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Prévia – Geralt volta com tudo em The Witcher 3: Wild Hunt

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Embora The Witcher 3: Wild Hunt tenha sido um dos primeiros jogos anunciados para esta nova geração, o tempo não fez com que a nova aventura de Geralt fosse esquecida pelos fãs. Tanto que o título é um dos lançamentos mais aguardados de 2014, e cada novidade liberada pela CD Projekt RED nos faz acreditar que toda essa espera valerá a pena.

Também pudera. Todas as imagens e vídeos divulgados até agora mostram um jogo de proporções épicas, e a produtora já repetiu algumas dezenas de vezes que o foco do game está tanto na narrativa quanto na liberdade do jogador de explorar cada canto deste vasto mundo — que será nada menos do que 30 vezes maior que seus antecessores.

E, para deixar todos ainda mais ansiosos com o retorno do bruxo da Rívia, o cofundador da desenvolvedora, Marcin Iwinski, conversou com o site IGN e trouxe mais alguns detalhes sobre as demais novidades, mecânicas e o que mais podemos esperar de The Witcher 3.

De portas abertas

O primeiro grande ponto destacado é que não será necessário ter jogado os dois títulos anteriores para se aventurar pelas terras de Wild Hunt. Essa é uma notícia bastante animadora, principalmente para quem não teve a oportunidade de conferir o restante da série por conta de sua exclusividade.

De acordo com Iwinski, a ideia é fazer com que The Witcher 3 sirva como porta de entrada da série para muita gente  e, para isso, eles estão se esforçando para que não haja nenhum elemento que deixe o jogador novato perdido. Porém, ao mesmo tempo, quem jogou os outros games ou leu os livros de Andrzej Sapkowski vai reconhecer muitos elementos e ter uma compreensão muito maior daquele universo.

E, para que isso seja possível, o executivo explica que várias equipes trabalham para dar conta de criar um mundo gigantesco e bastante variado. Segundo ele, há um grupo responsável pela criação de quests, outro pelo design geral dos objetos, ambientes e personagens, um para costurar tudo isso dentro do enredo de maneira coesa e mais um para refinar a engine de acordo com as necessidades de cada núcleo.

Ajustando a dificuldade

Embora o estúdio esteja focado em agradar o público fã de RPGs, ele não desconsidera o interesse que outros perfis de jogadores demonstraram pelo game. E, por isso, eles estão reformulando a dificuldade do jogo de modo que ele se torne mais amigável para esses outros públicos.

Iwinski explica que uma das principais críticas a The Witcher 2 era o fato de ele ser muito difícil já no início e que muita gente mal conseguia sobreviver ao prólogo. Segundo ele, esse é o estilo de aprendizagem do Leste Europeu, que coloca o jogador no meio de uma situação difícil e ele precisa aprender a sobreviver na marra a tudo isso.

Porém, essa “escola” parece não ter agradado tanto e, por isso, vai passar por algumas mudanças. Como o cofundador da companhia disse, o objetivo não é fazer um novo Demon’s Souls e, por isso, a solução encontrada foi trazer uma curva de aprendizado mais suave e equilibrada. Isso significa que as mecânicas gerais serão apresentadas de uma maneira mais amigável e natural.

Só que, se você for um fã mais tradicional e que gosta dessas complicações, não há com o que se preocupar. Iwinski explica que Witcher 3 é um jogo que se adapta àquilo que você quer. Ele ainda é um título para fãs de RPGs, mas pode ser moldado para quem procura uma experiência mais focada na narrativa, por exemplo.

Universo conhecido

The Witcher 3: Wild Hunt não é feito apenas de mudanças. Embora o game esteja repleto de novidades, a CD Projekt promete trazer elementos clássicos da série neste novo capítulo. Afinal, como Iwinski destaca, Geralt ainda é um caçador de monstros e seus métodos não mudaram.

Isso significa que o herói continuará com sua espada de aço para lutar contra humanos e a lâmina de prata para acabar com as criaturas sobrenaturais que cruzarão seu caminho. Além disso, o uso de óleos e poções para potencializar suas habilidades também retornarão, juntamente com o sistema de alquimia e criação de itens — que não são obrigatórios, mas que vão ajudar a vida dos jogadores que se aventurarem por estas artes.

E, ao contrário de Assassins of Kings, essas características serão bastante utilizadas naquilo que melhor define os bruxos. De acordo com Iwinski, a caçada a monstros será uma parte importante do título e o jogador terá uma série de habilidades e recursos disponíveis para ajudá-lo nesta tarefa. É o caso do Bestiário, que traz informações importantes sobre cada criatura, incluindo possíveis pontos fracos.

Além disso, Wild Hunt conta com um sistema de combate melhorado. A ideia, segundo o cofundador da CD Projekt, é oferecer movimentos mais naturais e práticos, diferente daquilo que os jogos anteriores apresentaram, uma vez que era preciso travar a mira nos inimigos para que seu golpe fosse bem-sucedido.

O executivo conta que uma das principais inspirações para essa reformulação foi a série Arkham. Embora o estúdio não queira fazer comparações em relação aos games do Batman, ele explica que o ritmo e o estilo dos confrontos ajudaram bastante a equipe e melhorar os combates de Geralt.

Um mar de missões

Juntamente com a narrativa, um dos principais focos de The Witcher 3 é na quantidade de missões espalhadas por todo o mundo. Isso era algo que já tínhamos em Assassins of Kings e que parece estar maior e mais importante em Wild Hunt.

Só que Iwinski deixa bem claro que essas quests não estão ali apenas para fazer volume, mas para acrescentar na experiência final do jogador. Tanto que teremos poucas “tarefas de carteiro”, ou seja, levar um item do ponto A ao ponto B, como acontece na maioria dos RPGs. A ideia é trazer uma grande variedade e que, por mais que algumas pareçam ser simples demais, sempre haverá alguma variação para tornar cada tarefa única.

O cofundador da produtora explica que o objetivo da companhia é fazer com que cada jogador absorva algo diferente do game. Por ser um mundo orgânico, cada indivíduo vai cruzar com uma situação específica, fazendo com que as formas de aproveitar este mundo sejam complemente únicas. Para Iwinski, a ideia é fazer com que cada jogador tenha suas próprias histórias e aventuras para contar aos amigos.

Além disso, o sistema de escolhas também estará presente e de maneira muito mais natural. Tanto que, em muitos momentos, os aventureiros podem não perceber que estão diante de uma escolha e muito menos poderão imaginar as consequências de seus atos. Não é à toa que The Witcher 3 conta com nada menos do que 36 finais.

Isso também vai refletir nas missões disponíveis. Embora haja um sem-número de tarefas a serem realizadas, uma resposta não pensada ou uma ação mais impulsiva podem fechar as portas para alguma quest.

O mesmo acontece com o tempo. Quem optar por fazer essas tarefas após o término da campanha vai descobrir que algumas delas já não estão mais disponíveis, o que vai obrigá-lo a ficar atento a tudo o que acontece ao longo de todo o jogo.

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