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Prévia – Hotline Miami 2 é tão brutal quanto seu antecessor [vídeo]

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Se fosse preciso eleger um “representante oficial” dos jogos independentes, certamente Hotline Miami seria o vencedor. Desenvolvido pela Dennaton Games e lançado inicialmente para Windows, em 2012, o título foi muito bem-recebido pela crítica especializada e ganhou adaptações para PS3 e PS Vita no ano seguinte, atingindo assim um público bem maior do que seu original.

Wrong Number, por sua vez, estava previsto para ser apenas um DLC do primeiro game, mas acabou ganhando vida própria e se transformando em uma digna sequência cronológica. A trama ambienta-se alguns anos depois dos eventos finais do primeiro jogo e deve explicar melhor os pontos nebulosos que restaram do enredo original, além de apresentar uma série de novos personagens que procuram seguir o legado do lendário “Jacket”.

De volta aos massacres

A demonstração que conferimos durante a BGS 2013 é a mesma que fora exibida para alguns jornalistas estadunidenses no fim do mês passado – e sim, a controversa cena do estupro ainda está presente em uma das cutscenes. A jogatina já começa de forma brutal, com seu protagonista massacrando pessoas sem qualquer motivo aparente. Logo você percebe que tudo na verdade não passa de um filme (inclusive a violência sexual cometida contra a jovem indefesa).

Em seguida, vemos quatro personagens mascarados discutindo em um bar, até que eles decidem sair para cometer alguns crimes. Agora é com você: escolha um deles e vá para a parte sanguinolenta da coisa.

Felizmente, Wrong Number é tecnicamente idêntico ao primeiro episódio da franquia Hotline Miami, e não estou falando somente dos aspectos gráficos (que receberam upgrades discretos, como algumas animações extras para as execuções). Os comandos também são exatamente os mesmos: WASD para mover o personagem, botão direito do mouse para pegar/soltar armas, botão esquerdo para atacar e Barra de espaço para “finalizar” um inimigo inconsciente.

Por outro lado, a Dennaton Games prometeu e cumpriu: o novo título está muito mais difícil do que o anterior. Além de haver um número maior de oponentes na mesma fase, eles parecem estar posicionados de forma mais estratégica, algo que obriga o jogador a montar estratégias de combate ainda mais eficientes para não acabar preso em uma emboscada.

Você realmente gosta de machucar pessoas?

Em essência, Wrong Number oferece a mesma quantia de violência, brutalidade e diálogos bizarros que já conhecemos desde o primeiro Hotline Miami. Ao concluir a primeira fase da DEMO, somos testemunhas de uma cena bizarra na qual um diretor de um filme pulp é entrevistado por uma apresentadora de TV. Segundos depois, toda a plateia do programa televisivo está morta, o dirigente veste uma máscara de porco ensanguentada e Jacket reaparece com a inconfundível “cabeça de galo” para dar alguns sermões ao suíno.

A parte sonora também não decepciona e continua combinando perfeitamente com a ação do jogo. Junto com a jogabilidade frenética e tensão provocada pela violência absurda, as músicas são capazes de envolver profundamente qualquer pessoa que tenha curtido o primeiro game da franquia.

É gratificante ver que um título tão genial está ganhando o reconhecimento que merece: além da clássica edição para PC, Wrong Number será lançado simultaneamente para PS4 e PS Vita (eba, matança portátil!). É uma pena que só poderemos botar as mãos nele em algum momento de 2014 – ainda não há uma data exata especificada. Obrigatório para quem amou estourar cabeças no primeiro HM.

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