: detonamos as estradas dos EUA na Beta do novo jogo da Ubisoft

The Crew: detonamos as estradas dos EUA na Beta do novo jogo da Ubisoft

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Embora grande parte dos lançamentos mais esperados para o ano de 2014 tenha sido adiada para 2015, ao menos um grande jogo chega aos consoles de nova geração ainda este ano: The Crew, da Ubisoft. Apresentando uma recriação gigantesca do mapa dos Estados Unidos, o game promete ser um verdadeiro deleite para os fãs de jogos de corrida interessados em dividir essa experiência com um grupo de amigos.

O BJ teve a oportunidade de participar do primeiro Beta fechado do game (opção exclusiva para o PC) e conta a você nossas primeiras impressões sobre o título. Confira nossa opinião, e, após a leitura, registre seus pensamentos e expectativas em relação ao game em nossa seção de comentários.

Realmente gigantesco

O primeiro aspecto que fica claro assim que entramos em The Crew é o fato de que a Ubisoft cumpriu sua promessa: o mapa do jogo é gigantesco, englobando diversos cenários familiares dos Estados Unidos. Embora a empresa não adote uma escala 1:1 (o que seria tecnicamente inviável, convenhamos), ela mantém pontos de interesse e características arquitetônicas que tornam muito fácil diferenciar locais como Chicago, Detroit e Nova York, por exemplo.

Fato é que somente uma das cinco grandes regiões do jogo (West Coast, Midwest, Mountain States, The South e East Coast) consegue superar facilmente em tamanho o cenário completo de alguns títulos concorrentes. Durante nossos testes, notamos que é preciso gastar aproximadamente 20 minutos para cruzar toda a extensão de um Estado — tempo que pode se mostrar ainda maior caso você decida explorar rotas alternativas ou fazer algumas missões durante o caminho.

Felizmente, todo esse tamanho não se traduz em uma experiência solitária graças à incrível densidade do mundo criado pela Ubisoft. Ao entrar em uma cidade, as ruas são tomadas por automóveis, o que ajuda a passar a sensação de que realmente lidamos com um mundo vivo. No entanto, a fase Beta ainda lida com pedestres de forma estranha, e não conseguimos sentir um padrão que determine quanto (e em que áreas) eles aparecem.

Uma característica que ajuda a dar mais vida a esse mundo é o fato de que, em meio a veículos controlados pela inteligência virtual, é possível notar carros controlados por outros jogadores (identificados com suas respectivas tags). Embora isso não signifique necessariamente uma interação direta com eles, o simples fato de outras pessoas aparecerem de forma destacada deixa mais claro que você pertence a um universo compartilhado e não está simplesmente sozinho.

Modo história? Tem sim senhor

Mesmo sendo uma experiência voltada ao mundo online (o que se traduz na exigência de uma conexão constante com a internet), The Crew não deixa de lado quem prefere jogar sozinho. Prova disso é o fato de a Ubisoft ter introduzido um modo história que, apesar de apresentar uma trama pouco inspirada (ao menos até o ponto que pudemos conferi-la), cumpre bem a tarefa de ensinar ao jogador o que ele deve saber sobre esse mundo.

No jogo, você assume o papel de um corredor de rua que é incriminado injustamente pela morte de seu próprio irmão. Após cinco anos na prisão, você é contatado por um agente do FBI que lhe faz uma proposta tentadora: sua liberdade em troca de cooperar com a agência governamental para prender os verdadeiros responsáveis.

Em sua busca por justiça, você vai ter que provar suas habilidades em corridas dos mais diferentes tipos, o que vai render popularidade — que, em troca, garante uma maior proximidade com as gangues dos Estados Unidos. Se a história soou clichê, não se preocupe: o jogo faz pouco para esconder suas semelhanças com séries como “Need for Speed” e “Velozes e Furiosos” nesse sentido.

Na prática, o modo single player serve para introduzir ao jogador as mecânicas que ele precisa dominar para conseguir vencer as partidas online. Apesar de restringir certos desafios em um momento inicial, a campanha prossegue em ritmo rápido e não chega a “guiar o jogador pela mão” — ou seja, caso você decida dar uma “pausa na história” e explorar as regiões montanhosas dos Estados Unidos, é possível fazer isso a qualquer momento.

