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Ubisoft: “Não há planos para uma sequência de ZombiU”

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Em entrevista cedida ao portal GI, Yves Guillemot, CEO da Ubisoft, afirmou que “não há planos (nem mesmo intenções) para uma sequência [ao jogo ZombiU]”. De acordo com o executivo, o sistema desenvolvido pela Nintendo não trouxe lucros satisfatórios à empresa. “Apostar alto no Wii U não funcionou bem para a companhia. ZombiU, um dos títulos mais populares lançados para os jogadores [do console], não foi rentável”, disse também Guillemot.

Ao contrário do que se esperava, parece que a desenvolvedora não está (conforme publicado por aqui há alguns meses) trabalhando em uma continuação ao jogo. Então o que Jean-Philipe, diretor de criação da Ubisoft, quis dizer ao publicar via Twitter que sua equipe estava “trabalhando arduamente em um protótipo”? Fora essa apenas uma manobra de marketing?

De toda forma, fato é que o figurão da Ubisoft aparenta estar realmente seguro de suas afirmações. Além de ter confirmado a inexistência de um “ZombiU 2”, Guillemot reiterou ainda que a empresa pretende fazer de Rayman Legends um jogo multiplataforma – o game, antes exclusivo da Nintendo, deverá chegar em setembro aos consoles PlayStation 3, Xbox 360 e PS Vita.

Em um tom pouco eufórico, o CEO da Ubisoft estabeleceu um tipo de “dead line” ao contundente console da “Big N”. “Apoiaremos o Wii U até [este] Natal, depois iremos decidir o que faremos em seguida”, finalizou Yves Guillemot.

Um futuro incerto ao valente console...

E não apenas a Ubisoft, conhecida, inclusive, por apoiar novos sistemas e formas alternativas de jogabilidade, declarou publicamente a falta de planos sólidos de desenvolvimento de títulos ao Wii U. Eric Hirshberg, presidente e CEO da Activision, comentou durante a E3 2013 que “nenhum anúncio será feito no momento [relacionado ao tal console]”.

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A Electronic Arts também demonstra ceticismo sobre investimentos relacionados ao Wii U. “É decepcionante quando você olha para ‘o mercado’ e, como empresa, tem de ser criterioso na hora de implantar recursos”, comenta Peter Moore, da EA. “Parece uma ‘caixa fora dessincronizada com o futuro da empresa – que dá aos games uma ‘sensação social’. O Wii U parece uma experiência offline do jeito que está agora”, pontua Moore, sempre claro e objetivo em seus pronunciamentos.

Mas nenhum corte será feito pela Nintendo

A Capcom, por outro lado, resiste fortemente às críticas feitas ao “console valente”. E a Nintendo, nesse sentido, não planeja fazer corte algum em seus investimentos. Há, contudo, a noção de que novos jogos precisam ser urgentemente lançados ao Wii U, como bem reconhecido por Satoru Iwata, CEO da companhia japonesa.

“Não temos tido sucesso em lançar um software único ‘capaz de conquistar as pessoas’”, disse Iwata. Nosso desafio da vez é introduzir uma linha de softwares (jogos) que faça com que os jogadores queiram experimentar o Wii U em primeiro lugar”, revela o grande nome da Nintendo. Então, eis a questão que não se quer calar: podemos esperar o tal “grande jogo” para o Natal deste ano? O que você acha?

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