Vimos The Witcher 3 dublado em português; trabalho está profissional

Vimos The Witcher 3 dublado em português; trabalho está profissional

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O hype que sustenta The Witcher 3 parece ser inabalável. Nem mesmo as imagens divulgadas semana passada, que sugeriram um suposto downgrade do visual, foram suficientes para esfriar os ânimos dos jogadores. Até porque a CD Projekt Red já desmentiu qualquer boato referente a isso e reiterou que o game “não terá downgrade”.

O BJ conferiu um brilhante material que a desenvolvedora está apresentando na BGS. Brilhante, em todos os sentidos: esse é o termo que melhor define a aguardada e épica sequência da trilogia iniciada em 2007.

O desfecho, para nós, brasileiros (além do resto do mundo, é claro), terá um gostinho especial: o trabalho de localização para português que o game está recebendo, coisa que os dois primeiros não tinham. A CD Projekt Red vê no Brasil um mercado em evidência e não hesitou em investir aqui. Tudo, absolutamente tudo no jogo será traduzido: o denso conteúdo em texto com o qual você está acostumado, nomes de vilarejos, aldeias, itens, livros de criaturas, enfim, a leitura está garantida para o conforto de nossos olhos – e que colírio é o visual desse jogo, meus camaradas. Só leitura? Não: dublagem também!

Uma voz familiar para Geralt of Rivia

Sabe o ator Tom Cruise? Ou Orlando Bloom? Ou mesmo Adam Sandler, Pierce Brosnan, Denzel Washington e tantos outros? A voz de todos eles em português foi emprestada por Sérgio Moreno, dublador brasileiro que começou sua carreira cedo e hoje é referência no mercado. É ele que empresta sua grave rouquidão a Geralt of Rivia em The Witcher 3, protagonista de toda a série.

A demo apresentada na BGS já deu essa palhinha para nós, e a produção, como era de se esperar, está ficando formidável. O trabalho de dublagem conta com nada menos que 81 atores, muitos deles velhos conhecidos de séries e desenhos animados na TV. Portanto, espere por “vozes familiares” ao longo do game – e que são igualmente agradáveis.

A desenvolvedora não poupou esforços (nem dinheiro) para investir na localização do jogo, que conta com mais de duas mil páginas de diálogos e textos e cerca de 300 horas de gravações. Todo esse tempo dá vida a quase 1.000 personagens. Sim, desnecessário dizer que o mundo de jogo é colossal. Mas parece que o iceberg vai além.

Geralt, seu rouco!

A atuação está caprichada. A voz de Geralt em português é praticamente idêntica à versão em inglês. Parece até a mesma voz falando outro idioma. É impressionante, não causa estranheza alguma. O protagonista da série se caracteriza por ter uma voz rouca e grave, com falas mansas e calmas, que dificilmente se alteram em timbre, e esse comportamento é reproduzido por Sérgio Moreno de forma impecável.

A demo do game na BGS mostrou a interação do caçador de monstros com outros personagens. Um deles é Johnny, uma estranha criatura que perdeu a voz e sinaliza ajuda a Geralt para recuperá-la. O bruxo, então, segue o estranho ser até um local inóspito e, lá, encontra uma senhora que pede a cabeça de um monstro em troca da informação necessária. Num primeiro momento, a fala da mulher soa estranha. Ela é velha, mas a voz parecia estar um tanto  jovem. Contudo, descobriu-se mais tarde que ela se comunica com outros espíritos e que, por isso, existem alterações no timbre de sua voz. A naturalidade das falas e a reação às perguntas de Geralt estão bem naturais, sem sotaques, puras e convincentes.

O vídeo foi exibido recentemente pela CD Projekt Red (trata-se de uma demonstração da Gamescom), mas nunca havíamos conferido um material em português ainda. O conteúdo é este aqui (em inglês): 

A apresentação totalmente em português da BGS está sendo realizada a portas fechadas e com avisos de não fotografar nem filmar nada.

Admirável mundo enorme e combate brutal

Como vocês podem conferir no vídeo acima, é possível ter uma (minúscula) noção da geografia do mapa. Como o mundo de jogo é colossal, a parcela dessa noção é mínima. Na demo, Geralt perambula pela cidade de Novigrad e depois segue estrada até No Man’s Land, região traduzida aqui como “Terra de Ninguém”, um local inóspito e hostil devastado pela guerra e pelas criaturas que ali habitam.

O vídeo tem quase 35 minutos e mostra trechos generosos do sistema de combate. Seguindo a cartilha dos dois primeiros games, o que se tem na pancadaria é uma mistura de hack’n’slash com estratégia, num sistema que exige, do jogador, reflexos e táticas. Reflexos porque é preciso ter timing ao executar os comandos (a coisa não se resume a esmagar botões), e táticas na medida em que Geralt tem à mão magias e poderes de bruxo. Cada poder incide um dano específico a determinadas espécies de criaturas.

O visual dispensa comentários. O protagonista passa por cidades, vilarejos, pântanos e cavernas enquanto dilacera inimigos à vontade. O combate é brutal: asas, braços e cabeças são arrancados sem jamais “sumirem” da área. A fotografia está impecável: cada elemento do cenário foi minuciosamente cuidado para que a direção de arte tenha o primor que a CD Projekt Red busca.

A indústria definitivamente agradecerá a existência de The Witcher 3. E nossos olhos também, porque o colírio está caro. O título será lançado para PlayStation 4, Xbox One e PC em fevereiro de 2015.

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