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Prévia: testamos Valiant Hearts, a nova promessa narrativa da Ubisoft

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“Vidas destruídas. Amor perdido. Num dia, um fazendeiro. No outro, um soldado.” Essa frase, que abre o vídeo que você confere acima, descreve a condição de muitos soldados que participaram da Primeira Guerra Mundial. Claro, nem todos eram fazendeiros, mas acabaram colocando suas vidas de lado pelo bem de seu país.

E é exatamente isso o que você vai encontrar em Valiant Hearts: The Great War. No jogo, quatro personagens (Anna, Emile, Freddie e Karl, além do cachorro Walt) terão suas vidas cruzadas por conta do primeiro grande confronto mundial de que se tem notícias, cada uma retratada em um capítulo diferente. E é exatamente isso que a Ubisoft pretende com o jogo: mostrar pontos de vista distintos para o mesmo acontecimento.

História em dobro

É recompensador ver como a Ubisoft tem se esforçado para buscar um caminho diferente para alguns de seus jogos. Child of Light, por exemplo, tinha uma narrativa diferenciada para ajudar a contar a história de Aurora, e em Valiant Hearts: The Great War outros recursos são colocados à disposição na construção do enredo.

Os primeiros minutos mostram alguns deles. Em vez de cenas cinematográficas, a ideia tida pela equipe de desenvolvimento do jogo foi a de utilizar desenhos que lembram fotografias para os recortes, além de algumas cenas curtas que mostram os personagens passando pelos mapas até chegarem ao ponto do estágio seguinte  tudo isso com um visual que lembra uma história em quadrinhos.

Já no início você também vai ficar surpreso com a trilha sonora. Boa parte das músicas utilizadas no jogo possui um estilo que vai levá-lo facilmente para dentro dele, seja com as melodias mais tristes em momentos fortes ou as marchinhas que ecoam nos momentos de ação. Passar por algumas delas e permanecer indiferente? Só se você tapar os ouvidos.

Ainda relacionado à história: os personagens do jogo possuem motivações diferentes no confronto, e, para quem gosta de garantir conhecimento enquanto se diverte, os dois lados da guerra são mostrados (inclusive com algumas curiosidades, como o fato de que alguns soldados do exército francês eram, na verdade, norte-americanos). Além disso, é possível coletar alguns itens que mostram informações sobre as batalhas e outros detalhes.

Mexe aqui, avança por lá

Sendo um jogo focado na história, o avanço em Valiant Hearts: The Great War não poderia ser algo muito complicado. Porém, prepare-se para encarar vários quebra-cabeças pelo caminho.

É verdade, há alguns poucos momentos de ação nos quais você realmente ataca o inimigo (distrai-los é a melhor saída), mas o foco aqui é trabalhar com a mente do jogador. Um exemplo: logo no começo, Emile precisa ajudar Freddie a se livrar de alguns comandantes do exército atraindo a atenção de um deles, que está bloqueando a escada. Para isso, é preciso pedir aos músicos para tocar em uma ordem específica, permitindo o seu avanço.

Vários momentos desses são colocados ao longo do caminho, especialmente quando Emile encontra o canino Walt. Desse ponto em diante começam a aparecer quebra-cabeças colaborativos, nos quais ambos os personagens precisam interagir com o cenário para obter um bom resultado.

Construído com o motor UbiArt Framework (o mesmo utilizado em Child of Light), Valiant Hearts: The Great War mostra que tem potencial para agradar a quem gosta de uma história que é capaz de comover. Aliás, pelo preço cobrado (R$ 35 em todas as versões  PC, PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360 e Xbox One), será besteira não dar uma chance para o título, que desde já desponta como um game capaz de prender a atenção de muitos por um bom tempo.

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