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Prévia - Sinta-se um pioneiro da exploração intergaláctica em Starbound

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Ao dar os primeiros passos no mundo de Starbound, o primeiro aspecto que fica claro é a grande semelhança que o game possui com Terraria. Tanto no visual bidimensional pixelizado quanto na maneira como o título permite a exploração de seus ambientes, está nítida a inspiração que o jogo da Re-Logic trouxe aos desenvolvedores da Chucklefish Ltd.

No entanto, basta entrar na tela de seleção de personagens para perceber que há algo diferente a experimentar. O simples ato de ser forçado a escolher uma entre sete raças com características bastante distintas entre si já mostra que, embora construído sob uma base solidificada por outras produções, o título possui ambições próprias que vão além de capitalizar a ideia de outras pessoas.

A evolução de um gênero

Em seu cerne, Starbound adota a mesma fórmula viciante que trouxe sucesso a Minecraft, Terraria e outros games semelhantes. Exilado de seu planeta natal, cabe ao personagem escolhido explorar um ambiente desconhecido em busca de recursos que lhe permitam sobreviver e produzir combustível para sua aeronave.

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Isso significa basicamente andar de um lado para o outro nos cenários coletando metais como ferro, ouro, prata e platina para, com o auxílio de ferramentas diversas, transformá-los em itens úteis. Quanto mais profundamente você decidir explorar o mundo subterrâneo do título, maiores as recompensas — e riscos — encontrados, sistema que funciona como uma espécie de “máquina de Skinner” que estimula o jogador a continuar jogando indefinidamente.

Para se diferenciar, Starbound adota algumas soluções de design que acabam tornando a experiência mais divertida e ágil do que aquela vista em seus jogos semelhantes. Por se tratar de um produto com temática espacial, o game permite a exploração de planetas com biomas completamente diferentes entre si: enquanto um pode ser rico em minerais, mas ter rios de ácido em vez de água, outro pode contar com uma quantidade abundante de plantas, mas ter poucos animais.

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Além disso, o game agiliza o processo de exploração ao fornecer ferramentas versáteis que permitem minerar até nove blocos de forma simultânea (embora usar a tecla “Shift” permita selecionar somente um pixel por vez). O jogo também oferece uma maior variedade de atividades a se fazer na superfície: em vez de simplesmente construir um castelo gigantesco, você também pode cultivar o solo para não ter que ficar caçando monstros como forma de adquirir alimentos.

Narrativa emergente

Starbound pode estar longe de chegar a seu ponto final de desenvolvimento, mas isso não impede que o game já se mostre capaz de conquistar dezenas de horas de seu tempo livre. Grande parte disso se deve a algo conhecido como “narrativa emergente” — a capacidade que certos títulos têm de permitir que você crie uma experiência totalmente pessoal graças à maneira como seus ambientes são montados.

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Devido ao uso de mapas desenvolvidos de forma processual, o game que você joga, embora semelhante àquele visto por outros jogadores, nunca será exatamente igual ao deles. Assim, enquanto você pode ser jogado de cara em um lugar hostil no qual as árvores possuem olhos, seu amigo pode passar por uma experiência mais acolhedora e ser presenteado com cenários repletos de flores — somente para citar duas das milhões de possibilidades oferecidas pelo título.

Essa característica aleatória baseada em elementos comuns faz com que Starbound seja um game que ofereça uma experiência mais pessoal do que aquela vista em qualquer título triplo A com um roteirista consagrado. Afinal, todos os que jogarem Assassin’s Creed IV: Black Flag vão poder se maravilhar com as batalhas navais do título, mas só você pode contar sobre aquela vez em que, tentando escapar de um inimigo, caiu sem querer de um precipício e foi queimado até a morte em um rio de lava.

Experiência em construção

Já disponível através do sistema “Acesso Antecipado” do Steam, Starbound, especialmente em seu momento atual, não é um game sem problemas, tampouco uma experiência recomendada para quem gosta de preservar seu progresso. Alvo de patches de correção lançados em ritmo frequente, o jogo recebe melhorias na mesma velocidade em que apresenta novos bugs que não foram previstos por seus desenvolvedores.

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Em um dia, uma arma introduzida recentemente pode estar causando milhares de pontos de dano, para 24 horas depois causar tanto estrago quanto uma faca de manteiga sem ponta. O mesmo pode ser dito dos inimigos: uma criatura inofensiva pode se transformar em sua nêmese com uma simples atualização do título.

Embora o ritmo no qual os personagens criados são apagados automaticamente tenha diminuído nos últimos tempos, isso ainda acontece de forma frequente. Segundo a Chucklefish, embora esse tipo de atitude deva ser adotada menos vezes, ao menos um grande “apagão” deve afetar a comunidade de jogadores antes do lançamento da versão final de Starbound.

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No entanto, em vez de irritar, essas mudanças constantes contribuem para manter vivo o senso de descoberta transmitido pelo título — afinal, o fim de um personagem é a oportunidade perfeita para testar outra raça. Embora ainda não haja uma data para que o título saia de seu estágio Beta, tudo indica que logo no início de 2014 a Chucklefish deve considerar seu primeiro grande trabalho algo pronto, o que dará a ela a oportunidade de começar a trabalhar em novos conteúdos que, segundo ela, vão ser incorporados ao game de forma totalmente gratuita.

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