Ubisoft quer ser uma empresa de entretenimento, garante executivo
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Ubisoft quer ser uma empresa de entretenimento, garante executivo

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A Ubisoft é uma das empresas de desenvolvimento de jogos mais conhecidas e populares do mundo, com milhões de títulos vendidos e jogos clássicos que já ganharam o imaginário de jogadores de todo o planeta. Entretanto, a companhia não pretende se estagnar no ramo dos video games, mas sim expandir para se tornar uma empresa de entretenimento.

Segundo o segundo vice-presidente de vendas e marketing da empresa, Tony Key, a ideia de variar o ramo de negócios (e, na verdade, seguir o caminho de outras grandes empresas do setor) vem do fato de o mercado de entretenimento ser mais seguro do que o de jogos eletrônicos.

“Neste momento, nós ainda somos primeiramente uma companhia de jogos. Nós queremos nos tornar uma companhia de entretenimento, e não queremos apenas por querer”, contou o executivo ao Polygon.

“É importante para nós crescer enquanto companhia, e expandir nossas marcas de jogos importantes em outras áreas. É importante para nós saber que essas coisas são vendáveis além de apenas os jogos em si”, prosseguiu Key.

Para exemplificar, Tony Key cita a série Rabbids, que começou como um jogo eletrônico e hoje é desenho animado de sucesso nas manhãs de sábado nos Estados Unidos e na Europa, e um novo seriado da franquia vem aí. O sucesso na televisão “respinga” no video game, aumentando a procura pelo título.

“Então, isso acaba sendo um círculo completo, no qual a televisão está de fato ajudando a fazer o jogo crescer”, revelou o executivo.

Entretenimento: menos risco

Expandir para outros ramos pode ser arriscado para qualquer empresa, mesmo para uma gigante como a Ubisoft. A expansão rumo a se tornar uma companhia de entretenimento, porém, não assusta a empresa, pois, para Key, ser uma companhia dedicada exclusivamente aos jogos eletrônicos pode ser bem mais arriscado.

Isso porque, segundo o executivo, seria bem mais difícil se estabelecer no mundo dos games do que levar produtos já bem conceituados para outros formatos de entretenimento, como filmes, séries de televisão e produtos licenciados. Então, a principal ameaça é a Ubisoft vir a perder a relevância com em seus produtos principais e não no alvo de sua expansão.

“Você precisa criar grandes marcas de sucesso se quiser sobreviver, e nós temos visto que isso nem sempre é possível”, afirmou. “Nós tivemos nossa parte em resultados incríveis assim como outras empresas [de jogos] tiveram, então, o risco para nós é não ter sucesso em nosso negócio principal”, concluiu.

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