Como seria Super Smash Bros. Melee no Oculus Rift?

Como seria Super Smash Bros. Melee no Oculus Rift?

Último Vídeo

Ok, a pergunta acima não é tão retórica quando pode parecer — e, igualmente, não há tampouco uma resposta hipotética, já que, de fato, é possível reencontrar a pancadaria clássica entre ícones da Nintendo em toda a glória da realidade virtual do Oculus Rift. Que o diga Ross Miller, redator do site The Verge.

O Sr. Miller foi um dos convidados do entusiasta da realidade virtual e designer da Vox Media Scott Kellum, sujeito que vem convidando diversas pessoas para experimentarem todo o potencial do periférico da Oculus VR.

Embora tenha passado por todas as demonstrações clássicas do Rift, foi mesmo a possibilidade de revisitar a infância com Super Smash Bros. Melee que quase o fez cair da cadeira (quem experimentou a montanha-russa instalada em uma sala de estar de uma das demos do Rift certamente vai reconhecer a referência).

Melee e Dolphin em realidade virtual

A jogatina demonstrada por Scott Kellum foi possível graças ao Dolphin, um emulador de código aberto que permite aos jogadores encarar jogos do Wii e do GameCube no PC ou no Mac. E há ainda uma vantagem substancial: os gráficos são todos em HD (alta definição), algo para o qual não havia suporte nos consoles originais.

“A experiência é imperfeita — um emulador tenta recriar hardware personalizado por meio do software —, mas com certeza significa que a comunidade pode fazer coisas doidas como, digamos, incluir suporte à realidade virtual”, disse Miller, relatando a experiência. “A única peça difícil de arrumar é um ROM não alterado (e legalmente obtido) do seu jogo favorito da Nintendo.”

“Então, lá estava eu, vestindo o Oculus Rift, segurando um controle do Xbox 360 e derrotando o Pikachu”, disse o redator. Isso não sem antes passar pela tela inicial de seleção de personagens, a qual disse se parecer com “uma tela gigante do IMAX flutuando no ar”. Assim como em outras experiências com o Rift, também é possível, em Super Smash Bros. Melee, se aproximar ou se distanciar da tela ou girar a cabeça para os lados — o que normalmente é feito por qualquer um que esteja experimentando a ferramenta pela primeira vez.

Um “testamento” ao bom trabalho da Nintendo

O Oculus Rift certamente serve também para mostrar possíveis falhas gráficas em cantos obscuros da tela. Afinal, jogos que têm uma ação de câmera relativamente restrita podem ter cantos da tela que simplesmente ficaram fora dos planos da desenvolvedora. Mas, não, esse não parece ter sido o caso de Smash Bros. Melee.

“Trata-se de um testamento aos designers da Nintendo, os quais desenvolveram partes da tela que jamais esperavam que aparecesse totalmente.” E nisso se incluem todos os cenários clássicos do game, tais como Corneria, Temple e Onett. “O Oculus Rift não alterou fundamentalmente Smash Bros. — que já é um título incrivelmente divertido —, mas expandiu uma experiência que eu achava que já conhecia plenamente.”

Glitches

Naturalmente, uma experiência vanguardista como a de colocar um título antigo da Nintendo em um protótipo de realidade virtual não poderia passar sem algumas falhas.

Eis alguns dos glitches coletados pelo Sr. Miller:

  • O jogo foi ligeiramente acelerado, algo tornado óbvio sobretudo quando os personagens disparavam falas um tanto mais agudas do que as originais;
  • Algumas das texturas não chegaram a carregar. “Em uma batalha contra vários oponentes, era apenas o Mario (eu) contra uma massa de distorção e chuvisco”; e
  • Por default, a câmera do jogo enquadra a totalidade da tela. Isso torna fases como Target Test e Face to the Finish incrivelmente distantes. Para resolver a questão, seria necessário realmente andar na direção do cenário — algo impraticável quando se está em uma sala mobiliada.

Ao final, entretanto, parece que tudo pode ser esquecido assim que se entra na tela de créditos de Super Smash Bros. Melee. — em que você é conduzido por meio de um sistema estelar no qual surgem os nomes dos designer, desenvolvedores, programadores etc. “Eu estava de volta à montanha-russa”, disse Miller, exaltando a imersão trazida pelo Rift e podendo visitar a própria infância uma vez mais.

Você sabia que o Voxel está no Facebook, Instagram e Twitter? Siga-nos por lá.