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“Um amontoado de desenvolvedores não vai ajudar a Capcom”, afirma desenvolvedor de Bayonetta

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Segundo Hideki Kamiya, o homem responsável por Bayonetta, a legião de desenvolvedores atualmente na folha de pagamento da Capcom não representa, necessariamente, um reforço para a publicadora. “Eu ouvi que havia montes de pessoas trabalhando em Devil May Cry 4, um verdadeiro amontoado de gente”, disse Kamiya, em entrevista à revista britânica Edge. “Isso não os ajudou, certo?”

É verdade que a crítica vem no momento em que a Platinum Games mantém um efetivo de 150 funcionários — número possivelmente maior que o do Studio 4, da Capcom. De qualquer forma, o desenvolvedor insiste que um aumento no número de empregados não pode ser um sinônimo de bons produtos.

O comentário é oportuno, naturalmente. Isso porque a Capcom acaba de concluir a produção de Resident Evil 6, com um desenvolvimento global que, diz-se, envolveu mais de 600 pessoas. Ao considerar esses times monstruosos de desenvolvimento, Kamiya se diz “maravilhado” com o número reduzido de criadores por trás do desenvolvimento de Bayonetta.

Tatsuya Minami, também da Platinum Games, foi um tanto mais diplomático: “A questão é que a Capcom tem recursos para empregar 600 pessoas, então, boa sorte para eles”, disse Minami — que já foi o produtor-chefe da Capcom Japan. De fato, vale lembrar que o próprio Kamiya já constou no quadro de funcionários da Capcom, tendo encabeçado diversas franquias populares, incluindo Resident Evil, Devil May Cry e Viewtful Joe.

Paralelamente, o diretor da Platinum Games, Atushi Inaba, disparou recentemente que o port de Bayonetta para o PlayStation 3 foi o pior trabalho da desenvolvedora. Já o segundo game da franquia deve ser exclusivo para o Wii U — de fato, o game “não existiria se não fosse pela Nintendo”.

Fonte: CVG

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