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Jogamos Warlords of Draenor. De volta ao passado, estrelando Garrosh J. Fox

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Lançada em 25 de setembro de 2012, a expansão Mists of Pandaria de World of Warcraft teve a sua última grande atualização (não contando pequenas correções semanais) há quase um ano, em 10 de setembro de 2013. Ou seja, não é nenhuma surpresa o último relatório da Activision-Blizzard ter mostrado uma queda de 800 mil assinantes no MMORPG.

Porém, com uma semana faltando para o anúncio da data de lançamento de Warlords of Draenor, muita gente deve voltar. Muita mesmo. Afinal, a expansão mexe com elementos caros aos fãs da franquia Warcraft, fazendo uma viagem no tempo e permitindo encontrar personagens históricas famosas, além de dar cara nova a masmorras e mapas antigos da expansão frequentemente eleita como favorita dos jogadores: The Burning Crusade.

O TecMundo Games recebeu uma chave de acesso da Blizzard para testar a versão Beta de Warlords of Draenor. Abaixo seguem as impressões das primeiras dez horas de jogo, aproximadamente. Como se trata de uma versão Beta, a experiência está sujeita a alterações drásticas constantes; logo, o que você lerá aqui pode diferir bastante da análise final da expansão (a qual está na lista de compras do redator que lhes escreve).

De cara nova

Talvez você tenha perdido as notícias recentes, mas uma das grandes novidades em Warlords of Draenor é uma total remodelação dos personagens no jogo. Ao longo da expansão, todas as raças lançadas antes de Cataclysm ganharão cara nova, embora mantendo fortes similaridades com os modelos antigos. O resultado? Parece outro jogo, talvez o suficiente para trazer aqueles que nunca começaram a jogar por acharem a aparência feia e antiquada demais.

Infelizmente, no lançamento, apenas algumas raças mudarão, o que inclui os NPCs espalhados pelo mundo. Durante o Beta, foi possível reparar nessa discrepância: alguns modelos antigos perdidos entre os novos (pelo menos as suas armaduras ajudavam a disfarçar). Além disso, a movimentação dos personagens não está exatamente igual à antiga, gerando certo estranhamento para quem estava acostumado a ela. Contudo, isso ainda pode mudar.

Um detalhe muito bacana nos gráficos, em geral, foi a atenção dada à vegetação dos cenários, por exemplo: enquanto você anda sobre a grama alta, ela se move conforme você vai passando. Entretanto, no caso de se jogar nas configurações mínimas, não apenas isso some, como os modelos dos personagens voltam a ser os antigos.

Sem classes novas

Diferente das expansões anteriores, Warlords of Draenor não vai trazer nem raça nem classe nova. Ou será que vai? Ao longo de quase 10 anos de atualizações, o número de habilidades cresceu bastante, tornando difícil usar todas e tornando outras obsoletas. Para remediar isso, a Blizzard optou por remover algumas e adicionar os seus efeitos às que ficaram (ou torná-las passivas).

Como talentos e glifos também mudaram, isso garante que todo mundo vai perder algum tempo ajustando atalhos e reaprendendo o uso certo de algumas habilidades. Dando o exemplo do guerreiro: enquanto a especialização Proteção não mudou em nada a jogabilidade, a de Armas obriga você a reaprender os comandos, pois golpes antes constantes foram removidos e a própria sinergia de geração de Raiva é muito diferente. Com base nisso, é difícil imaginar que especializações de outras classes não tenham passado pelo mesmo processo.

Progresso rápido

Toda cópia de WoD receberá também a chance de fazer um personagem de qualquer nível subir imediatamente para o 90, permitindo começar o conteúdo da expansão ignorando as anteriores. Enquanto isso é um ponto polêmico, o fato é que será exigido medalhas de prata nos Campos de Teste para permitir que qualquer jogador use os recursos de formação automática de grupos, logo não há por que temer a invasão de novatos.

Um problema que persistiu em cada uma das quatro expansões anteriores de WoD foi o fato de quem se dedicou às raides sentir o seu esforço jogado fora, visto que os primeiros itens adquiridos eram melhores do que aqueles que demoraram meses para serem conseguidos. Em WoD, no entanto, o nível inicial dos itens está na faixa de 500, ou seja, quem coletou itens em Pandaria apenas começará a trocar de equipamento por volta do nível 97, quando eles já estão em 600.

Masmorras

Considerando o requerimento mencionado acima, faz um pouco de sentido a dificuldade vista nas masmorras no Beta de Warlords of Draenor: de certa forma, são raides em menor escala! Claro, isso pode ser apenas um problema de balanceamento ainda, visto que alguns chefões estão absurdamente fortes, não havendo coordenação de grupo que resolva. Por exemplo: em determinado momento da luta, um chefe evoca lacaios em enorme quantidade, todos com muita vida e capazes de matar os jogadores com apenas um ou dois ataques. Impossível.

