Prévia: Overwatch é muito mais titânico do que você imagina

Prévia: Overwatch é muito mais titânico do que você imagina

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Chris Metzen chamou um novo jogo em pleno palco da BlizzCon 2014, e toda a plateia segurou a respiração. O que a Blizzard estava guardando há tanto tempo assim? Algumas pessoas gritaram sem muita esperança: Titan! Eu teria acreditado que o projeto cancelado se reviveria na frente de todos se o fim do vídeo não trouxesse uma marca totalmente nova para o catálogo do estúdio... Overwatch.

Um universo único; um gênero diferente era visto dentro da BlizzCon. A corrida para os testes foi inevitável, e em instantes as estações estavam lotadas... Até mesmo os da imprensa. Respirei fundo, segui até algumas entrevistas e dei um tempo até que a poeira da excitação passasse — até que finalmente consegui meu lugar para experimentar essa grande novidade.

No fim, a experiência foi muito mais empolgante do que eu imaginava. Em Overwatch, você escolhe um entre 12 heróis e participa de verdadeiros tiroteios tecnológicos, cheios de habilidades especiais para o ataque, a movimentação e a defesa de equipe. São três tipos diferentes de personagens, separados em classes ofensivas, de suporte ou resistência.

>Meus cinco companheiros, como todos os empolgados por jogos de tiros, escolheram diretamente personagens ofensivos, enquanto me interessei por Mercy, a “curandeira” dentre os suportes. Os primeiros segundos foram confusos: o que minha personagem pode fazer? Mas só foi apertar “F1” para o jogo me mostrar minhas habilidades... Inclusive o meu poder mais forte, capaz de reviver todos os meus aliados em volta.

Claro, nada chega assim tão facilmente. Eu só poderia ativar essa poderosa magia depois de preencher uma barra inferior conforme eu era atingido ou causava dano. Então segui até a batalha, curando com minha arma principal e aumentando o poder dos aliados com a função secundária.

E, quando a situação apertava, eu podia usar a habilidade que me posicionava imediatamente ao lado de um aliado próximo. Esqueçam as comparações: Overwatch é muito mais ágil e único do que vocês imaginam. Minha primeira partida me colocou em uma pequena cidade, cheia de esquinas pequenas e atalhos rápidos para as ruas mais abertas.

O objetivo era simples e até um pouco conhecido: evitar que a equipe levasse o vagão até determinado ponto. Mas, quando o cronômetro da rodada marcou o início da batalha, a ação foi constante até o fim.

Tudo acontecia em questão de segundos. Você virava uma esquina e lá estavam todos os adversários levando o carrinho para o objetivo, e logo um herói monstruoso corria na velocidade da luz para pressionar você contra a parede e te assassinar brutalmente.

Na linha de fundo, tiros precisos deslizavam entre as pequenas ruas, e você tinha que esquivar de flechas e da mira de snipers enquanto procurava por algum canto para se esconder e curar seus aliados. E, quando você menos esperava, um Reaper se teleportava entre os atiradores e ativava seu “ultimate”, rodopiando loucamente e alvejando todos até a morte.

Em questão de 30 segundos você já morreu e voltou para o campo de batalha, pronto para ajudar na defesa do objetivo. Por infelicidade, minha equipe se desorganizou algumas vezes, o que custou o avanço dos adversários e a finalização do jogo. A partida, ao todo, durou oito minutos, o suficiente para me divertir e deixar ansioso por mais ação.

Em seguida, seria a vez de trocar de equipes e tomar a linha ofensiva. Escolhi Reinhardt, o tanque valentão que poderia levantar um escudo e proteger os aliados de tiros. Ele também ativava um jato e pressionava os adversários contra a parede, além de bater um poderoso martelo no chão e criar uma onda de energia a partir de sua arma... Tudo que eu precisava para causar o caos na linha de frente.

O cenário dessa vez era um pouco diferente. Estávamos em uma espécie de fábrica, mas ainda com inúmeros atalhos para acessar a pequena rua pela qual o trem passava. Eu buscava sempre levantar o escudo e avançar com o carrinho, mas nem sempre minha equipe conseguia eliminar os adversários para abrir o espaço necessário e alcançar o objetivo.

O final, porém, foi emocionante: por pouquíssimos segundos não conseguimos levar o trem até o final. Meus companheiros viram a vitória escapar por pouquíssimos centímetros, mas todos levantaram felizes da divertida partida. Foi frenético, competitivo e emocionante: uma jogatina totalmente nova de shooter em equipe.

E não tínhamos reclamações. Mesmo para uma versão de testes, não houveram bugs ou glitches. Os gráficos eram limpos, fluídos e seguiam um estilo único de design, totalmente diferente das outras franquias da Blizzard.

A trilha sonora ambientava levemente a partida com algum ritmo elétrico, deixando que os tiros e chamados da equipe tomassem conta da sua atenção auditiva. Por fim, os primeiros momentos de Overwatch trouxeram uma experiência totalmente agradável e diferente.

Deixe de lado sua vista acostumada com Team Fortress: a Blizzard está pronta para abraçar o gênero FPS da maneira única que ela já é especialista.

O BJ viajou para a BlizzCon 2014 a convite da Blizzard.

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