Voxel
Seja o primeiro a compartilhar

Prévia – testamos Strider, frenético game da Capcom que brinda os jogadores

Último Vídeo
Img_normal

Com forte apelo ao nicho entusiasta e ao mesmo tempo um deleite para os novatos de plantão, Strider é um side-scrolling frenético que chega em 2014 para PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360, Xbox One e PC como uma grande promessa da Capcom, dona da clássica franquia.

Para quem não se lembra (ou não conhece), Strider, em função da alta – porém “justa” – dificuldade, talvez nem possa ser classificado como um jogo de plataforma em sua concepção original, e sim um side-scrolling cujo ritmo, ligado no 220, traz o melhor dos temperos nostálgicos: aprendizado e avanço.

Só para refrescar a memória: Strider é um dos hits da Capcom do final da década de 1980 (precisamente 1989) lançado para o arcade CP System, hardware da própria companhia. O game recebeu versões para Mega Drive, Master System, PS1 e até mobile. A versão de PS1 foi comercializada com Strider e Strider 2 nos discos do pacote e trouxe melhorias gráficas significativas sem deixar o sabor nostálgico de lado: ritmo frenético e alta dificuldade.

Img_normal

Jogando cartas na mesma mesa de Strider estão jogos como Ninja Gaiden, Castlevania, Shinobi e até mesmo Metroid, sendo que as influências entre essas franquias certamente existem, mesmo que cada uma resguarde fórmulas próprias. O novo Strider, que chega ano que vem para as plataformas mencionadas, vai não só resgatar suas fórmulas clássicas como também trazer novidades a veteranos e amadores.

Para saciar um pouquinho a ansiedade, o BJ sentiu um gostinho desse frenesi numa DEMO de 20 minutos a convite da Capcom do Brasil. Poupe aí suas energias: o futuro distópico de Kazakh City vai ser dilacerado por um enfezado Strider Hiryu – com direito a chefões épicos para botar a cereja no bolo!

Jogabilidade clássica com tempero moderno

A DEMO começa com uma apresentação que remete ao game original e presenteia os entusiastas: o protagonista Strider Hiryu (que dá nome ao game, aliás) chega a uma base na futurista Kazakh City e, a partir daí, nada de contemplar o belíssimo cenário de fundo ou a névoa que contrasta os elementos da tela e balança o lenço de Hiryu: a pancadaria rola solta!

O jogo, vale ressaltar, não se trata de um remake ou remasterização. Acredito que a melhor maneira de classificar o novo Strider seja como uma releitura da franquia, pois aqui há homenagens a Strider, Strider 2 e pitadas modernas para agradar a nova geração de jogadores (e de consoles).

Os movimentos de Hiryu, inclusive o célebre pulo horizontal em forma de estrela, estão todos ali, revigorados e redesenhados, mas com a mesma pegada. Aliás, o protagonista ganhou ainda mais notoriedade quando foi parar em Marvel vs. Capcom, em que inaugurou alguns movimentos em pulos e golpes, todos reproduzidos com maestria na releitura. O tributo, portanto, serve também aos jogadores do game de luta, que certamente vão se lembrar de Hiryu aqui.

A arma/espada Cypher: fatiando tudo num mundo explorável, ousado e perigoso

Fãs de Castlevania e Metroid se sentirão em casa com o esquema de coleta de itens de Strider: receba um upgrade lá na frente para conseguir alcançar locais antes inacessíveis lá atrás. Convém reforçar, no entanto, que a mesma “tranquilidade” dos dois jogos mencionados não pode ser comparada ao ritmo de Strider: o jogo traz sua fórmula frenética exclusiva regada com a “singela” arma do protagonista, a imponente Cypher.

Img_normal

Trata-se de um aparato de plasma que pode assumir diversas propriedades e receber upgrades por meio da exploração em Kazakh. Apesar da aparente linearidade, o game tem muitas ramificações, sendo que cada elemento do cenário pode agir a favor do jogador, que deve ter olhar afiado para não deixar nenhuma brecha escapulir. Às vezes, a saída está acima do teto ou abaixo do chão – Hiryu se desloca pelas paredes, tem pulo duplo e mais.

A Cypher é a melhor aliada do jogador, e lembre-se: é uma arma de curta distância. Portanto, a aproximação se torna um desafio num cenário que não dá muito espaço para o jogador contemplar os detalhes, pois os inimigos e projéteis brotam de todos os lugares.

Atire antes, pergunte depois

Há um medidor na parte de baixo da tela que, quando cheio, dobra temporariamente os danos causados pela Cypher. Mas, para encher esse medidor, é preciso aplicar golpes em sequência sem deixar a janela de combo se fechar. Portanto, o jogo deliberadamente incentiva a ação rápida e desenfreada.

Img_normal

O objetivo de tornar o game menos linear foi uma aposta das equipes de desenvolvimento. Strider virá das mãos do time de Osaka da Capcom em parceria com a desenvolvedora Double Helix Games. Ao mesmo tempo, existe um argumento coerente: o jogador não é um superpoderoso desprovido de todas as suas habilidades no começo para correr atrás de tudo depois.

Hiryu é o melhor assassino da organização Strider enviado para enfrentar o ríspido vilão Grandmaster em Kazakh City. Portanto, mostrar o membro mais poderoso do clã de uma maneira “enfraquecida” seria um tanto incoerente. Apesar disso, existe a necessidade de buscar e conquistar novas habilidades ao longo do game – mas sem deixar de lado o fato de que Hiryu já é bastante poderoso e não precisa perder tudo para iniciar sua jornada.

Um brinde aos nostálgicos e convite aos novatos

Após coletar alguns upgrades, acessar áreas antes inalcançáveis e dilacerar vários humanoides robóticos, a DEMO é pontuada com um épico chefão: uma espécie de dragão gigante que requer que seus tubos frontais sejam destruídos para ser derrotado.

Img_normal

Foi preciso percorrer todo o “corpo de serpente” do chefe pulando por obstáculos e enfrentando inimigos até alcançar a cabeça, bem do jeito que você deve estar imaginando agora. Será que ele morre mesmo ou há uma segunda parte? O fato é que, após o último tubo ter sido destruído, a DEMO termina e estrategicamente deixa o gostinho de quero mais.

A trilha sonora nostálgica e condizente com os temas do jogo original, as mecânicas de gameplay e o grau de dificuldade certamente vão agradar os entusiastas que buscam um desafio maior numa era em que os games estão cada vez mais filantrópicos.

Ao mesmo tempo, Strider convida os jogadores novatos a experimentarem um tempero pouco usual nos games de plataforma atuais e oferece diversão na mesma proporção.

Img_normal

Com o semblante típico da Capcom, Strider tem uma proposta que vai canalizar nossas atenções em 2014. O game será lançado para PlayStation 3, Xbox 360, PlayStation 4, Xbox One e PC.

Jogamos a convite de Fabio Santana, PR Manager da Capcom do Brasil.

Você sabia que o Voxel está no Facebook, Instagram e Twitter? Siga-nos por lá.