Sistema de progressão

Como forma de filtrar os conteúdos aos quais o jogador tem acesso, The Crew adota um sistema de nível individual para cada jogador e uma pontuação específica aos carros que eles possuem. Enquanto a primeira opção dita quais oponentes você vai enfrentar no modo online, a segunda é responsável por restringir os tipos de desafios aos quais você tem acesso: ou seja, caso seu veículo não seja potente o suficiente, não será possível entrar nas corridas mais desafiantes e recompensadoras.

As capacidades de seu carro são ditadas pelas peças que o jogador equipa (adquiridas tanto com dinheiro virtual quanto vencendo certos desafios) e por um sistema de “perks”. Além disso, outro fator tem grande influência sobre o desempenho de seu automóvel: a categoria que você decide “encaixar” nele logo após realizar uma compra.

Ao adquirir um novo veículo, o jogador leva a versão “convencional” dele para sua garagem, que pode ser modificada de forma a se adaptar a diferentes tipos de corrida. Conforme você avança em The Crew, não demora muito até que você consiga montar uma garagem com opções específicas para corridas de rua e trajetos “offroad”, entre outras opções.

O que assustou um pouco foram os indícios de que o game deve adotar um sistema de microtransações que tem como base uma moeda “diferenciada”, que deve garantir o acesso mais rápido a veículos e diferentes tipos de equipamento. Embora os limites estabelecidos pelo nível de cada jogador pareçam servir para equilibrar essa opção, o fato de que aparentemente será possível adquirir “perks” por esse meio gera dúvidas quanto a existência de um aspecto “pay to win” dentro do jogo.

Arcade com toques de simulação

Agora que você já sabe os elementos básicos que constituem o jogo, vamos ao que interessa: a jogabilidade. Temos boas notícias nesse sentido, já que os controles de The Crew respondem muito bem e a Ubisoft foi bem-sucedida em reproduzir a sensação de velocidade necessária para que um game de corrida se mostre envolvente.

Embora o título adote um sistema de corrida digno de arcades (o que significa uma maior velocidade e um foco reduzido no realismo), ele equilibra isso ao dar certo “peso” aos carros. Na prática, isso significa que, embora os jogadores possam “pisar no acelerador” sem medo, não basta engatar o freio de mão para conseguir fazer curvas em alta velocidade.

Vale notar que a maneira como você dirige se torna cada vez mais confortável conforme novos veículos e peças são desbloqueados. Isso se deve tanto ao fato de que o jogador se acostumou com as exigências do título quanto à possibilidade de investir em características que se adéquam ao seu estilo de jogo próprio: seja você um jogador que prefere carros velozes com controle reduzido ou que preza pela dirigibilidade (deixando a rapidez um pouco de lado), The Crew têm opções que certamente vão agradá-lo.

Beta que parece um produto finalizado

Após passar alguns dias com a fase Beta de The Crew, podemos dizer que, se fosse lançado da maneira atual, o jogo dificilmente poderia ser encarado como um produto incompleto. Embora durante nosso teste tenhamos testemunhado alguns problemas de instabilidade, em geral a sensação que fica é a de que a Ubisoft já concluiu a maior parte do trabalho necessário para criar o título.

Ao que tudo indica, os poucos meses que restam até o lançamento do game vão ser usados para melhorar a infraestrutura online do título e para adicionar uma quantidade maior de missões. Também esperamos que haja alguma espécie de upgrade gráfico, visto que o game, apesar de bonito, peca por alguns detalhes, como a falta de iluminação dinâmica em alguns pontos.

Caso você tenha a oportunidade, recomendamos aproveitar a chance de testar a fase Beta do título da Ubisoft. Mesmo não sendo exatamente um título revolucionário, The Crew tem tudo para saciar a sede de quem espera ansiosamente por um jogo de corrida realmente feito pensando na nova geração de consoles.

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