Prévia: jogamos Child of Light, o lindo RPG de fantasia da Ubisoft

Prévia: jogamos Child of Light, o lindo RPG de fantasia da Ubisoft

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Algumas experiências passam por nossas vidas e deixam marcas, rastros, vestígios de lembranças que foram inesquecíveis. Isso ocorre nos filmes de nossos corações, nos livros, no teatro, na arte e, é claro, nos games. Quando um jogo se aproxima do conceito de arte, então, o conteúdo costuma ser louvável. E é exatamente isso que a Ubisoft busca mesclar em Child of Light, sua nova proposta de RPG, que bebe ainda de fontes do gênero plataforma e dos puzzles.

O BJ sentiu um gostinho do que está por vir em um teste realizado no escritório da Ubisoft Brasil, em São Paulo, a convite da produtora. A jogatina só serviu para atiçar o apetite – até porque, convenhamos, estamos passando por uma rigorosa entressafra, em que poucos títulos de peso estão disponíveis no mercado. Mas Child of Light é diferente.

Criado por Patrick Plourde, diretor de criação de Far Cry 3, e Jeffrey Yohalem, um artista nato e ganhador do prêmio da Writers Guild of America (célebre premiação de arte dos EUA), o RPG da Ubisoft é um título desenvolvido pela Funhouse, selo alternativo da Ubisoft Montreal, e teve total liberdade em seu desenvolvimento. Digamos que o game tem uma filosofia indie, mas toda a pinta de um título AAA, com a típica competência que podemos esperar da Ubisoft e seus estúdios parceiros.

Um “poema jogável” – e totalmente em português

South Park: The Stick of Truth, desenvolvido pela Obsidian em parceria com a Ubisoft, serviu para mostrar que o gênero RPG, interpretado em sua forma mais puritana, é um excelente caminho para certas propostas. Estamos falando do estilo clássico mesmo, o enraizado, com batalhas em turno, enorme leque de itens no inventário, árvore de habilidades e mais.

Mas a grande sacada de Child of Light é que o game foi pensado pelos seus criadores como um “poema jogável”, uma releitura moderna dos contos de fada da nossa infância. Ambientado no mundo mágico de Lemuria, o título mostra uma jornada rumo à maturidade e autoafirmação da protagonista Aurora, uma menina que luta para salvar um reino perdido e seu pai doente.

A aventura de Aurora, que é reconhecida como a “Filha da Luz” e empunha uma espada no melhor estilo Master Sword, de The Legend of Zelda (principalmente no momento em que a personagem a arranca de um pedregulho), tem o objetivo de recuperar o sol, a lua, as estrelas e enfim voltar para casa. No caminho, porém, a garota descobrirá que seu destino resguarda muito mais que isso.

Fantasia e arte andam de mãos dadas

O visual de Child of Light é aquilo que faz a gente refletir sobre a relação entre games e arte. O jogo põe novamente em prática o UbiArt Framework, motor gráfico da Ubisoft utilizado em Rayman Origins e Rayman Legends.

O chamariz de Child of Light jaz exatamente na forma como a aplicação visual é colocada. Homenageando a era de ouro da ilustração, com inspirações de artistas como Arthur Rackham e Gustave Doré (procurem por obras deles que vocês vão pirar), Child of Light é muito convidativo graças aos cenários desenhados primorosamente à mão e renderizados quase que em “aquarela”. É uma peça rara – e a fórmula cai como luva nos combates.

Clássico combate em turnos: tributo aos JRPGs

No teste que fizemos, houve tempo para nos deliciarmos em três batalhas. Eis aí uma perspectiva diferente: o conceito de plataforma mesclado a um JRPG, pois os combates em turno bebem de fontes dos grandes RPGs japoneses do passado, mas com tempero próprio.

Ao encontrar um inimigo vagando pelo cenário, basta se aproximar dele para que a batalha seja iniciada. A partir daí, a tela se divide em dois lados: a porção esquerda contém Aurora e seu grupo, ao passo que a metade da direita mostra os inimigos. O sistema em turnos apresenta uma barra na parte inferior da tela. Nela, há um medidor que indica de quem é a próxima vez no combate: a sua ou a dos adversários.

É possível escolher magias, utilizar itens, optar por defesa ou ataque de forma simples, absolutamente simples, o que mostra a tentativa da equipe de desenvolvimento de tornar o game acessível à maior audiência possível. Os RPGs hardcore, em sua maioria, possuem menus confusos e com zilhões de opções, pensados exclusivamente aos fãs do gênero. Aqui, as mecânicas são filtradas e se resumem a escolher uma das alternativas numa roda.

Um dos charmes das batalhas é o fato de o jogador poder “trapacear” o medidor e não dar espaço ao ataque inimigo. Há uma espécie de vagalume que acompanha a trajetória de Aurora: Igniculus, que também pode ser visto como uma fada conselheira (imagine a Navi de Ocarina of Time). Trata-se de um ser esférico azul controlado pelo analógico direito que dá dicas durante a exploração e ajuda no combate também: ele retarda a barra de enchimento dos inimigos no medidor e permite que Aurora ataque antes que eles. Genial e prático.

Ao subir de nível, você pode melhorar seus atributos numa árvore de habilidades bem ilustrada. Os pontos ganhos podem ser utilizados para destravar especiais a todos os membros do grupo de Aurora.

O mundo de Lemuria: fantasia, criaturas exóticas, puzzles e o poder da luz

No decorrer da jornada pelo vasto mundo de Lemuria, todo explorado em side-scrooling, o jogador se depara com criaturas muito bizarras (e ao mesmo tempo lindas). Espíritos da floresta, camundongos falantes, bruxas, serpentes-do-mar malignas e outras espécies estarão ali – tivemos a oportunidade de conhecer apenas um tipo.

Os puzzles certamente farão os entusiastas se lembrarem de Limbo ou Braid, mas a arte de Child of Light é única. Usando o poder da luz, Aurora e Igniculus têm de trabalhar juntos para solucionar enigmas envolvendo sombras, objetos móveis e outros elementos do cenário.

Um poema muito bem traduzido para o nosso idioma – inclusive as rimas

Como Child of Light foi pensado pelos seus criadores como um autêntico poema jogável, a Ubisoft, mais uma vez, mostra seu respeito pelos jogadores brasileiros ao trazer o game totalmente localizado para o português brasileiro. E a tarefa de adaptar versos e rimas poéticas numa releitura moderna dos contos de fada da nossa infância é ferrenha. Sinta só um gostinho do que está por vir – cortesia da Ubisoft pelo material fornecido:

Criança, aconchegue-se na cama

E deixe-me lhe contar uma história,

De Lemuria, um reino há muito perdido,

E de uma menina nascida para a glória.

Lançamento multiplataforma

Outro exemplo do respaldo que a Ubisoft tem por aqui diz respeito ao preço cobrado por Child of Light. O título será lançado digitalmente por apenas R$ 35 em todas as redes dos consoles para os quais estará disponível, sendo que lá fora custará US$ 20. Exatamente: o preço daqui sai mais barato do que o valor convertido.

Child of Light será lançado no dia 30 de abril para PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 3, Xbox 360, Wii U e PC.

*Jogamos a convite da Ubisoft Brasil

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