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Prévia: Heroes of the Storm, a bela aposta da Blizzard no gênero MOBA

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Não é segredo que a BlizzCon deste ano foi espetacular e que o BJ ainda está divulgando várias novidades e curiosidades quentes do evento. Uma das principais atrações da feira foi o game Heroes of the Storm, a promessa gratuita da Blizzard no gênero MOBA (Multiplayer Online Battle Arena).

O gênero já tem títulos expressivos no mercado, como League of Legends e DotA 2, mas o jogo que coloca ícones como Arthas e Jim Raynor numa mesma batalha chega como um competidor plenamente apto a brigar pela atenção do público. Primeiramente conhecido como Blizzard DotA, depois apresentado como Blizzard All-Stars e por fim revelado como Heroes of the Storm, o game brilhou na BlizzCon 2013... E muito.

Figuras conhecidas imersas no fogo do combate

O BJ, que compareceu ao evento a convite da Blizzard, testou a versão demonstrativa disponibilizada tanto na área pública quanto na sala fechada para a imprensa. A DEMO se mostrou bastante sólida, mesmo para um game que ainda tem muito chão pela frente. Por outro lado, os desenvolvedores já estão trabalhando há bastante tempo no projeto, não é mesmo?

De qualquer forma, foi muito interessante brincar com os 18 heróis à disposição (todos vindos diretamente das séries Warcraft, StarCraft e Diablo), incluindo versões alternativas de cada um — as famosas Skins — e diferentes opções de montaria. Imagine uma versão “reptiliana” e esverdeada de Diablo montada num pônei colorido. Pois é, isso é possível.

A premissa oficial do game é que Thrall, Sarah Kerrigan, Diablo, Arthas, Zeratul, Tyrael e companhia foram sugados pelo Nexus, uma tempestade tridimensional. Confira as informações da Blizzard:

“Presos em um estranho limbo de universos em conflito, esses combatentes têm o mesmo destino: entrar em combate, unir-se para lutar pela sobrevivência em equipe... E responder à velha pergunta: quem venceria?”

Seguindo a fórmula já encontrada em games como LoL, você tem a oportunidade de personalizar seu herói escolhendo diferentes habilidades ativas e passivas para montar uma estratégia de combate. Chega de itens e inventário desta vez. Além disso, há diferentes campos de batalha em Heroes (aliás, a Blizzard pede para evitar siglas, até porque HotS pode ser confundido com Heart of the Swarm, o segundo capítulo de StarCraft 2).

A divisão por papéis de combate é crucial para a formação de equipes destruidoras. Seja como Guerreiro, Suporte, Assassino ou Especialista, você pode fazer muita diferença no time. Aliás, é esse o foco da Blizzard: jogar como uma equipe e não como um herói solitário.

Algo que comprova isso é a exclusão do Last Hit, o famoso golpe derradeiro que define um assassinato e estimula até mesmo a competição interna — numa mesma equipe — em certos games. Aqui, a experiência de batalha é sempre adquirida de forma conjunta e tudo deve ser feito em prol do time. Portanto não estranhe se você obtiver um Triple Kill e não tiver dado a última pancada no herói adversário.

Familiaridade para os fãs, atrativos para os iniciantes

É muito curioso identificar e admirar a fidelidade com a qual tanto os mapas quanto os personagens estão sendo representados de acordo com suas respectivas origens. Por exemplo: as habilidades de Uther, o Arauto da Luz, refletem diretamente seu comportamento no universo Warcraft, portanto o paladino pode tanto atuar como Healer (“curador”) quanto como DPS (“causador de dano”).

Quanto aos mapas, cada cenário influencia diretamente a forma com a qual você vai definir sua estratégia. Existe a possibilidade de conquistar acampamentos de mercenários para recrutar aliados poderosos, como gigantes de cerco.

Além disso, cada campo de batalha possui peculiaridades importantes a serem descobertas pelos jogadores, como navios piratas (fantasmas) e locais com golens enormes. Sem contar os pontos estratégicos de visão do terreno, fundamentais para táticas em equipe.

