The Division: a Ubisoft tem mais uma porrada nas mangas?

The Division: a Ubisoft tem mais uma porrada nas mangas?

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Ao ser apresentado durante a E3 (Electronic Entertainment Expo), The Division chamou a atenção por vários aspectos. Afinal, embora a ideia de uma ameaça biológica de escala global já tenha criado barba, parecia haver algo de novo ali — e isso tanto em termos técnicos quanto narrativos, o que ficou claro logo com o primeiro trailer. Bem, pode-se dizer que o efeito foi repetido durante a última edição da gamescom.

Como resultado, fica mesmo a impressão de que o shooter MMO da Ubi pode mesmo fazer algum barulho quando finalmente der as caras no PC e nos consoles da Sony e da Microsoft — esta, aliás, tratou de tomar a dianteira para ajudar a Ubisoft Massive a extrair o máximo do Xbox One.

Arte e realismo também nos consoles

The Division foi mostrado pela primeira vez em sua versão para PC durante a E3 2013. Isso deixou muita gente com a dúvida: o bom resultado será o mesmo nos consoles — cuja tecnologia acaba irremediavelmente datada quando comparada aos computadores em constante evolução? A resposta, muito provavelmente, seria um sonoro “sim”.

De fato, a demonstração levada para a gamescom arrancou sorrisos e aplausos dos presentes. Conforme dois desenvolvedores se dedicavam a limpar um hospital dos fanáticos “Cleaners” (sujeitos enormes cujo raciocínio compete com o de seus lança-chamas), ficou claro que a Massive pretende levar aos consoles a mesma qualidade gráfica que foi vista no PC.

Bons gráficos, boas texturas e toques artísticos mesmo em becos minúsculos. Tudo tornando verossímil a ideia de que algo muito ruim ocorreu à cidade de Nova York.

Maior comprometimento com o Xbox One?

“Nós estamos em uma relação quase integral com a Microsoft”, disse o produtor Fredrik Rundqvist em entrevista ao site Total Xbox. “Nós temos acesso completo a tudo o que eles fazem, nós promovemos o intercâmbio de engenheiros entre as companhias — há a mais aberta e completa transparência entre nós.”

Basicamente, a ideia é extrair o máximo possível do console da Microsoft. “Na verdade, nós nos reunimos após a última edição da E3, e eles ficaram realmente impressionados com o que nós apresentamos na ocasião, o que nos levou a um acordo.”

Rundqvist disse ainda que a Microsoft tem compartilhado desde técnicas a conhecimentos específicos, “e nós também estamos compartilhando”. De fato, a demonstração levada à gamescom foi rodada em um Xbox One — notadamente, em resposta à incredulidade levantada durante a E3 no que se refere à possibilidade de extrair do console e do PlayStation 4 uma qualidade gráfica semelhante à que originalmente foi vista no PC.

Assuma a sua função

A Ubisoft Massive também aproveitou a ocasião para mostrar os vários papéis disponibilizados pelo MMO. Basicamente, vai-se das várias armas personalizáveis — incluindo escopetas, rifles e pistolas com a opção de munição não letal. Na classe de armamento estacionário, também é possível relembrar os bons tempos de BioShock instalando torretas para proteger pontos específicos do cenário.

Ademais, como você já deve ter lido aqui no BJ, é possível tomar parte de The Division utilizando apenas um tablet. Nesse caso, haverá sob o seu controle um drone, cujas missões normalmente se limitam a largar algo potencialmente destrutivo em algum lugar.

Bem, embora a adrenalina ali não pareça ser propriamente a mesma — enquanto você se esforça para, por exemplo, soltar uma bomba de gás lacrimogêneo “da resistência, com amor” próximo a alguns fanáticos —, certamente se trata de uma boa alternativa para quem estiver temporariamente longe do PC ou do console.

“Segurança”, “moral” e “contágio”

A Massive também mostrou como são identificadas as regiões de The Division. Basicamente, há três avaliações básicas para cada ponto: “security” (segurança), “morale” (moral) e “contagion” (contágio).

Segurança, como o nome deixa claro, é a medida que diz o quanto de lei e ordem sobrou em determinado setor — digamos, o quão provável é que alguém lhe “roube as calças sem lhe remover os sapatos”. Já moral lhe transmite o grau de colaboração dos habitantes locais.

Bons níveis de moral e segurança são determinantes para que se possa instalar uma base no local, podendo ainda desbloquear atividades e recursos. Por fim, contágio indica a probabilidade de você cair duro no chão caso remova inadvertidamente a sua máscara de gás.

Shooter estilo RPG

Conforme observou o site Total Xbox, em termos de estilo, The Division provavelmente se encaixa em algum lugar entre um shooter típico e um RPG — com notáveis referências a títulos como BioShock e Fallout, por exemplo. Fala-se em “Critical Hit”, por exemplo, quando se trata de um headshot. Além disso, também o cálculo de danos se parece em muito com um role playing típico.

Epidemia e convulsão social

The Division vai colocá-lo em uma Nova York pós-epidemia totalmente convulsionada por embates sociais. Trata-se do quadro hipotético retratado tantas vezes em diversas mídias: o ser humano degenerado, devolvido aos seus instintos mais básicos.

Não obstante, há quem tente fazer a diferença, resgatando valores tornados incompatíveis com as necessidades de sobrevivência. E, bem, há também quem simplesmente queira “jogar o bebê com a água do banho”, desinfetando a cidade com enormes lança-chamas, sempre torrando primeiro e fazendo perguntas depois. Naturalmente, você pertence ao primeiro grupo, ao dos seres humanos que pretendem devolver alguma esperança aos remanescentes.

Ademais, alternâncias de estações, condições atmosféricas e a passagem das horas do dia devem trazer a The Division boa parte do que falta em outros shooters online em massa. Fala-se também em diversas facções, as quais dividirão o que restou de Nova York em uma sanguinolenta guerrilha — embora grande parte disso ainda não tenha sido mostrada. Agora é esperar para ver o formato final que será levado às prateleiras.

The Division deve chegar às lojas físicas e virtuais em algum momento de 2015, com lançamentos previstos para PC, PlayStation 4 e Xbox One.

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