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Prévia - testamos Rust, a curiosa mistura entre Minecraft e DayZ

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Afirmar que Rust está em um caminho intermediário entre Minecraft e DayZ não é nenhum exagero — arrisco dizer até que Rust pode ser taxado como uma versão 3D de Don’t Starve. Isso porque o game consegue combinar elementos de todos esses três games, sendo que é declaradamente inspirado nos dois primeiros títulos.

Quando você começa a jogar, logo entende o motivo de tais comparações: em Rust seu objetivo é sobreviver em um mundo radioativo e infestado por zumbis, além de outros jogadores, que podem ser tão imprevisíveis quanto qualquer ser humano em um apocalipse.

Para se manter vivo, será preciso matar: matar os zumbis (que são bem ágeis, por sinal), matar animais para conseguir carne, couro e outros recursos, e, é claro, matar outros jogadores, pois muitos deles tentarão fazer o mesmo com você.

Alpha = você precisa ter paciência

As possibilidades que se miram no horizonte são grandes, afinal estamos diante de um mundo aberto e bem caótico, diga-se de passagem, no qual estão também diversos outros jogadores e inúmeros itens com os quais você pode interagir. A criação de objetos aqui é, sem dúvida, o ponto mais divertido de Rust.

Você coleta uma porção de itens, que precisam ser conquistados e transformados para terem alguma serventia. Isso vale tanto para madeiras quanto para fragmentos de metal, que muitas vezes devem ser trabalhados para se transformarem em outras coisas úteis para a sua sobrevivência.

Mas toda essa “magia” esbarra em algumas falhas técnicas, muitas delas típicas de um game do gênero em fase Alpha. Dificuldade em manter a precisão para desferir golpes e ataques, seja com uma pedra, seja com um arco e flecha, é um dos pontos que podem acabar irritando o jogador.

Apesar de os desenvolvedores deixarem claro que o estágio de desenvolvimento não é indicado para qualquer jogador, afinal está repleto de problemas, o game é convidativo e invariavelmente vai causar alguma decepção. Mas é bom ter em mente que o melhor ainda está porvir, então, vá com calma.

Sua proteção depende (não só) de você

Pelo menos uma característica de Rust já é evidente na fase Alpha: o quanto suas ações podem influenciar no seu desempenho dentro do jogo. Quanto mais itens você coletar, maiores serão as chances de construir um abrigo para se proteger do frio e também para guardar suas coisas. Caso consiga fazer uma cama, então sempre que morrer você volta à vida deitado sobre ela.

Se construir uma caixa dentro de seu casebre, será possível guardar alguns itens que você não utiliza sempre para recuperá-los posteriormente em caso de morte. Em suma, com algum esforço, dedicação e cuidado você consegue criar uma estrutura minimamente segura para servir de base.

Mas fica latente também o quanto é difícil de sobreviver sozinho por aqui. Até a diversão pode ser comprometida caso você não se junte a algum grupo, pois a solidão pode ter efeitos devastadores sobre o seu personagem — e sobre você, obviamente, que pode até mesmo cair no sono com o marasmo que o game alcança em alguns momentos.

Mesmo na fase Alpha existe uma variedade bem interessante de servidores repletos de jogadores, muitos deles com brasileiros, o que facilita a integração com os demais gamers.

Ajuda? Só a dos demais sobreviventes

Talvez seja algo proposital, mas você só vai aprender a jogar mesmo perguntando para jogadores mais experientes ou, na pior das hipóteses, fuçando tudo. Não há nenhuma dica dada pelo jogo sobre como combinar itens e nem mesmo há informações cruciais, como o perigo que significa a radiação existente em alguns trechos do jogo.

Até mesmo a transformação de alguns itens fica confusa, visto que não há qualquer direcionamento do jogo nesse sentido. Essa falha pode ser contornada de um jeito não tão complicado, mas é algo a que os criadores de Rust poderiam ficar mais atentos para tornar a jogatina mais proveitosa.

Monotonia e diversão

Dependendo do ambiente em que você se encontra, jogar Rust pode ser algo extremamente cansativo e monótono. É só pensar em um mundo aos cacos, com você equipado somente com uma pedra, uma tocha e duas bandagens, sem nada para comer e sem amigos. Não é incomum que você tenha que vagar muito tempo sozinho e sem direção em busca de algo para fazer — nem que seja caçar comida.

Por outro lado, o desafio intrínseco a isso, a um mundo no qual nada vem tão fácil e tudo pode ser facilmente tomado de você, acaba sendo o grande combustível para a diversão. Por isso também a experiência de jogo se torna muito mais satisfatória se você joga acompanhado de um grupo, como aconteceu no gameplay ao vivo que nós fizemos de Rust.

A impressão que ficou depois de algum tempo jogando é de que sobreviver aqui pode ser cansativo, mas não se torna chato. Cria-se, a partir disso, uma grande expectativa sobre como pode ser uma versão final e estável de Rust — o que, infelizmente, deve demorar pelo menos mais um ano para acontecer.

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