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Produtor aponta diferenças entre o enredo de Dragon Age e o de Mass Effect

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Desde que a BioWare divulgou detalhes do enredo de Dragon Age: Inquisition, muita gente comparou a história com a de Mass Effect 3. E, em meio às várias discussões sobre uma possível reciclagem de ideias, eis que o produtor do game vem a público dizer que as coisas não são bem assim.

Em entrevista à Official Xbox Magazine, Cameron Lee disse que acha essas impressões dos fãs bastante interessantes, mas que elas não estão completamente corretas. Apesar de ambos os jogos terem sido desenvolvidos pela mesma empresa e de possuírem uma premissa semelhante — a união de povos e raças diferentes para salvar o mundo —, há algumas diferenças fundamentais no desenvolvimento do enredo.

Segundo ele, em Mass Effect, o jogador sabia desde o início da presença e da ameaça que os Reapers representavam ao universo, o que justificava a urgência de fazer aliados para lutar contra o problema. Já no novo Dragon Age, por exemplo, o surgimento de um sinal no céu faz com que os vários povos encarem o caos individualmente e o protagonista terá que se esforçar para mostrar que isso não é uma mera coincidência, alterando toda a dinâmica de interações.

Lee explica que isso fará com que o jogador tenha de se empenhar mais para descobrir o que está acontecendo e que as coisas são bem mais complexas do que encontrar a verdade e colocar novos guerreiros ao seu lado. Mais do que isso, a existência de seu grupo vai impactar e influenciar esses diferentes reinos, fazendo com que eles reajam de maneiras diversas à sua presença.

Em comparação com Mass Effect, o produtor explica que seu grupo atuava quase que em uma escala individual, enquanto Inquisition expande isso a novos níveis, fazendo com que o mundo reaja às suas ações. Para Lee, fazendo um paralelo com Star Wars, a diferença seria equivalente entre ser um Jedi e criar a ordem Jedi.

Estratégia e personalização

Deixando a trama um pouco de lado, Cameron Lee comentou também um pouco sobre alguns elementos da mecânica de Dragon Age: Inquisition. Segundo ele, os jogadores terão uma responsabilidade moral bem maior do que nos jogos anteriores, já que suas ações vão além de como seus aliados o veem, mas também de como o herói vai agir e parecer. Para o produtor, isso torna o game bem mais próximo de Origins do que de Dragon Age 2.

Além disso, Lee comentou também um pouco mais sobre o sistema de “construção contínua” que fará sua estreia no game. Segundo apontado à Official PlayStation Magazine, o jogador terá de capturar áreas inimigas e, após isso, uma série de missões serão liberadas naquela região.

E, mais do que investir na reconstrução da área, sua tropa pode executar outras tarefas — pequenas missões paralelas, como acontece em Assassin’s Creed, por exemplo — que vão trazer benefícios ao seu regimento, como aumento de moral entre os soldados ou um acréscimo no montante arrecadado com o comércio local.

Por fim, em relação à possível existência de um modo multiplayer, o produtor disse não saber ao certo sobre isso ou sobre as recentes contratações para o setor, mas afirmou que o modo funcionou muito bem em Mass Effect e que, por conta disso, a BioWare está estudando a possibilidade — embora nada esteja definido até o momento.

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