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Queda da PSN: Investigação, supostos autores, problemas e processo

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A queda da PlayStation Network, que completa hoje 14 dias, já começou a atrair a atenção do Congresso Americano. Mary Bono Mack, representante do Subcomitê de Comércio e Indústria, enviou uma carta direta ao presidente da Sony, Kazuo Hirai, exigindo respostas sobre diversos temas, incluindo a identidade do autor do ataque e se dados de cartão de crédito dos usuários realmente foram obtidos pelos criminosos.

A empresa, porém, afirmou que não participará de nenhuma comissão de inquérito do governo americano, mas se dispôs a responder qualquer pergunta dos órgãos. De acordo com um representante do gabinete de Mary Bono Mack, a Sony afirma que uma investigação interna ainda está em curso, e que os resultados somente seriam divulgados após sua finalização.

A Sony já colocou essa disposição em prática em uma audiência realizada hoje pela manhã, no Congresso dos EUA. De acordo com a empresa, um arquivo intitulado “Anônimos” com os dizeres “nós somos a legião” foi encontrado nos servidores da PSN. Isso indicaria que o grupo homônimo de hackers foi o responsável pelo ataque “muito bem planejado, extremamente profissional e sofisticado”.

Os problemas também podem causar uma alteração na legislação australiana. Além de também questionar a Sony sobre o assunto, o governo do país criou um projeto de lei que obriga qualquer empresa a informar os consumidores imediatamente após a descoberta de qualquer quebra nos sistemas de segurança e privacidade.

Ainda de acordo com a empresa, os ataques à PlayStation Network e aos servidores da Sony Online Entertainment foram extremamente similares, com os responsáveis utilizando as mesmas práticas para obter acesso a ambas as redes. “Apesar de serem dois sistemas distintos, ambos operam sob a mesma arquitetura em alguns aspectos”, afirmou uma fonte da gigante.

Para agilizar ainda mais as investigações, a Sony anunciou também a contratação de uma terceira empresa para lidar com o caso. A nova companhia se chama Data Forte, e é presidida por um ex-membro do serviço de inquéritos criminais da Marinha americana. Por enquanto, não há informações sobre o papel que será desempenhado pela empresa.

Processo bilionário

A canadense Natasha Maksimovic, de 21 anos, entrou com o primeiro processo contra a fabricante do PlayStation 3, exigindo 1 bilhão de dólares canadenses em reparação aos usuários pelos danos causados pela queda da PSN. De acordo com depoimento da jovem, “a [companhia], aparentemente, está mais preocupada em proteger seus games do que seus usuários.” A Sony ainda não se pronunciou sobre o assunto.

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