Retrocompatibilidade para quem? Uso do recurso é de 2% em tudo do Xbox One

Retrocompatibilidade para quem? Uso do recurso é de 2% em tudo do Xbox One

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Em semana de E3, esperamos muitas novidades sobre jogos, rumores quentes, vazamentos suspeitos e mais um monte de coisas. Porém, parece que uma das pautas mais comentadas dessa época atípica e cheia de informações é a retrocompatibilidade. Agora, um levantamento de dados do Ars Technica reacende essa discussão.

Depois da declaração controversa de Jim Ryan, chefe de marketing da Sony, ao dizer que jogos antigos são arcaicos e perguntar “por que alguém jogaria isso?”, a nova polêmica vem de um relatório que diz que, aparentemente, o recurso também não é tão bem cotado para usuários do Xbox One, pois apenas 1,5% dos jogadores da plataforma jogam títulos de Xbox 360.

Aparentemente, a pesquisa é bem precisa, já que o Ars Technica garimpou dados durante seis meses de uma base de quase um milhão de Gamerstag ativas no Xbox One. No geral, de 1,65 milhões de minutos gastos na plataforma da Microsoft, 54,7% do tempo foi gasto em games do próprio Xbox One, seguido por 16,5% na Netflix, 14,1% em apps, 6,7% no app TV (algo bem forte nos EUA), 6,6% no YouTube e, por último, 1,5% em títulos da retrocompatibilidade.

Tão pouco assim? Há outras formas de interpretar

Apesar de ser um número muito abaixo do esperado, os dados podem não ser tão concretos assim. A amostra pode ter sido coletada em apenas um mercado (o Brasil, por exemplo, pode ser um país que usufrua mais do recurso), com uma faixa de jogadores similar etc. Porém, é inegável que se trata de uma amostra grande demais para não ser levada em conta. Mas onde os dados de vendas de jogos antigos se encaixam nesse cenário?

No geral, a utilização é baixa, mas há picos de audiência quando títulos de peso ficam compatíveis

Por conta da retrocompatibilidade, muitos games, como Call of Duty: Black Ops e Red Dead Redemption, tiveram um aumento de vendas absurdo em lojas norte-americanas, chegando a aumentar em mais de 6.000%. Certamente, as vendas antes da retrocompatibilidade eram bem baixas, algo que acaba inflacionando bastante esses números, mas mesmo assim é uma quantia significativa.

Red Dead Redemption teve um aumento de 6.000% em vendas

Acontece que, provavelmente, o número de jogadores que utilizam a retrocompatibilidade tem picos de audiência maior e que caem logo em seguida. Até hoje, Black Ops é um dos títulos mais aproveitados da retrocompatibilidade, mas que certamente não tem uma base tão grande atualmente.

Há poucos usuários que jogam os games de Xbox 360, mas quem joga, gasta um bom tempo

A pesquisa vai parcialmente contra a afirmação feita por Phil Spencer no Twitter em dezembro do ano passado. Segundo o diretor do Xbox na época, mais de 50% dos usuários da plataforma faziam uso do recurso. É curioso notar que, apesar disso, os dados da Ars Technica focam precisamente no tempo de utilização do recurso e não na quantidade única de usuários que jogaram algo retrocompatível, independente do tempo. Em outras palavras: muitas pessoas podem usar, mas o tempo gasto é mínimo.

O Ars Technica ressalta também que, para alguns dos usuários (mesmo que eles sejam muito, muito escassos), a retrocompatibilidade é uma das funcionalidades mais utilizadas do console. De uma forma ou de outra, caso a pesquisa seja certeira, isso vai (infelizmente) de encontro com o que o chefão da Sony comentou recentemente. O que você achou? Você é um dos jogadores que utilizam bastante o recurso?

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