Resident Evil 2: jogamos a campanha da Claire e a experiência foi incrível
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Resident Evil 2: jogamos a campanha da Claire e a experiência foi incrível

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Hoje o Voxel recebeu um convite especial da Capcom: jogar uma nova build de Resident Evil 2 Remake. Como estamos longe da Gamescom 2018, a Gamescom veio até nós. Portanto, pudemos experimentar cerca de 20 minutos de gameplay inédito do game e temos muitas novidades para relatar.

O grande destaque do que jogamos é seguinte: não jogamos a demo de Leon, e sim de Claire Redfield. Pois é! Pela primeira vez o gameplay da protagonista deu as caras e pode ter certeza: a qualidade está fantástica. A Capcom queria mostrar algumas novidades bacanas, como cenários reformulados, foco maior na história e transição entre cutscenes e jogo.

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Cenários familiares continuam a mudar

A Capcom deixou bem claro: o trechinho de pouco menos de 15 minutos que jogamos se passa ainda na delegacia e está relativamente no começo da campanha de Claire. Portanto, a ordem dos acontecimentos muda bastante em relação à obra original.

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A demo começava no escritório do delegado Irons e logo estávamos em uma área nova, que trazia puzzles inéditos que não podiam ser resolvidos. Todo o cenário continua a focar nos temas que a Capcom relatou: escuridão e umidade. Cada tanto do jogo é aterrorizante e, mesmo sem inimigos por perto, a sonoplastia e ambientação foram suficientes para causar medo e desconforto.

Em pouco tempo chegamos em um cenário familiar, que você deve se lembrar de maneira diferente: a sala e os corredores que antecedem a batalha contra William Birkin. Lembra do cenário da Ada e da sala das peças de xadrez? Pois é, esse mesmo. Contudo, a área foi refeita com tamanho capricho e há tantos trechos novos que está quase irreconhecível.

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Em pouco tempo já vemos o que a Capcom queria nos mostrar: as primeiras cutscenes de Resident Evil 2 Remake, mostrando o encontro de Claire com Sherry em uma cena que tem uma boa transição com o gameplay.

Birkin: um chefão que se tornará ainda mais memorável

Os fãs das antigas vão reconhecer: William Birkin é um dos chefões mais marcantes da franquia. Mas como deixar tudo ainda mais memorável? Pode parecer balela, mas a Capcom acertou ainda mais no tom, colocando o vilão em um cenário claustrofóbico, cheio de fumaça e capaz de escondê-lo. Nesses momentos, a sonoplastia é embasbacante e foi capaz de gerar alguns bons sustos em uma luta que seria familiar.

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O combate contra Birkin é de cair o queixo, talvez um dos melhores embates de toda a franquia até hoje. A luta foi breve, mas já deixou bem claro algumas novidades bem quentes, como a possibilidade de arremessar granadas e as utilizá-la como mecânica de defesa contra agarrões, similar ao que vimos com a faca de Leon.

Esse é um dos pontos que mais me chamou atenção. No finado Resident Evil 1.5, o Beta de Resident Evil 2 que nunca viu a luz do dia, havia granadas de mão para selecionar no arsenal. Pode ser algo pequeno, mas a escolha da arma pode nos mostrar que a Capcom está olhando além e buscando referências ainda mais antiga para compor a obra.

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Atirar contra o chefão é de brilhar os olhos! Um tiro certeiro do lança-granadas carboniza parte do corpo dele e acende uma verdadeira fogueira no cenário escuro. O combate é bem robusto e tem até algumas curiosidades: a barra de luz do DualShock 4, no PS4, mostra a saúde do personagem.

Qualidade visual soberba

A RE Engine é incrível e já vimos nos primeiros detalhes da campanha de Leon, em Devil May Cry 5 e até em Resident Evil 7 que o motor gráfico é robusto, mas a impressão de Resident Evil 2 Remake é lindo está ainda maior. Não nos foi confirmado, mas tive a impressão que o PS4 Pro exibia uma qualidade de imagem em 1080p, mas em 60 fps (talvez com checkerborading em ação).

Há muita atenção a cada detalhe. A roupa de Claire é extremamente realista e os efeitos gráficos são incríveis. Durante a luta contra Birkin, o vilão fica com o rosto e corpo carbonizados, o como o coldre do revólver de Claire balança junto com a movimentação e muito mais.

Até o lança-granadas, que fica nas costas da protagonista, tem uma pequena alça para aprimorar o realismo. E o que falar dos efeitos de iluminação? A explosão da granada é fenomenal, há muitas fontes de luz que continuam iluminando o ambiente e muito mais.

Pode esperar: a trama terá mudanças bem grandes

O foco na história está absurdamente maior e há muita atenção na atuação dos personagens. Claire é boca suja, porradeira e fará de tudo para proteger Sherry. É realmente legal comparar o clima pastelão e com vozes mais bobas da obra original com altíssimo nível que Resident Evil 2 Remake tem.

Além disso, ficou evidente desde o começo que os eventos ocorrerão em ordem diferente e com novidades. A demonstração de Leon já mostrava mais participação de Marvin, temos áreas novas e por aí vai. Mas durante a demo da Claire ficou ainda mais claro que muitos capítulos serão expandidos ou reordenados.

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No final da demonstração, o delegado Irons sequestra Sherry no estacionamento, algo que nunca acontece na obra original. Mas o mais curioso e o mais importante que vimos é o seguinte: tudo indica que Irons fugiu para as ruas de Raccoon City e que perseguiremos o vilão por lá. Será que teremos um trecho na cidade, expandindo bastante a experiência de 1998? Se Birkin já aparece no que a Capcom chama de “começo” da campanha de Claire, é bem possível que a história seja realmente expandida para lugares inéditos.

Pois é, meus amigos... teremos que esperar para ver. Resident Evil 2 Remake chega no dia 25 de janeiro de 2019 para Xbox One, PlayStation 4 e PC.

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