“Um navio pirata fantasma fica no meio da Baía de Coração Negro. Baús cheios de moedas de ouro aparecem periodicamente em cada lado do campo de batalha. Você pode coletar essas moedas ou roubá-las do inimigo para pagar o tributo a Coração Negro. Pagar uma certa quantia de ouro faz com que Coração Negro aponte seus canhões para as fortificações inimigas, causando um dano terrível.

O campo de batalha da Clareira Maldita oferece um desafio diferente. Ali, o inconstante Senhor dos Corvos é quem domina. Durante a luta, totens de tributo surgem de vez em quando. Colete um certo número deles e o Senhor dos Corvos amaldiçoará a equipe inimiga, desativando as torres e enfraquecendo os lacaios deles por algum tempo.

Muitos campos de batalha têm certos elementos em comum, como fortalezas, que ficam espalhadas ao longo do caminho entre as bases das duas equipes. Cada fortaleza inclui estruturas como portões para impedir a movimentação inimiga e fontes de cura e regeneração de mana, além de uma torre de guarda. Torres de vigia capturáveis também marcam posições importantes em muitos campos de batalha, possibilitando a visualização de áreas fundamentais.”

Por mais que todos esses aspectos possam parecer complicados de se assimilar em um primeiro momento, a jogabilidade é muito acessível. Atalhos no teclado — QWER para comandos — e as habilidades passivas tornam tudo bem simples. Em poucos minutos você consegue assimilar a mecânica básica de jogo. As partidas têm duração de 20 minutos... Ou menos, dependendo da fúria dos combatentes.

Apenas o começo

Na BlizzCon 2013, filas admiráveis se formavam para os testes com Heroes. O jogo realmente causou estrago e está chamando a atenção tanto de experientes em MOBA quanto de pessoas que nunca ouviram falar no gênero ou em qualquer game da Blizzard. Na DEMO, cada herói apresentou um nível de classificação de acordo com a dificuldade do aprendizado. Isso facilitou bastante a experiência.

Falando em heróis, a expansão do elenco de personagens será gradativa e muitos heróis já estão no forno. “Quem sabe o Nexus não atrai personagens de outras dimensões no futuro?”, diz a Blizzard.

Entretanto, é importante ressaltar que o foco dos desenvolvedores consiste na diversificação das habilidades e da jogabilidade como um todo. Em entrevista para o BJ, Kaeo Milker — Produtor Sênior do game — reforçou que a Blizzard não pretende oferecer heróis com habilidades semelhantes, “batidas”, encontradas em personagens já disponíveis.

Graficamente, o estilo do game é muito aprazível e chama a atenção, ainda mais para quem já está familiarizado com os protagonistas do multiverso da Blizzard (Azeroth, Santuário e Setor Koprulu). Quanto aos sons e à trilha sonora, não há o que falar: é o ótimo selo de qualidade da companhia mais uma vez estampado num game promissor.

Heroes será gratuito, mas ainda não foram liberados detalhes específicos sobre o modelo de negócios do título. Os produtores, entretanto, adiantam que você poderá desbloquear heróis e outros conteúdos só jogando.

“Aprimoramentos cosméticos como Skins, equipamento e montarias também estarão disponíveis. Novos heróis serão liberados com o tempo, junto com novos campos de batalha, embora provavelmente estes sejam gratuitos para todos os jogadores. Também é possível que opções adicionais de talentos para os heróis já existentes estejam disponíveis como conteúdo desbloqueável.”

Testes com a Beta fechada do game começarão no primeiro semestre de 2014 e você já pode se inscrever clicando aqui. Heroes of the Storm será lançado para PC e Mac, mas ainda não tem data definida de lançamento. Não se esqueça de conferir também a nossa entrevista com Kaeo Milker, produtor do jogo.

O BJ viajou para a BlizzCon 2013 a convite da Blizzard.

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