Produtora de Elder Scrolls 5: Skyrim se diz a favor das cobranças por mods

Produtora de Elder Scrolls 5: Skyrim se diz a favor das cobranças por mods

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Na última quinta-feira, 23 de abril, o Steam passou a permitir que "modders" do game The Elder Scrolls 5: Skyrim pudessem cobrar pelo seu trabalho na Oficina Steam. Essas são pessoas que desenvolvem conteúdos que modificam um jogo, adicionando funcionalidades, personagens, recursos, itens, mapas e coisas assim.

Tratava-se de uma opção (o criador poderia disponibilizar sua modificação de graça, como sempre) que a Valve e a Bethesda viam como oportunidade para que os modders pudessem ganhar dinheiro.

No entanto, houve muita resistência por parte dos usuários, e o sistema de cobrança por mods de Skyrim foi encerrado nesta segunda-feira, 27 de abril. Pouco antes de isso acontecer, a Bethesda, produtora do RPG, havia publicado um longo post em seu blog defendendo a possibilidade de cobrança.

Pagando quem faz

"Acreditamos que os desenvolvedores de mods são apenas isso: desenvolvedores", introduz a companhia. "Adoramos que a Valve deu uma nova chance para a comunidade ser recompensada e queremos estender essa escolha para nossos jogadores. Estamos ouvindo e faremos as mudanças necessárias".

A Bethesda diz ter uma longa história com mods, lembrando os leitores da ferramenta The Elders Scrolls Construction Set, de 2002. "A ideia de que você pode fazer de tudo está na experiência principal de nossos jogos", continua a companhia. No entanto, ela afirma que produzir um game com suporte oficial para mods não é fácil: tem o tempo, os custos e os obstáculos jurídicos envolvidos.

Além do mais, ser aberta a mods fez com que Skyrim tivesse sua classificação etária aumentada de T (para maiores de 13 anos) para M (maiores de 17), custando milhões de dólares para a empresa. A produtora de Elder Scrolls analisa que a comunidade de mods ainda é muito pequena: apenas 8% dos jogadores de Skyrim usaram uma dessas modificações e menos de 1% já criaram uma.

A companhia conta que, em 2012, foram apresentados pela Valve dados que mostram o efeito dos conteúdos pagos feitos pelos usuários nos games, nos jogadores e nos criadores. A conclusão era que, permitindo a cobrança, aumentaram a qualidade e a oferta de mods. A Bethesda tinha apenas uma exigência: a Oficina teria que ser aberta sem uma curadoria para pré-avaliar o conteúdo. Infelizmente, não poderemos ver o que os mods pagos poderiam ter feito por Skyrim.

Divisão dos lucros

Para a empresa, a maioria dos mods deve ser gratuita, mas ela também acredita que a comunidade quer recompensar os melhores criadores e estes devem ser pagos como desenvolvedores que são. A companhia lembra dos próprios passos, quando fez seu primeiro – e infame – conteúdo adicional: a armadura de cavalo para The Elder Scrolls 4: Oblivion de Xbox 360.

O texto do blog também esclareceu a divisão de receitas da loja de mods: a Valve, dona da plataforma Steam, ficaria com 30%, enquanto a Bethesda, na condição de desenvolvedora de Skyrim, teria 45%. O criador do mod receberia os 25% restantes. Segundo a companhia, essa divisão é padrão no mercado, mas seria apenas um ponto de partida, sendo ajustado conforme necessário.

A empresa ainda diz que não se trata de ganhar dinheiro à custa do modder, já que a receita com as modificações não representara nem 1% do que a companhia ganhou no Steam no fim de semana – mesmo com Skyrim de graça. Por fim, a companhia se posicionou contra os DRM, tecnologia que controla a utilização de um conteúdo. "Não apenas queremos mais mods, mais fáceis de acessar, mas somos anti-DRM o quanto podemos", disse a Bethesda, que lançou Oblivion e os DLCs de Skyrim sem travas.

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