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THQ revela resultados de seu ano fiscal 2010

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Abril de 2009 a março de 2010. Esse é o período chamado de “ano fiscal 2010” e, uma vez compilados os resultados de uma empresa, chega a hora de levá-los a público. É o caso da THQ, que expôs seus rendimentos do período aos investidores e ao mercado em geral, através de um press release e de uma audioconferência. O objetivo é informar os investidores dos acontecimentos, mas também é uma fonte rica em informações para a imprensa.

O essencial

A informação mais básica — e provavelmente a mais importante — é que houve um crescimento considerável da companhia em relação ao ano anterior. As vendas líquidas passaram a 899,1 milhões de dólares, um crescimento de 8% se comparadas ao valor de 830 milhões do ano fiscal 2009. Ou seja, a empresa conseguir expandir seus negócios.

No quesito valor da empresa, houve prejuízo de 9 milhões de dólares, uma perda de 0,13 dólares por ação negociada. Pode parecer ruim, mas existe um enorme contraste com relação à redução de valor de 431,1 milhões ocorrida no ano anterior, com perdas de 6,45 dólares por ação. Agora os resultados são muito mais razoáveis e refletem o crescimento da companhia e o aumento de sua lucratividade. O que foi comentado pelo CEO (e presidente) Brian Farrell:

“No ano fiscal 2009-10 nós conseguimos dar a volta por cima, aumentando nossa fatia de mercado e excedendo as metas financeiras e operacionais. Aprimoramos a nossa estrutura de custos, o que nos proporcionará um     maior poder para alavancar o modelo operacional, conforme nosso negócio continua a crescer”, disse ele — em uma tradução livre. E complementou:

“O mais importante é que solidificamos, nesse ano fiscal, três grandes franquias: UFC, Darksiders e Red Faction. Estamos muito empolgados com o nosso plano de desenvolvimento e com a forma como posicionamos a THQ para capitalizar tanto na forma de jogar tradicional quanto nas oportunidades de games digitais daqui para frente”.

No caso de games específicos, os principais catalisadores desse crescimento foram UFC 2009: Undisputed e WWE SmackDown vs. Raw, cada um vendendo mais de 4 milhões de unidades.

“Esperem pela E3”

Além das revelações sobre números financeiros, a empresa expôs também algumas informações a respeito de seus produtos. Uma das mais consideráveis talvez seja a de que seus jogos tiveram uma pontuação média de 82 no site Metacritic, que agrupa notas dadas aos games pelos mais diversos críticos. No ano fiscal de 2009, esse valor havia sido de 80 — e em 2008, 72. Ou seja, um crescimento contínuo.

A THQ confirmou também que Darksiders 2, Warhammer 40K: Space Marine e Saint’s Row 3 ainda estão confirmados para o ano fiscal 2012 (ou seja, entre abril de 2011 e março de 2012). Homefront e Red Faction permanecem planejados para o ano fiscal de 2011 (abril de 2010 a março de 2011).

Estes dois últimos, inclusive, devem ser consideravelmente melhores que seus predecessores. Farrell afirmou que a THQ fez um bom trabalho no mais recente Red Faction — que já vendeu mais de 1,3 milhão de unidades — mas bobeou na hora de criar demanda para o título. E que arrumaram o problema para o próximo Red Faction, que será exposto na E3.

No que diz respeito às novidades que os dois games trarão, ele disse que Homefront terá capacidades multiplayer inéditas e revolucionárias, enquanto Red Faction terá mecânicas de destruição inovadoras, além da história e da ambientação. Lembrou ainda que o Darksiders original já vendeu mais de 1,3 milhão de unidades e sairá para PC no inverno.

Outros títulos que deveremos ver na E3 são um novo Smackdown vs. Raw; novo WWE Online e talvez um pouco do novo de Blob. Sem falar no MMO de Warhammer 40K, chamado de Space Marine. O título parece ser uma das grandes apostas da THQ para os próximos cinco a sete anos — vale lembrar que Warhammer 40K é bem diferente do Warhammer utilizado para inspirar o MMO já existente, chamado de Warhammer Online: Age of Reckoning.

Nas palavras do próprio CEO, todos iremos entender a empolgação da THQ quando presenciarmos a demonstração do game na E3. A empresa considera o projeto a maior oportunidade de lucros que possuem. Ainda não há data específica, mas o CFO — Chief Financial Officer, o mais alto cargo do setor financeiro de uma empresa — Paul Pucino já afirmou que não haverá a necessidade de uma base de assinantes gigantesca:

“O que não precisamos é de um milhão de assinantes para tornar o projeto lucrativo”, disse ele. E completou: “Se é que chegaremos perto desse número. Mesmo assim, ganharemos muito dinheiro”.

Natal e Move

Ambas as tecnologias estão sendo exploradas pela THQ, garantiu Farrell. Ele revelou que, embora não tenham anunciado preços e custos, games para esses acessórios são mais baratos de produzir — que iremos gostar do que veremos no próximo mês durante a E3, onde a empresa pretende demonstrar boa parte de seus projetos.

O CEO ainda reiterou que existirão vários jogos desenvolvidos especificamente com a utilização dessas tecnologias em mente, ao invés de simples adaptações de franquias existentes. Especialmente no caso do “port” de jogos do Wii para o PS3 ou X360, caso em que Farrell afirmou se tratar de mais do que uma simples adaptação devido às capacidades gráficas dos consoles.

O futuro da companhia

Quanto ao que será feito daqui para frente, a empresa já tem uma ideia sólida: manter o crescimento e expandir seus negócios de uma forma mais “holística”. Isso quer dizer que o modelo de trabalho deverá englobar várias formas de mídia e plataformas diversificadas.

Um dos principais aspectos desse direcionamento é o foco em levar muitas das franquias para o mundo online — remodelando, inclusive, dois estúdios de desenvolvimento para trabalhar exclusivamente em jogos digitais. Alguns exemplos de games como esses são Company of Heroes Online e Dragonica Online.

Jogos com micro-transações, além de títulos digitais para XBL, PSN e Facebook, também estão nos planos da companhia. Além do desenvolvimento de jogos para iPad. Tudo isso deve estar também demonstrado durante a E3, mesmo que de forma superficial.

No mais, as revelações terminaram com alguns planejamentos futuros, como: uma parceria de oito anos com a WWE para o desenvolvimento e distribuição de jogos da marca; parceria com a Dreamworks Animation para desenvolver e distribuir games baseados em Kung Fu Panda: The Kaboom of Doom, Gato de Botas e Pinguins de Madagascar.

A previsão de crescimento financeiro é a seguinte: a empresa espera ter vendas líquidas de 905 a 920 milhões de dólares, com um crescimento de 2 a 4% em relação ao ano fiscal de 2010. Além disso, pretende ter suas ações avaliadas em 0,25 a 0,30 dólares cada, um crescimento de 30 a 60%.

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