Prévia - Por que The Crew é um MMORPG sobre rodas?

Prévia - Por que The Crew é um MMORPG sobre rodas?

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Apesar de ainda ser um jogo de corrida, já deu para perceber que The Crew é muito mais que isso. Quando a Ubisoft anunciou o jogo e prometeu revolucionar o gênero, ninguém levou a promessa muito a sério, mas isso se torna cada vez mais verdadeiro a cada novidade divulgada. Isso porque, em sua essência, o game é um MMORPG.

Pode parecer uma associação um tanto quanto descabida, mas que faz muito sentido quando analisamos as características que definem esse tipo de jogo online. Deixando de lado a temática medieval e o combate contra criaturas fantásticas, nos resta o sistema de progressão bastante marcado pela personalização e pela melhoria de seus equipamentos. E é exatamente nisso que a Ivory Tower está se focando.

As vastas opções de customização presente em The Crew já são bem conhecidas por qualquer pessoa que acompanha o mínimo sobre o game. A produtora fez questão de destacar isso desde o anúncio, mostrando que seu desempenho vai garantir novas peças que vão deixar seu veículo ainda mais potente. Você ganha novas peças que vão ajudá-lo em competições mais difíceis e pode ganhar equipamentos ainda mais valiosos e úteis.

Só que sempre há um pouco mais...

Por todos os lados, mas nunca sozinho

Mundos abertos em jogos de corrida não são nenhuma novidade, mas a Ivory Tower quer fazer com que toda essa vastidão seja sentida pelo jogador. Por mais que tenhamos os mais potentes e velozes veículos do mundo, cruzar os Estados Unidos não é algo que você faz em pouco tempo — e é exatamente isso que The Crew quer que você vivencie.

Isso vai muito além de um simples mapa em grandes proporções. Dividido em cinco áreas bem específicas, esse cenário traz diversos desafios e outras atividades que vão consumir seu tempo e fazê-lo passar horas e horas explorando cada canto do país. Tanto que, segundo o site VG24/7, você vai precisar de mais de 1h30min para cruzar o mapa de uma ponta a outra.

No entanto, não estaríamos falando de um MMORPG — mesmo que sobre rodas — se não existisse o lado social. Desde o princípio, The Crew foi apresentado como um título que não deve ser jogado sozinho. Você até pode se aventurar em carreira solo ao lado de pilotos controlados pela inteligência artificial, mas o verdadeiro charme do jogo é estar junto de seus amigos.

Como o nome do game já sugere, você nunca está sozinho. Você faz parte de uma equipe e o trabalho em conjunto é fundamental para seu progresso. E isso é feito de diversas formas, já que cada corrida apresenta um estilo próprio e um objetivo específico.

Essa noção de coletividade é parte muito importante do título. Vai ser o desempenho do grupo que vai diferenciar o sucesso da derrota e é preciso saber como agir em conjunto para atingir um objetivo em comum, principalmente em missões que vão além de simplesmente chegar em primeiro lugar.

Além disso, como estamos falando de uma forma de organização, é natural que exista também uma hierarquia. Cada Crew possui seu líder e é ele quem decide quais serão os eventos de que seu grupo vai participar e quais ficarão de fora. É claro que todos têm voz ativa e podem sugerir e passear pelo mundo aberto em busca de desafios, mas é o “chefe” quem vai definir se aquela missão vale ou não a pena.

Como não poderia deixar de ser, o jogo ainda conta com diferentes tipos de disputas para tornar tudo o mais variado possível. É claro que as corridas clássicas estão lá, mas há outros tipos de missões. Perseguir e destruir um determinado veículo ou se aventurar por trilhas off-road são apenas alguns exemplos de como você e seus companheiros podem aproveitar o mundo de The Crew.

O site Destructoid aponta ainda um ponto bastante curioso. Fugindo daquilo que vemos em outros títulos do gênero, o game conta com uma pequena história que é contada entre as missões e que ajudam a costurar esses desafios. É claro que a trama básica continua no clichê “corredores participando de competições clandestinas” que tanto vimos. Ainda assim, será preciso uma média de 20 horas para completá-la e mais

Mas isso é o suficiente?

Apesar de tudo isso parecer funcionar bem dentro do que é proposta, o site VG24/7 aponta alguns problemas que fazem com que o MMORPG — ou CarRPG, como chama a Eurogamer — não seja isso tudo que a Ubisoft está tentando nos vender.

A página testou o game e diz que, apesar das boas ideias, a impressão que fica é que ainda falta algo que envolva o jogador e faça com que ele queira mergulhar naquele mundo. Mesmo com o conceito diferente, ele ainda não traz algo que seja único e realmente convidativo. Como o site aponta, The Crew ainda é um jogo sem alma.

É claro que isso é uma visão claramente opinativa do jornalista que testou o jogo, mas isso nos ajuda não apenas a puxar o freio de mão na ansiedade, mas também para nos fazer pensar sobre o que realmente vai diferencia o “CarRPG” de outros jogos de corrida. Afinal, ambiente online, personalização quase infinita e disputas em diferentes tipos de terrenos nós já conhecemos muito bem — inclusive em exemplos recentes, como Need for Speed Rivals.

Outro ponto que deixou muita gente preocupada foi o recente anúncio de que The Crew exigirá uma conexão constante para funcionar. Por mais que você esteja em uma sessão solo e repleta de bots, basta sua internet oscilar para que você perca todo seu progresso. Esse é o tipo de coisa que já vimos dar errado algumas vezes e que faz com que liguemos o pisca-alerta em relação ao que a Ubisoft pretende fazer com The Crew.

O jogo tem muito potencial, mas, assim como todo MMORPG, é preciso de um tempo para que os jogadores possam explorá-lo e fazê-lo se desenvolver de verdade. Ou ele pode derrapar feio na primeira curva.

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