Quer entrar para o mundo dos jogos? Confira as dicas de profissionais indie

Quer entrar para o mundo dos jogos? Confira as dicas de profissionais indie

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O espaço dedicado à Indie Megabooth junto à PAX Prime 2014 foi palco de um discurso de incentivo a entusiastas a programadores. De acordo com Christopher Floyd, gerente de operações da Megabooth, o fato de não se “saber fazer um jogo de cabo a rabo” é justamente o motivo que pode empurrar um desenvolvedor amador ao mundo dos games.

“Meu conselho seria este: o que aprendi nesses últimos milênios (não sei há quanto tempo faço isso) foi que ninguém sabe exatamente o que está fazendo. Nunca conheci ninguém que dissesse: ‘Sim, eu entendo completamente o que está acontecendo aqui e agora’”, disse Floyd.

Faça alguma coisa!

“Se o seu desejo é entrar para a indústria dos jogos e você pensa algo como ‘talvez eu não esteja preparado para isso’, então você está pronto para juntar-se a nós”, esclareceu ainda Floyd em seu discurso. Ryan Burrell, responsável técnico do site de Indie Megabooth, pensa que é fundamental também simplesmente começar a fazer alguma coisa.

“Se o seu trabalho é algo que você gosta de fazer, então tudo é muito fácil. ‘Bem, não há nada para ser mostrado aqui. Agora, se você quer ser um level design (aquele que, dentre outras funções, é responsável por programar a ‘estrutura de mapas’), mas nunca fez nenhum ‘mapa’, bem... Então vá e faça alguns níveis”, observou Burrell.

E termine o que começou!

Tão vital quanto dar início a um projeto é, certamente, finalizá-lo. Ao menos este é o pensamento de Eric Chon, veterano da Harmonix Musci Systems e também gerente de comunidades da Indie Megabooth. “O primeiro jogo que fiz foi desenvolvido em MS-DOS no BASIC, e ele era terrível. Acho que era um ponto que você podia mover com o cursor, e metade do jogo não funcionava”, revelou Chon.

A capacidade de se contemplar o fracasso foi destacada pelo experiente desenvolvedor. “É muito complicado, pois você precisa engolir o orgulho e ser como: ‘Sabe o quê?! Vou apenas fazer algo, e não importa o que isso vai ser’. E sempre complete aquilo que começou, não importa o quão ruim seu projeto possa parecer”, aconselhou ainda o palestrante.

Capitalize então seu aprendizado

Em suma, experiências de aprendizado precisam constar no currículo de quem almeja ingressar no mundo dos jogos – é claro que esta premissa não se restringe ao desenvolvimento de games, naturalmente. “Pegue todas as suas experiências e então você verá algo como: ‘OK, eu agora sei o suficiente sobre isso. Então ‘saber’ não é mais um desafio; o desafio então é ‘fazer’”, finalizou Kelly Wallick, chefe da Indie Megabooth, ao falar sobre o potencial financeiro que todos os esforços, ao final, são capazes de criar.

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