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Times menores trabalham melhor, afirma executivo da EA

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Fonte da imagem: Divulgação/EA

Para muita gente, uma ideia é simples: quanto mais gente ajudando em um determinado trabalho, mais rápido ele chegará ao fim. Para o presidente de franquias da Electronic Arts, Frank Gibeau, não é bem assim que tudo funciona no mercado de games. Na visão dele, o melhor é ter times menores e extremamente focados.

Segundo ele, a qualidade de um determinado game é definida unicamente pelas pessoas envolvidas – o “time certo” – e o tempo dedicado à produção, que deve ser exatamente aquele que um jogo precisa. O executivo usa uma metáfora para explicar: não é possível gerar um filho em metade do tempo, não importa o número de envolvidos. Essa lógica também pode ser aplicada ao mercado da EA.

Para Gibeau, equipes infladas demais tornam-se muito difíceis de gerenciar e isso tem um impacto negativo no resultado final. Além disso, uma equipe pequena pode se manter motivada e com um pensamento único durante todo o tempo, o que leva todos para a mesma direção e possibilida um título mais uniforme e coeso.

Crescimento controlado

O executivo afirma que essa noção se aplica não apenas ao desenvolvimento de jogos em si, mas também ao gerenciamento de estúdios e equipes. Gibeau conta que um dos focos da EA é não deixar que as casas de produção se expandam demais e só passar a elas projetos para os quais elas possuem equipe, tecnologia e motivação adequadas.

Uma reavaliação constante de abordagens e uma noção constante do que está dando certo também são importantes. Caso um conceito comece pequeno e prove-se promissor, é hora de adicionar mais gente e aumentar o escopo. A recíproca também é verdadeira: não dá para ter medo de reduzir o tamanho de um projeto ou cancelá-lo se for ruim.

A Electronic Arts anunciou hoje seus resultados financeiros para o primeiro trimestre do ano fiscal 2014. O mercado digital foi alvo de elogios e considerado o grande motor da empresa para o futuro.

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