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Prévia: exploramos o universo de WildStar, a nova aposta da NCSoft

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O lançamento de um novo RPG online representa a oportunidade de explorar e conhecer mais de um mundo repleto de novidades. Com isso em mente, é correto – e educado – dizer: seja bem-vindo a Nexus, e prepare-se para muitas horas de ação em WildStar, a nova aposta da NCSoft que estará disponível para PC a partir de 3 de junho. 

Desenvolvido pela Carbine, WildStar foi mostrado pela primeira vez durante a gamescom 2011. Tive a oportunidade de conferir o jogo lá em sua versão inicial e, quase três anos depois, é possível dizer que ele melhorou em alguns aspectos. 

Começando pela quantidade de personagens, agora há oito raças (Human, Granok, Aurin, Mordesh, Cassian, Mechari, Draken e Chua, sendo que elas estão divididas em dois grupos) e seis classes para selecionar (Warrior, Spellslinger, Esper, Engineer, Stalker e Medic). E não pense que tudo termina aqui, pois ainda é preciso escolher um caminho para o seu avatar (Explorer, Soldier, Settler e Scientist). Parece confuso? Pois é mais fácil do que você imagina. 

Rompendo fronteiras 

Após fazer as devidas escolhas para o personagem, é chegado o momento de explorar o que o jogo tem a oferecer. A primeira área na qual o combatente se encontra serve como uma espécie de tutorial, por isso é compreensível a quantidade de dicas que pipocam na tela enquanto você anda pelo local. 

É nesse primeiro momento também que você descobre as duas linhas de evolução possíveis para o personagem: a convencional, na qual você consegue pontos de experiência eliminando monstros e cumprindo as missões que são passadas, e a do caminho escolhido para o combatente, que envolve realizar ações mais específicas. 

Optei por jogar como um Spellslinger, que, nas horas vagas, tinha que explorar os arredores de Nexus como uma espécie de bandeirante. Sendo assim, as missões que eu cumpri como Explorer envolviam simplesmente andar pelo mapa ou alcançar pontos específicos para usar sinalizadores após realizar várias sequências de saltos (o que me lembrou os objetivos que rendiam belas vistas em Guild Wars 2). 

Isso gerou um aumento no número de habilidades disponíveis, pois há um espaço na barra de acesso rápido reservado para poderes vindos desse tipo de evolução. Já as técnicas convencionais são habilitadas conforme você adquire novos níveis, mas é preciso comprá-las com a moeda do jogo antes de adicionar cada uma delas na relação de atalhos. 

Dinamismo nos combates 

WildStar abre mão do sistema “lock-on” (que trava os ataques em um alvo após selecioná-lo) para apostar em combates mais livres. O Spellslinger, por exemplo, ataca à distância com armas de fogo, o que dá ao personagem a oportunidade de agir como uma espécie de controlador de “mobs” graças à possibilidade de acertar mais de um oponente ao mesmo tempo (experiência própria: não tente bancar o Rambo, pois isso não dá muito certo com essa classe). 

A movimentação é bem fluida, e isso é algo que melhorou bastante desde a primeira versão do game. Além de rolamentos, o personagem pode dar pulos duplos e arriscar outras manobras evasivas enquanto está em um combate. Os inimigos também possuem indicações melhores, e você pode visualizar tanto o nível do adversário quanto a sua quantidade de energia antes de decidir se vai ou não encará-lo. 

Outro avanço que a equipe de produção obteve durante o desenvolvimento foi adicionar um sistema de missões no qual nem sempre você precisa voltar a um ponto específico para concluí-la. E a temática futurista explica isso: os personagens possuem um comunicador, e é graças a ele que você pode receber os seus prêmios assim que a tarefa for finalizada. Basta apertar a tecla C, confirmar a missão e partir para o próximo objetivo. 

Falando em objetivos, alguns deles são repassados a você graças a esse comunicador (e apenas por meio dele). Essas missões são menores e opcionais, mas algumas rendem prêmios que podem ajudar a deixar o personagem um pouco mais forte para encarar novos desafios que apareçam no caminho. 

E o que mais temos por aqui? 

Para quem está acostumado com um sistema no qual, ao menos nos momentos iniciais, cada missão praticamente rende um nível, má notícia: a experiência que você recebe aqui ao completá-la não é tão alta. Ao menos não há a exigência de investir muito tempo em cada uma, e a quantidade de pontos necessária para alcançar cada nível não é algo tão absurdo de ser obtido. 

Ah, antes que você cobre: não, não esqueci da modalidade PvP. Aqui, a aposta foi a de deixar o sistema livre, ou seja, você pode duelar com qualquer pessoa que estiver andando pelo mapa desde que ela tenha ativado a opção de receber desafios. Há ainda outras modalidades, como uma competitiva de defesa de torre e, claro, calabouços fechados para quem gosta de aventuras ao lado dos amigos. 

No fim das contas, WildStar não traz nada totalmente inovador para o gênero e cumpre bem a sua missão de divertir, mas talvez tenha um agravante em seu conjunto: o fato de ser um jogo que você precisa comprar a licença e pagar uma mensalidade. E, pelo que já vimos por aí, cobrar uma taxa mensal dos jogadores não tem sido uma saída muito inteligente...

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