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Prévia - A demo de Dragon Ball Z: Battle of Z exala nostalgia

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As aventuras de Goku estão prestes a completar 30 anos desde sua primeira publicação e, mesmo com essas três décadas nas costas, as histórias continuam empolgando fãs de todas as idades. Eu não sei qual é o segredo por trás disso, mas a verdade é que parece que as pessoas não se cansam de revisitar a trama ano após ano.

E Dragon Ball Z: Battle of Z é mais um exemplo que reforça a influência do clássico criado por Akira Toriyama. O jogo reconta pela enésima vez todos os acontecimentos da série, desde a chegada dos Saiyajins à Terra até o derradeiro combate contra Majin Boo, passando por outras fases e mais alguns extras apresentados nos filmes — incluindo os inimigos e a transformação divina apresentada no recente longa-metragem “Batalha dos Deuses”.

O jogo teve uma demonstração liberada na metade do mês passado e é bem provável que, a esta altura do campeonato, os fãs mais apaixonados pelos Guerreiros Z já tenham virado a pequena parcela disponibilizada de cabeça para baixo, mas não podíamos deixar de dar nossas breves opiniões sobre o retorno de Goku aos consoles. Afinal, depois de 30 anos, ainda há espaço para inovar em Dragon Ball?

O retorno dos Saiyajins

A decisão da Namco Bandai de recontar toda a história da série tem seus tropeços e acertos. Apresentar a trama desde o início da saga dos Saiyajins pode ser algo bem cansativo para quem não aguenta mais ver a mesma história sendo recontada pela enésima vez 30 anos depois, mas ela funciona muito bem como elemento de introdução à mecânica.

A demo de Battle of Z é bem curta e traz apenas quatro missões, mostrando desde o surgimento dos primeiros Saibamen — aqueles monstrinhos verdes genéricos — até o confronto contra Nappa. Com isso, a apresentação dos controles e detalhes de jogabilidade se torna bastante natural e acompanha o desenvolvimento dos próprios personagens.

Não que seja preciso longos tutoriais para dominar os comandos, já que, assim como praticamente todos os Dragon Ball anteriores, você não precisa de mais de cinco minutos para saber como esmurrar o inimigo ou fazer um Kamehameha rasgar os céus. Battle of Z é, essencialmente, um jogo de luta de um botão só, mas conhecer as melhores combinações de movimentos é uma ótima forma de variar os combates, aumentar seu poder destrutivo e ainda ganhar pontos extras ao final do confronto.

O principal destaque das lutas é a liberdade que você tem dentro das arenas. Por mais que o cenário possua uma delimitação bem clara, você pode se movimentar livremente pelo ambiente, abordando o inimigo de diferentes ângulos. Não chega a ser nenhuma grande novidade, mas é algo que funciona muito bem, principalmente no modo cooperativo.

Por outro lado, a câmera parece não acompanhar muito bem esse excesso de ação e é bem comum você se perder entre socos, chutes e disparos de Ki. Ainda que você possa se safar com facilidade apertando o botão de ataque, a confusão irrita.

Lado a lado

Como citado anteriormente, Dragon Ball Z: Battle of Z segue a cronologia clássica a partir de um sistema de missões, trazendo pequenos desafios em cada estágio. O ponto é que você pode passar por essas fases sozinho, ao lado de outros personagens controlados pela CPU ou com seus amigos pelo modo cooperativo online. E é neste último que o jogo se destaca.

Por mais que a falta de um multiplayer local incomode, estar ao lado de outras pessoas durante os confrontos é bem mais divertido do que depender da inteligência artificial e torna as lutas mais emocionantes. A já comentada liberdade oferecida nas arenas pode ser usada para a criação de novas estratégias de combate e o próprio fator humano ajuda a tornar cada troca de soco algo mais versátil.

O único problema é que o jogo não barra a utilização de personagens iguais no mesmo estágio, o que aumenta as chances de vermos o mesmo lutador sendo replicado várias vezes em uma única fase. Em uma demonstração com um Goku superpoderoso, quem vai querer jogar com o Kurilin?

Do seu jeito

Outro destaque de Battle of Z é o sistema de personalização oferecido. Ao final de cada batalha, o jogador recebe um conjunto de cartas que pode ser usado para melhorar seus atributos, adicionar outros efeitos de melhoria e até mesmo trazer alguns itens a campo que vão ajudá-lo a vencer com mais facilidade. Além disso, há um esquema de pontuação que é usado exatamente para comprar mais desses benefícios, indo além daquilo que você conquista com seus punhos.

Trata-se de uma adição bem simples, mas que funciona muito bem. O único problema é que a interface geral do jogo é tão ruim e confusa que colocar qualquer upgrade em seu personagem pode lhe deixar desanimado. É o tipo de erro simples e bobo, mas que realmente atrapalha. No modo online, por exemplo, o tempo gasto para acessar o menu de alterações e ajustar suas cartas pode ser tão grande que os demais jogadores podem simplesmente desistir de esperar e abandoná-lo na sala.

E aí?

Não há como negar que Dragon Ball Z: Battle of Z é mais um título voltado especificamente para os fãs da série. O jogo segue a velha fórmula já apresentada nos títulos anteriores, com apenas algumas pequenas alterações.

Ainda assim, mesmo sem novidades significativas, tudo funciona muito bem e é divertido voltar à adolescência e se empolgar com cada explosão ou golpe disparado. E, talvez, seja esse o grande segredo por trás da série: saber entregar aquilo que o fã mais quer ver.

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