Uma vantagem de já chegar com o nível de equipamento alto da expansão anterior é poder entrar nas masmorras novas desde o nível 90, ajudando a ganhar experiência mais rápido. Outra mudança interessante que impacta positivamente nas batalhas está no fato de o “Dungeon Journal” de cada masmorra ser claro e direto nas explicações do que cada função deve fazer. Chega de ler charadas que não fazem sentido e ainda acabam atrapalhando.

A variedade das lutas nas masmorras também promete ser alta, pelo que conseguimos testar (e caso continuem assim na versão de lançamento). Mecânicas tradicionais das lutas em raides continuam, mas frequentemente aparecem de maneira diferente. Ou, então, problemas antes só vistos no PvP começam a dar as caras nas masmorras, por exemplo: ao pisar em uma região designada, você não consegue usar habilidade nenhuma, pois está “pacificado”. Além disso, nessa mesma masmorra mencionada, o tanque não pode usar nenhum “cooldown” de defesa!

“Insetos” por toda parte

Como ainda se trata de uma versão de testes, é comum encontrar bugs o tempo inteiro, frequentemente atrapalhando o progresso de sua jornada. Além disso, algumas coisas ainda não terminadas também dão as caras, desde um grande bloco vermelho no lugar da textura de uma montanha até mapas completamente “verdes”. Outro exemplo é você ressuscitar no mesmo lugar em que morreu em uma masmorra para depois ser teleportado para o cemitério.

História (ou sua falta)

Se você esperava algum grande spoiler aqui, infelizmente não temos nenhum para oferecer: a Blizzard parece ter tomado bastante cuidado para deixar todas as animações e pontos fortes da história fora do Beta. Enquanto isso é uma forma de proteger a experiência final de quem testou o game antes do lançamento e evitar um “hype” negativo em relação a algo que ainda pode mudar, também torna meio monótono jogar a versão de testes.

Exemplo disso é o fato de você ser simplesmente jogado no meio do caos quando começa a expansão (na verdade, você fica perdido procurando como ir até Draenor). Logo, isso é algo que deve mudar no lançamento, afinal o arquimago mais poderoso está ao seu lado e você mal o conhece. Na parte introdutória, vários personagens famosos das expansões anteriores aparecem e deixam a experiência “épica”, mas justamente a falta de uma história que ligue tudo fora das missões fez falta no Beta. As expectativas são altas, pelo menos.

Da história, o que já foi anunciado é o seguinte: Garrosh fugiu do julgamento com a ajuda de um dragão de bronze e viajou no tempo para impedir o seu pai de corromper os orcs com o sangue de Mannoroth. Levando novas tecnologias para o passado, ele criou uma linha do tempo alternativa e, então, conseguiu usar um portal para começar a invadir Azeroth com a Horda de Ferro. Contudo, em vez de gerar a Segunda Guerra, a invasão acontece no presente. Nisso, o seu herói parte em uma missão suicida para fechar o portal e impedir a invasão.

Guarnição

A novidade de WoD que com certeza chamou atenção de muita gente é o fato de o jogador se tornar o comandante da sua própria guarnição: um posto avançado em território inimigo, servindo de base de operações e devendo ser construída absolutamente do zero. Na prática, essa vira a sua casa, pois só você pode entrar ali (outros podem visitar, eventualmente).

Caso você se perca ao redor da guarnição, ao realizar missões para melhorá-la, isso pode se tornar algo positivo: ao encontrar uma  caverna aleatória, lá pode haver um NPC pedindo ajuda. Conforme a situação, ele pode ser tornar um seguidor e começar a ajudar você em missões de despacho. De certa forma, isso é uma maneira de incentivar a exploração do mapa; ou seja, embora você perca o caminho, você não perde tempo (nessa situação).

Cada missão feita pela guarnição oferece recursos que ajudam você a personalizá-la com novos prédios, ou apenas na aparência individual deles. Ao enviar um seguidor para uma masmorra, há a chance de conseguir itens de lá (ou ele pode falhar e você ser obrigado a ir resgatá-lo). Além disso, os prédios ajudam com diferentes profissões, então é preciso escolher quais farão parte do seu pequeno reino.

É esperar para ver

Considerando tudo aquilo mencionado acima, o que seria mais relevante para dar a certeza de que “Warlords of Draenor vai ser sensacional” foi deixado de fora do Beta ou ainda não foi inserido para testes. Contudo, história, guarnição, novos modelos dos personagens, mudanças nas classes e masmorras difíceis são elementos que prometem tornar a expansão muito interessante (se bem executados).

Então, fique ligado nas notícias e vamos esperar para ver o que nos espera no lançamento. Pessoalmente, como alguém que jogou pouco mais de mil horas no nível 90, há uma expectativa positiva, pois Mists of Pandaria foi muito bem executada (mesmo sendo a expansão mais desacreditada pelo público).

Warlords of Draenor ainda não tem data de lançamento definida. Um evento será realizado no dia 14 de agosto para anunciar quando ele acontecerá.

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